Psicologa Organizacional

22 de janeiro de 2015

ESTRESSE NO TRABALHO/OCUPACIONAL



O estresse ocupacional é o conjunto de perturbações que caracterizam o desequilíbrio físico e psíquico e que ocorrem no ambiente de trabalho

O que é estresse ocupacional?

Sempre que tratamos da palavra ocupacional, estamos falando de trabalho, emprego, ocupação, fonte de renda e termos correlatos. Quando nos ocupamos em discutir as patologias da ocupação, uma das mais proeminentes é o estresse.

Compreende-se por estresse um conjunto de perturbações ou instabilidade psíquica e orgânica provocadas por diversos estímulos que vão desde a condição climática até as emoções e condições de trabalho. Na base da compreensão do conceito de estresse está o desequilíbrio, no caso, na relação entre trabalhador e ocupação. Entende-se, então, estresse ocupacional como o quadro de respostas pouco adequadas à estimulação física e emocional decorrente das exigências do ambiente de trabalho, das capacidades exigidas para realizá-lo e das condições do trabalhador. Em alguns casos, o estresse ocupacional não tratado pode gerar a síndrome de Burnout, caracterizada pelo esgotamento físico e psíquico em decorrência do trabalho.

O que pode desencadear o estresse ocupacional?

Existem muitos estímulos que podem desencadear o estresse, entre eles, estar exposto a condições como falta de recursos materiais, exigência física e psíquica superior ao que corresponde à função, ambientes de trabalho com problemas de relacionamento interpessoal ou que não garantam a saúde, o bem-estar e a segurança do trabalhador.

Quais são os principais tipos de estressores ocupacionais?

Alguns autores costumam dividir os estressores em três categorias: exigência de trabalho, incompatibilidade de papéis e condições materiais da ocupação. A exigência de trabalho pode ser um estressor ocupacional quando ultrapassa os níveis adequados para a manutenção da saúde do trabalhador, como longas jornadas, ritmo demasiadamente acelerado, turnos variáveis, horas extras etc. No caso da incompatibilidade de papéis, estamos tratando de questões organizacionais como a dificuldade de muitas empresas em ter boas descrições das atribuições e direitos de cada cargo, o que acaba impossibilitando o trabalhador de ter pleno domínio de suas funções e direitos. Por último, as condições materiais dizem respeito ao ambiente de trabalho: condições climáticas, de organização, iluminação, higiene e aspectos como a poluição visual e auditiva do local de trabalho.

Quais são os tratamentos possíveis?

Sempre que se trata de uma condição que não envolve apenas o adoecimento do indivíduo, mas a problemática de seu ambiente de trabalho e de suas atribuições, recomenda-se que as intervenções sejam feitas em três níveis diferentes: no nível primário, deve-se buscar reduzir os estímulos estressores, modificando o quanto for possível o ambiente de trabalho, buscando definir ocupações e direitos de cada trabalhador, como seus horários e funções. Já nesse nível, pode-se pensar em formas de acompanhamento psicológico, a partir do qual o sujeito pode ressignificar sua relação com o trabalho.

Em um segundo nível de atuação, deve-se buscar melhorar a resposta dos sujeitos ao ambiente de trabalho, com foco nos eventos estressores. Nesse sentido, as intervenções psicoterapêuticas buscam a compreensão e transformação da relação do sujeito com os estressores. Uma das formas comuns de atuação nesse sentido são as dinâmicas de grupo, as técnicas de relaxamento, meditação, acupuntura, psicoterapia etc. Vale ressaltar que, como são técnicas utilizadas quando o estresse ocupacional já está instalado, podem ser menos eficazes que as transformações sugeridas primariamente, isso porque não trabalham na fonte de estresse, mas em seus efeitos.

Por último está a atenção aos indivíduos acometidos da condição de estresse ocupacional que sofrem com os sintomas do desequilíbrio. Essa forma de atenção deve estar focada em reequilibrar o funcionamento físico e psicológico através da ação de equipes multidisciplinares, com terapeutas ocupacionais, psicólogos, médicos etc., que precisam constantemente destruir as barreiras do preconceito para adentrar o terreno das empresas, tornando-se possibilidade de aliança entre trabalho e saúde mental.

