Psicologa Organizacional

19 de dezembro de 2014

Beija-flor




As tempestades da alma
Devastam a calma...
Deixam-nos apenas assombros,
Sufocam-nos sob os escombros...
Atiram-me ao vazio
E mesmo sóbrio, sinto-me ébrio...
Tingem de cinza todos os momentos...
Despedaçam-me esses tormentos...
Contudo, depois da escuridão...
Das sombras, da noite e da ilusão...
Há a claridade do dia,
Esperança, bonança, talvez alegria...
É preciso sair da mesmice...
Mesmo com recaídas de pieguice...
Moldar outro mosaico de destroços...
Matizar de cores novos prelúdios...
Permitir florir as emoções...
Dançar e cantar muitas canções...
Transbordar aromas nas missões...
Debulhar em versos nossas paixões...
E de repente haverá em nós...
Um novo tempo desfazendo nós.
A neve derreter-se-á de repente...
Será primavera, aqui, no presente.
Surgirão poesias e suas metáforas...
Que se enfeitarão de rimas diáfanas...
Desenharão um belo jardim...
Com certezas e correntezas sem fim...
E quando sinuosamente versar...
E quando silenciosamente desabrochar...
E quando possibilitarem dias claros...
E quando exalaram perfumes  raros...
Ver-se-ão abrir as grades da prisão...
É hora de voar em direção...
Aos sonhos, nos corações, refeitos...
Aos medos, por amor, desfeitos...
Não se podem aprisionar pássaros...
Muito menos sentimentos...
Bate as asas, agilmente, o colibri...
Em busca daquela flor que lhe sorri...
São muitas cores e flores...
Desfolhadas, dedilhadas pelos amores...
Mas o beija-flor vem de leve...
Quer que a lua o leve...
Para beijar aqui e além...
As estrelas do seu bem...
Sabe onde encontrar outrem..

Afinal, sempre, esteve dentro deste alguém!

Fonte: http://entrelinhaseversoscrisjoshaff.blogspot.com.br/2013/08/beija-flor.html