Fonte: http://www.brasilescola.com/psicologia/stress-ocupacional.htm

21 de janeiro de 2015

Deficiência Mental



No decorrer da história humana, inúmeras definições foram usadas para tentar explicar a deficiência mental.

Na antiguidade, como em Esparta, por exemplo, as crianças com deficiência física e mental eram consideradas sub-humanas, sendo eliminadas ou abandonadas. Já na Idade Média, as concepções, dominadas pela visão cristã, atribuíam às pessoas com deficiência o caráter de possuído pelo demônio, ou de divino, inspirado por Deus, para explicar as diferenças de comportamento. Foi também por influência da Igreja Cristã que, aos poucos, as pessoas com deficiência mental foram sendo reconhecidas como “portadoras de alma” e, portanto, dignas da misericórdia divina. Assim, as práticas de abandono e assassinatos foram sendo substituídas pelo acolhimento e institucionalização, numa espécie de mistura entre caridade e castigos, uma vez que ainda havia punições com intenção de “curar” ou “livrar do mal”.

Com a passagem para o capitalismo, a visão de deficiência mental passou por novas transformações, relacionando-se agora com a improdutividade econômica desses sujeitos. Além disso, afastando-se das concepções religiosas, a ideia de deficiência mental estava agora pautada em explicações médicas, voltadas para as causas e consequências orgânicas.

No desenvolver da sociedade, inúmeras outras concepções foram sendo construídas sobre a deficiência mental, tratando de aspectos sociais, educacionais e da institucionalização de pessoas com deficiência mental, gerando discussões públicas sobre direitos e responsabilidades dessas pessoas.

O que é Deficiência Mental?

Como dissemos, para compreender a deficiência mental, temos que recorrer a todas as dimensões de conhecimento dessa condição. Alguns autores ainda defendem a deficiência mental como um fenômeno interno ao sujeito, outros consideram a deficiência mental como um fenômeno que deve ser compreendido também em sua dimensão social, de desvalorização da condição médica, diante da produção econômica prejudicada.

Por muitos anos, buscou-se investigar as causas da deficiência mental, como problemas hereditários, na gestação, ausência de nutrientes, hormônios, problemas no desenvolvimento, na interação social, na alimentação, entre outros tantos fatores, conhecidos como fatores de risco.

Entretanto, até hoje, há ainda uma grande parcela de deficiências mentais sem causa conhecida. Além disso, o foco de investigações na causa em nada contribuía para a compreensão das particularidades de cada deficiência, uma vez que duas pessoas com o mesmo diagnóstico de deficiência podem ter desenvolvimentos completamente diferentes.

Para alguns autores, a compreensão da deficiência mental deve ser feita de forma global, levando em consideração aspectos funcionais, ou seja, propõe-se que as possibilidades de interação sejam o foco do diagnóstico, no lugar das dificuldades médicas. Essa compreensão tira da pessoa com deficiência o fardo de impossibilidades decorrentes da limitação intelectual e passa a atentar para as capacidades de socialização em ambientes adequados de apoio.

Existe diferença entre deficiência mental e doença mental?

Quando uma pessoa tem problemas severos de percepção de si e da realidade que o cerca, e é incapaz de decidir por si, diz-se que ele é doente mental. Essa condição é completamente diferente da deficiência mental em que, como vimos, essa percepção está preservada.

Assim, podemos compreender como doença mental o quadro de alterações significativas capaz de comprometer a percepção da realidade, como nos casos de esquizofrenias, transtornos obsessivos compulsivos, transtorno bipolar, entre outros.

Para entender melhor, podemos retomar a questão do desenvolvimento das funções necessárias para a interação com o meio: na deficiência, o desenvolvimento delas é limitado, já na doença mental, as funções existem, mas estão comprometidas por condições psíquicas anormais.

Como se faz o diagnóstico?

O DSM IV é um manual para diagnósticos em distúrbios mentais. Nele, a definição de Deficiência Mental aproxima-se da ideia de um funcionamento intelectual inferior. Não se trata apenas de um QI baixo, para que seja caracterizada a deficiência mental é necessário identificar o comprometimento de pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, uso de recursos comunitários, habilidades acadêmicas, de trabalho, lazer, saúde, segurança, autocuidados, habilidades sociais e de relacionamento interpessoal, que devem se manifestar antes dos 18 anos.