8 de dezembro de 2014

O PAPEL DO PROFESSOR PARA O DESENVOLVIMENTO AFETIVO-EMOCIONAL DO ALUNO



O trabalho refere-se à nossa proposta de dissertação de Mestrado junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da PUCRS. O tema de pesquisa volta-se para o papel do professor no desenvolvimento afetivo-emocional do aluno. Como questão norteadora a pesquisa trás: Quais as estratégias pedagógicas e/ou medidas que os docentes, de Séries Iniciais do Ensino Fundamental numa Escola Pública da cidade de Santa Maria – Rio Grande do Sul, utilizam na prática com a finalidade de resolver questões afetivos –emocionais de seus alunos? O objetivo geral consiste em verificar quais as estratégias e/ou medidas que os docentes, de Séries Iniciais do Ensino Fundamental utilizam com a finalidade de resolver questões afetivo-emocionais de seus alunos. Dentre os objetivos específicos estão: Investigar a maneira como os docentes resolvem situações de conflito interpessoal na sala de aula. Elencar as características comportamentais dos alunos que mais preocupam os docentes. Analisar como ocorreu a formação docente em relação aos aspectos afetivos-emocionais dos alunos. A abordagem metodológica adotada está vinculada ao paradigma construtivista ou naturalístico, consistindo num Estudo de Caso do tipo qualitativo. Os participantes da pesquisa são professores de Ensino Fundamental de uma Escola Estadual da cidade de Santa Maria –Rio Grande do Sul e a turma de alunos correspondente aos referidos docentes. A escolha por professores de Ensino Fundamental se dá porque crianças nesta faixa etária sofrem um grande salto qualitativo no que se refere ao amadurecimento emocional e social mostrando grande envolvimento afetivo com o professor. Outro fato que nos conduziu a esses sujeitos de pesquisa foi porque acreditamos na influencia do professor sobre a vida do aluno, num período do desenvolvimento considerado crucial com relação ao aparecimento de problemas afetivos-emocinais no comportamento infantil. Entre a infância inicial e a infância intermediária, os professores como mediadores deaprendizagens terão grande importância para a vida imediata e futura do aluno. O ingresso na Primeira Série do Ensino Fundamental marca uma separação significativa entre a criança e o grupo familiar. Surgirão, gradativamente exigências bem diferentes daquelas apresentadas pela  família. Crianças que mostravam dificuldades nas etapas anteriores do desenvolvimento podem vir a acentuá-las na presente ocasião. A imaturidade psicológica ou fatores relativos a personalidade do aluno podem precipitar problemas, anteriormente inexistentes. No entanto, na terceira infância, as crianças tornam-se mais habilidosas socialmente, capazes de formar autoconceitos amplos e abrangentes, passando a privilegiar o brincar e o aprender em grupos e com os mais velhos. Além disso, ela torna-se mais responsável, e capaz de entender ideias complexas. Prestando mais atenção à continuidade e a padrões de comportamento e melhorando a percepção dos objetos físicos. É por volta dos seis e sete anos de idade, que a criança passa do autoconceito concreto para o autoconceito abstrato, libertando-se gradativamente da supervisão dos pais ou professores, passando a experimentar novos riscos, detectar emoções mais complexas e, conseqüentemente, acontece um aperfeiçoamento na qualidade dos vínculos relacionais que se tornam mais duradouros (BEE, 2003; BERGER, 2003). Relacionado ao que foi colocado acima, Marturano e Loureiro (2003) reforçam a ideia na qual crianças entre seis a doze anos experimentam a necessidade de aprender com os adultos e tornam-se competentes e com capacidade produtiva. Por isso, nosso estudo focar-se-á nos professores desses alunos, que dentro de uma perspectiva do desenvolvimento humano estão em um momento da vida especial no que se refere a construção de novas aprendizagens sociais e cognitivas. Os professoresparticipantes da pesquisa são todos oriundos de uma Escola Pública Estadual da cidade de Santa Maria. A escolha destes deu-se de modo intencional, ou seja, foram escolhidos a partir do critério indicação. Na escola o Serviço de Orientação Educacional elencou as professoras para o estudo. As educadoras deveriam corresponder aos seguintes critérios: boa relação com os alunos, dedicação à docência ou “gosto pelo que faz” (grifo nosso). Estão sendo utilizados os seguintes instrumentos para a coleta de dados: a entrevista semi-estruturada com os professores e os diários de campo, que foram intitulados de planilhas de coleta de dados. Para entrevista com os professores elaborou-se um roteiro contendo as questões de pesquisa, pra guiar a entrevista, passando por alguns tópicos principais a serem tratados, seguindo uma seqüência de assuntos, não descartando questões que possam surgir ao longo da conversa, as quais podem ser de grande importância ao estudo. Procurou-se estabelecer um contato amistoso com o entrevistando de modo que este possa sentir-se à vontade para falar livremente, sem medos ou ansiedade. Para o registro das entrevistas utilizamos um gravador e fitas cassetes. A análise dosdados ocorrerá de maneira qualitativa através da Análise de Conteúdo (ENGERS, 1987, 1994), seguindo as seguintes passos:
• Impregnação do texto, uma leitura exaustiva e flutuante no qual o pesquisador vai interagindo com a fala do entrevistado a fim de compreender suas manifestações. Esta fase está vinculada com a percepção do entrevistador e daquele(s) que faz (em) a análise, razão pela qual esta pessoa, sempre que possível, é um elemento importante na leitura e correção da transcrição da entrevista, bem como da análise.
•A análise vertical estuda as manifestações expressas na entrevista de cada respondente e aquelas que estão implícitas, isto é, busca extrair os significados;
 • A análise horizontal estuda cada questão de entrevista, considerando todos os entrevistados naquilo que já foi evidenciado na análise vertical;
 • A síntese busca identificar as diferentes manifestações dos entrevistados, agrupando-as, quando possível, para finalmente buscar sintetizá-las;
• A Categorização, que traduz as evidências que emergem do estudo.
O estudo está em andamento, até a presente ocasião contatamos com os docentes e iniciamos uma análise superficial das entrevistas. Foi possível perceber até o momento que as estratégias que os docentes se utilizam na sala de aula para resolver questões relacionais dos alunos são: conversas individuais com os alunos, solicitação do apoio da turma de alunos, pedido da visita dos pais à escola e acompanhamento dos serviços de psicopedagogia e
Orientação Educacional da escola. Partindo disso, nessa ocasião podemos dizer que uma das medidas mais eficientes, porque gera mudança de comportamento, é a conversa individual entre professor e aluno. De uma maneira geral, os professores preocupam-se mais com os alunos hiperativos/ indisciplinados e agressivos. Todos os docentes afirmaram que a formação não ofereceu subsídios para trabalhar com os problemas afetivo-emocionais dos alunos, um grupo menor dos entrevistados disse que tem buscado formação continuada para dar conta disso. Para finalizar, é possível dizer que a maioria dos professores que estabelecem relação de proximidade com os alunos vem mostrando capacidade de encontrar soluções para a resolução dos problemas escolares, isso quer dizer que esses trabalham os aspectos afetivosemocionais independentemente de uma recíproca de outros órgãos ou pessoas (governo, família, educador educacional, direção da escola e outros profissionais).



7 de dezembro de 2014

A PRESENÇA DE DEUS


                                 
"Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso... Êxodo 33:14-23.

Ø Moisés tinha um grande desafio - conduzir o povo de Israel rumo à terra prometida.
Ø Era uma missão árdua, difícil e sobremodo pesada para qualquer mortal!
Ø Moisés então fala com Deus: "Se a tua presença não vai comigo, não nos faça subir deste lugar" (v. 15).
Ø Deus disse a Moisés que atenderia o seu pedido.
Ø E de fato a presença do Senhor foi com eles durante todos os anos da longa caminhada rumo à Canaã.

A presença de Deus era vista e sentida por todos, em todo o tempo:
1. Através da nuvem que os cobria do intenso calor do sol,
2. Da coluna de fogo que os guiava à noite,
3. Das rochas das quais brotou água para o povo beber,
4. E do poder miraculoso da vara conduzida por Moisés,
5. Além de muitas outras manifestações gloriosas.

v     Com base nos relatos bíblicos podemos dizer que Deus realmente foi com eles todos os dias da longa caminhada.

Hoje em dia não é diferente.
v     Se desejarmos e invocarmos a presença do Senhor, é certo que Ele nos acompanhará diariamente.
v     Do texto lido anteriormente podemos extrair preciosos princípios ou lições para as nossas vidas hoje.

Vejamos:

I - DEVEMOS DESEJAR E PEDIR A DEUS QUE NOS ACOMPANHE TODOS OS DIAS
1. A presença de Deus com Moisés e todo o povo de Israel não se dava apenas nos cultos realizados na tenda...
2. Era uma presença constante, permanente, que propiciava ao povo novas experiências a cada dia.
3. Todo dia era dia de milagres!

4. O mesmo pode e deve ocorrer em nossas vidas hoje!
5. Deus deseja nos acompanhar com a Sua presença e a Sua graça em todo o tempo, todos os dias, todas as horas.
6. É um erro pensar que a presença do Senhor só se manifesta nos cultos coletivos.
7. Não podemos dissociar a nossa vida espiritual da nossa vida secular.
8. Diariamente havia problemas na marcha do povo de Israel, mas Deus estava ali para os ajudar e livrar.
9. Também em nosso viver diário surgem problemas e situações imprevistas a toda hora, e nós necessitamos de Deus nos socorrer e nos livrar!

Porém, nós temos que proceder tal como Moisés...
1. Reconhecer a nossa incapacidade para enfrentar os desafios diários sozinhos;
2. Reconhecer que Deus é poderoso, e que a Sua Presença garante a vitória;
3. Desejar e invocar a Presença de Deus para o nosso viver diário.
Ø Não deixe para buscar Deus tardiamente, na hora da dor e do sofrimento! É melhor buscá-Lo antes que as águas se tornem turvas, e o mar fique agitado...!
Ø Inclua Deus em todos os seus assuntos, decisões e planejamentos. Peça sempre a Sua sábia direção e conselho antes de tomar qualquer decisão na vida, e você verá como as coisas correrão maravilhosamente bem para você!



II – Quando buscamos a presença de Deus, o Senhor nos oferece um lugar junto a Ele.

"Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha."

Moisés pediu a Deus duas coisas: - que a presença do Senhor o acompanhasse durante a marcha rumo à Canaã, e que Deus lhe mostrasse a Sua glória.

Conforme nossos comentários acima, são pedidos diferentes!

a) A presença de Deus é indispensável e nos oferece descanso, no sentido em que Deus está conosco, abraçando a nossa causa, lutando a nossa peleja, nos garantindo vitória;

b) A glória de Deus une os céus à terra - traz Luz e Revelação ao nosso espírito acerca da Pessoa de Deus, e das coisas inerentes ao Reino de Deus. Manifesta amor, bondade, graça e misericórdia de Deus e libera unção e poder de Deus. É um bálsamo novo que nos reveste de unção e poder, nos fortalece espiritualmente e nos aproxima de Deus, o Qual nos convida para mais perto dele, e nos faz assentar sobre a Rocha.