Existem formas de prevenção e tratamento?

Como mencionamos, existem fatores de risco relacionados à deficiência mental e existem propostas de prevenção em três níveis: o primeiro consiste em atentar para problemas na gravidez que podem ser evitados, a partir de um pré-natal bem feito, quando a mãe evita o consumo de álcool e drogas, tem uma alimentação e condições físicas adequadas.

O segundo nível de prevenção consiste em diminuir ou reverter o impacto dos problemas, como por exemplo, a utilização de mecanismos e medicamentos que possam evitar a progressão das complicações. Já num terceiro nível de prevenção, deve-se buscar o desenvolvimento das capacidades do indivíduo, como dissemos, com foco nas habilidades preservadas através de trabalhos de estimulação.

Assim, compreendemos que a prevenção puramente biológica ou genética, ou que apenas considere o período pré-natal, não daria conta de diminuir o número de pessoas com deficiência ou ainda de melhorar a vida daquelas que já desenvolveram os problemas.


12 de janeiro de 2015

A EFICÁCIA DO RISO



Ao escutar uma piada, daquelas que nos fazem disparar a rir, são produzidos na boca uma série de sons vocálicos que duram de 1/16 segundos e repetem a cada 1/15 segundo. Enquanto os sons são emitidos, o ar sai dos pulmões a mais de 100 Km/h.

Uma gargalhada provoca aceleração dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial e dilatação das pupilas.

Os adultos riem em média 20 vezes por dia, e as crianças até dez vezes mais. Rir é um aspecto tão inerente à existência humana que esquecemos como são interessantes esses ataques repentinos de alegria.

Por que as pessoas riem quando escutam uma piada? Segundo o escritor húngaro Arthur Kostler (1905-1983), o riso é um reflexo de luxo, que não possui utilidade biológica.

Entretanto a Natureza não investe em algo inútil, acredita-se que o impulso de rir possa ter contribuído para a sobrevivência no decurso da evolução.

A gelotologia que pesquisa sobre o riso, aponta que esta é a mais antiga forma de comunicação.

Os centros da linguagem estão situados no córtex mais recente, e o riso origina-se de uma parte mais antiga do cérebro, responsável pelas emoções como o medo e a alegria. Razão pela qual o riso escapa ao controle consciente. Não se pode dar uma boa gargalhada atendendo a um comando, muito menos é possível reprimi-la.

O riso pode apresentar um aspecto físico, cognitivo e emocional. Acontecimento este que não reduz o senso de humor a uma única região do cérebro.

Rir, achar algo engraçado, é um processo complexo, que requer várias etapas do pensamento.


Fonte: http://www.brasilescola.com/curiosidades/a-eficacia-riso.htm

11 de janeiro de 2015

MANTENDO O FOCO


 
“Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti.”Provérbios 4:25

Quando Jesus estava treinando os seus discípulos, uma das coisas que buscou produzir neles foi a capacidade de manter o foco, de concentrar-se em objetivos definidos sem se desviar por distrações ou mesmo por necessidades.
Acho muito interessante, até surpreendente, a ordem que o Mestre dá à sua equipe de setenta discípulos ao enviá-los para preceder sua visita a várias cidades: “a ninguém saudeis pelo caminho” (Lc 10:4). Anteriormente, em outra missão de treinamento, Ele já havia enviado seus doze a pregar aos judeus, mandando expressamente que não tomassem rumo aos gentios e nem entrassem na cidade de samaritanos (conf. Mt 10:5-6).

Ordens como estas soam estranho nos lábios de um Senhor tão amoroso e nobre quanto o nosso. Não cumprimentar ninguém, evitar determinados tipos de pessoas e lugares não parece fazer parte da ética que Ele veio trazer. Porque então Jesus foi tão radical nestes comandos? Qual era seu propósito em tais orientações?

Como eu disse antes, o Senhor estava treinando seus discípulos para a liderança. Muitas das coisas que Ele fez e falou visava a desenvolver naqueles homens habilidades para serem líderes bem-sucedidos da igreja que estava por nascer. Aqui, nesse caso específico, Jesus estava trabalhando neles um dos princípios mais fundamentais da liderança: a concentração. Ninguém alcança grandes conquistas sem a habilidade de focalizar suas metas e manter esse foco até o fim. “O nobre projeta coisas nobres e na sua nobreza persevera” (Is 32:8).