O Senhor se agrada quando nós buscamos a Sua presença e a Sua glória.
·      "Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29:13).
·      "...O Senhor está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará." II Crônicas 15:2-b.
·      Nós podemos e devemos intensificar a nossa busca de Deus.
·      A salvação é o primeiro passo que devemos dar; porém, após a conversão muitas outras experiências gloriosas que muito nos edificarão e nos ajudarão em nosso viver diário.
·      Fuja do espírito de religiosidade, saia do marasmo, do comum, não permita que a sua vida espiritual se transforme em tediosa rotina! Deseje sempre mais, busque sempre experiências maiores e renovadas!
·      "Buscai e achareis..." (Lucas 11:9).

Conclusão
1. Não podemos dissociar a vida espiritual da vida secular.
2. Todo dia é dia de buscar a presença do Senhor e a Sua glória.
3. Invoque a presença e a direção do Senhor em todas as suas iniciativas e decisões.
4. A cada dia, separe um tempo para oração, para estar em comunhão com o Senhor, e a glória do Senhor resplandecerá sobre a sua vida. "Enchei-vos do Espírito..." (Efésios 5:18).
5. Não permita que a chama do Espírito se apague em seu coração. "Não entristeçais o Espírito, no qual fostes selados..." (Efésios 4:30).
6. Fuja da mesmice, do continuismo, da rotina, da frieza espiritual. Clame, chore, quebrante-se aos pés do Senhor. Faça como Jacó: "Não te deixarei ir, se me não abençoares..." (Gênesis 32:26).
7. Quem busca recebe, e vive a plenitude da bênção prometida pelo Senhor Jesus Cristo: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância..." (João 10:10); tem em Deus descanso, habita em lugar seguro junto ao Senhor, e vive em constante vitória.

8. Seja este o alvo número um da sua vida! Busque sempre a presença de Deus

6 de dezembro de 2014

AUTOESTIMA




A autoestima é o julgamento, a apreciação que cada um faz de si mesmo, sua capacidade de gostar de si. O caminho mais viável para uma auto-avaliação positiva é o autoconhecimento. Conhecer seu próprio eu é fundamental, pois implica ter ciência de seus aspectos positivos e negativos, e valorizar as virtudes encontradas. Este diálogo interior requer um voltar-se para si mesmo, a determinação de empreender essa jornada rumo à essência do ser, deixando um pouco de lado o domínio do ego.
Esse reconhecimento subjetivo torna o indivíduo mais apto a enfrentar os obstáculos e desafios do cotidiano, uma vez que agora ele conhece seu potencial de resistência e a intensidade de sua coragem e determinação. Assim ele pode evitar as armadilhas que caracterizam a baixa autoestima, tais como a insegurança, a inadaptação, o perfeccionismo, as dúvidas, as incertezas, a falta de confiança na sua capacidade, o medo de errar, a busca incessante de reconhecimento e de aprovação, entre outros. Fortalecido, o sujeito pode resistir aos fatores que provocam a queda na autoestima – crítica e autocrítica, culpa, abandono, rejeição, carência, frustração, vergonha, inveja, timidez, insegurança, medo, raiva, e tantos outros.

A autoestima se forma ao longo da infância, com base na educação e no tratamento recebido dos familiares, amigos e professores. É muito importante o ambiente, o contexto em que a criança cresce, pois este meio pode edificar ou destruir a confiança do infante em si mesmo. Se os pais tornam a criança um ser dependente, ela pode se tornar imbuída de falsas crenças,  que contribui para sua baixa autoestima. Segundo a psicologia, a autoestima pode abranger o que se chama de crenças auto significantes – “Eu sou inteligente/ignorante” -, emoções auto significantes agregadas – segurança/insegurança – e traços de comportamento. Ela pode ser um aspecto definitivo da personalidade ou um estado emocional passageiro.

Se a criança tem uma capacidade inata para o aprendizado e é produtiva na escola, isto contribui automaticamente para sua autoestima. Nessa relação com a esfera educativa, incluindo o relacionamento com os colegas, vê-se este sentimento se desenvolver bem cedo. Neste momento a criança é facilmente influenciada e moldada pelos que a cercam, especialmente os pais, que são para ela o modelo de comportamento, a imagem em que ela se reflete. Assim se formam os elos de amor ou de ódio, que refletirão imediatamente na formação da sua autoestima. Se os filhos crescem em um ambiente depreciativo, em meio a zombarias e ironias, sua autoimagem será naturalmente inferior. Esse mesmo padrão pode se repetir na escola e com o círculo de amigos, o que reforçará este sentimento.

Há caminhos que se pode seguir para elevar a autoestima. Um deles, talvez o mais importante, já foi citado, o autoconhecimento. Também é necessário cuidar da aparência física, para que se tenha prazer de olhar no espelho, saber valorizar nossas qualidades, deixando de superestimar os defeitos, aprender com as vivências experimentadas ao longo da vida, saber desenvolver por si mesmo amor e carinho, ouvir a intuição e acreditar que se tem o merecimento de ser feliz, de ser amado, bem como desfrutar os prazeres mais simples da vida, mas que efetivamente nos fazem felizes. Assim o indivíduo receberá mais tranquilamente os elogios e afetos, e aprenderá a retribuí-los, diminuirá sua ansiedade, terá mais coerência em seus sentimentos, que estarão sintonizados com seu discurso, não terá tanta necessidade de receber a aprovação alheia, será mais flexível, sua autoconfiança crescerá, bem como seu amor próprio, sua produtividade profissional será incrementada e, acima de tudo, ele sentirá uma intensa paz interior.

Fontes
http://web.archive.org/web/20080308064239/http://www1.uol.com.br:80/cyberdiet/colunas/021206_psy_autoestima.htm

http://www.saudevidaonline.com.br/artigo57.htm

4 de dezembro de 2014

FORTALEÇA SUA AUTOESTIMA



A forma como nos vemos pode influenciar o modo como vivemos nossas vidas. A autoestima é o valor que damos a nós mesmos e é baseada na forma como nos vemos. Ou seja, é uma opinião que formamos a nosso respeito, não um fato em si. Uma pessoa que tem uma boa autoestima, é capaz de reconhecer seu próprio valor e sentir-se amada e aceita pelos outros. Já pessoas com problemas na autoestima tendem a sentir que ninguém gosta delas, que não são aceitas pelos outros e que não conseguem fazer nada direito. Desta forma, a forma como nos vemos influencia diretamente nossa capacidade de lidar com a vida e de sermos felizes.

As opiniões que formamos sobre nós mesmos são moldadas pelas experiências que temos no decorrer dos anos. A forma como os outros nos vêem e nos tratam é um fator importante para o desenvolvimento de nossa autoestima. Desde a infância, buscamos sempre aprovação, mas às vezes é muito difícil sentir essa aprovação. Se os pais criticam muito os erros de uma criança, em vez de elogiar seus acertos, sua autoestima vai se enfraquecendo. Isso também acontece em outros tipos de relacionamentos. Em um namoro ou casamento, quando um dos parceiros assume essa postura crítica em relação ao outro, pode rebaixar sua autoestima. Um chefe muito crítico também pode comprometer a autoestima de um subordinado. Desta forma, a forma como você se vê pode ser muito prejudicada quando alguém, cuja aceitação é importante, sempre lhe coloca para baixo.

VOZ INTERIOR NEGATIVA

Para entender melhor como isso funciona, imagine uma escala de valores que vai de menos dez a mais dez, com um zero no meio. Para cada crítica que recebemos, perdemos um ponto e para cada elogio, ganhamos um ponto. Se recebermos mais elogios do que críticas, nossa escala de valores terá uma pontuação positiva, mas se recebemos somente críticas negativas, mesmo fazendo tudo certo, o máximo que atingiremos será o zero.

A partir desse tipo de experiência negativa, forma-se uma espécie de crítico interno, uma voz interior que parece encontrar defeito em tudo. Com o tempo, ouvir essa voz interior negativa pode ter o mesmo peso das críticas externas. Algumas pessoas ficam tão acostumadas ao seu crítico interno que nem percebem quando elas mesmas estão se colocando para baixo. "Algumas pessoas ficam tão acostumadas ao seu crítico interno que nem percebem quando elas mesmas estão se colocando para baixo."

Cada pessoa forma uma imagem ideal de quem quer ser, dentro de uma escala de valores própria. Por exemplo, algumas pessoas admiram habilidades físicas, enquanto outras admiram habilidades mentais e há os que valorizam mais as conquistas financeiras. As pessoas que enxergam em si mesmas as qualidades que admiram, têm a autoestima elevada. Já os que não enxergam em si essas qualidades, não conseguem ter uma boa autoestima. Mas isso não quer dizer que não tenham essas qualidades, muitas vezes as possuem, só que não conseguem enxergar.

PADRÕES INALCANÇÁVEIS

Pessoas que buscam modelos ideais fora de suas possibilidades, têm problemas sérios na autoestima. Atualmente, muitas pessoas buscam padrões difíceis de atingir. Há um constante bombardeio de mensagens, dizendo que devemos ser jovens, magros, bonitos, elegantes, bem-sucedidos profissionalmente, ter muito dinheiro para gastar, um bom apartamento em um bairro nobre, móveis planejados, uma TV enorme e um carro novo na garagem. Além disso, ainda é preciso ter um excelente casamento, um casal de filhos perfeitos e matriculá-los nas melhores escolas, para garantir que tenham um futuro brilhante. Esse é o modelo ideal que inspira muitas pessoas. Mas quando não conseguem tudo, sentem-se frustrados, em vez de valorizar as conquistas parciais.

Um item que tem gerado muita insatisfação às mulheres é a questão da aparência, devido à cobrança por um ideal de perfeição impossível de se atingir. Os meios de comunicação de massa nos bombardeiam com imagens de mulheres jovens, lindas e perfeitas, devidamente produzidas e retocadas, em programas de edição de imagens. Por se espelhar nessas imagens, a maior parte das mulheres sente-se feia e inadequada. Ao nos depararmos com uma imagem de perfeição, automaticamente pensamos: Quem sabe se eu comprar este produto, ficarei um pouco mais parecida com essa mulher perfeita? A ideia é criar padrões de beleza cada vez mais distantes da realidade, para que as pessoas consumam cada vez mais. É preciso estar atenta para não deixar que essas ideias de perfeição prejudiquem nossa autoestima

Problemas com a autoestima podem levar à depressão e também podem levar uma pessoa a ficar aquém do seu potencial, ou a tolerar relacionamentos ruins. Já as pessoas que se aceitam e se enxergam de forma positiva, tendem a ter relacionamentos melhores, sentem-se mais felizes, conseguem lidar melhor com seus erros e frustrações e são mais persistentes para atingir seus objetivos. Pessoas que acreditam em si são mais propensas a desenvolver uma boa carreira acadêmica e profissional. Ter uma boa autoestima permite viver a vida ao máximo.

É sempre possível melhorar a autoestima. Claro que mudar não é fácil, mas não adianta esperar que o mundo mude para nos sentirmos bem. Ao assumir a responsabilidade, podemos buscar objetivos realistas, ver cada sucesso como um passo na direção certa. Também é fundamental identificar os pontos fortes e reconhecer as limitações. Há coisas que podemos tentar mudar, mas há outras que simplesmente precisamos aprender a aceitar como são.

DICAS PARA MELHORAR A AUTOESTIMA

Diminua suas expectativas de perfeição. A nota da felicidade está mais próxima de 7 do que de 10.
Combata os pensamentos negativos e autodestrutivos. Em vez de olhar somente os erros e defeitos, mude o foco para os acertos e qualidades positivas.
Reconheça seus limites. Se perceber que está infeliz com algo que pode mudar, então comece hoje. Se é algo que você não pode mudar, apenas aceite. Será um problema a menos em sua vida.
Aprenda com os erros, em vez de se martirizar. Errar faz parte do processo de aprendizagem.
Busque sempre coisas novas para fazer. Isso proporcionará a descoberta de novos talentos e fará com que se orgulhe de suas novas habilidades.
Ajude outras pessoas, sempre que possível. Sentir-se útil faz muito bem à autoestima.
Procure exercitar-se em uma atividade física de que goste. Isso ajudará a fazer as pazes com seu corpo.
Orgulhe-se de suas opiniões e ideias e não tenha medo de expressá-las, mesmo que nem todos concordem.
Passe seu tempo livre com as pessoas que você ama e fazendo as coisas de que você gosta. Faça um esforço para tornar a vida prazerosa e satisfatória.
Busque amigos. A maioria das pessoas está interessada em fazer novas amizades, tome a iniciativa e não espere que os outros venham até você.
Sorria, seja gentil com os outros, peça apoio, fale sobre você, seja sincera. Isso ajudará a atrair as pessoas que realmente gostam de você.
Cuida da sua aparência, mas sem exageros.
Evite situações e pessoas que o fazem sentir-se mal sobre si mesma.


Fonte: http://www.personare.com.br/fortaleca-sua-autoestima-m2157