Em cada área da nossa vida temos que saber claramente o que buscamos. Infelizmente, a maioria das pessoas vive ao “Deus dará”, sendo jogada de um lado para o outro pela maré das circunstâncias. Não sabem para onde vão e nem o que buscam da vida. Não têm projetos.

É verdade que alguns chegam a sonhar, a desejar determinadas conquistas, mas há uma grande distância entre um sonho e um projeto. O primeiro pode ficar apenas no nível da imaginação, enquanto o segundo requer planejamento e atitude.

No exercício da liderança, seja no lar, na vida profissional ou na igreja, é fundamental que estejamos trabalhando por projetos. Eles incluem metas, objetivos, alvos definidos, a curto e a longo prazo. Temos que saber o que buscamos, como e em quanto tempo pretendemos alcançar cada conquista. Temos que estabelecer etapas e trabalhá-las com seriedade.

Se alguém sonha em comprar a casa própria, tem um bom sonho, mas talvez tudo o que esta pessoa consiga com ele seja um túmulo (mesmo assim, por pouco tempo, até que novos “inquilinos” reivindiquem o espaço). Agora, se esta pessoa transformar o sonho em projeto e concentrar-se o tempo que for preciso em trabalhar por ele, muito provavelmente terá sua casa, independentemente do poder aquisitivo que tenha no começo.

Para alguns, ter uma casa pode ser um projeto a curto prazo que envolva juntar um pouco mais de dinheiro ou assumir uma prestação plausível. Para outros, pode exigir muito tempo e vencer várias etapas: estudar, formar-se profissionalmente, conseguir um emprego, crescer nele, poupar e, finalmente, conquistar o objetivo final, a tão sonhada (e suada) casa própria!

Jesus ensinou seus discípulos a concentrarem-se no alvo. Se é para evangelizar judeu, não perca tempo com gentio. Se é para ir a cidade, não bata-papo pelo caminho. Se uma meta foi traçada, não deixe que nada desvie o seu foco dela. Quando se tem um alvo, o mais importante é atingi-lo.

O próprio Jesus foi um exemplo patente dessa postura. Seu projeto de vida passava pela cruz. O Pai quis assim. Antes Ele deveria oferecer a salvação aos judeus, formar uma equipe que depois desse continuidade à sua obra e vencer o pecado através de uma vida irrepreensível. Depois viria a cruz e, com ela, a oportunidade de salvação a todos os povos e a glória devolvida à destra de Deus... Ele concentrou-se em cumprir esse trajeto, sendo radical para não aceitar outras “visões” ou propostas da vida. Dos galileus que quiseram proclamá-lo rei sem a ignomínia da cruz, Ele fugiu (conf. Jo 6:15). Ao amigo Pedro que tentou enchê-lo de autopiedade e demovê-lo do sacrifício, repreendeu (conf. Mt 6:23). Aos gregos que queriam vê-lo antes da hora, não deu resposta (conf. Jo 12:20-28). A Satanás que lhe propôs mundos e fundos sem custo, resistiu até ao sangue (conf. Mt 4:1-11)... “Tudo porque manifestava, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém” (Lc 9:51). Se aquele era o projeto traçado no céu, nada o desviaria dele!


Convém avaliarmos nossa vida. Há projetos que nos norteiam? Na família, na vida secular, no ministério, estamos trabalhando por metas ou somos um barco à deriva? Já aprendemos a manter o foco ou nos distraímos a todo o tempo, correndo o risco de ver o prazo se esgotar antes que cumpramos nosso papel. É bom parar e pensar nisso... Ter visão é ter foco!

10 de janeiro de 2015

CIÚME



2º Parte

O ciúme é um tipo de sentimento que acomete inúmeros seres humanos. Ocorre quando há distorção do sentimento de zelo e cuidado para com uma determinada pessoa. Ao contrário do que se pensa, o ciúme é um sentimento pessoal, voltado para quem o sente.

O ciúme se manifesta:
- perante uma ameaça à solidez de um relacionamento;
- diante da possibilidade de perda da pessoa por quem se tem ciúme;
- ou quando se detecta a perda da exclusividade em relação ao sujeito passivo do ciúme.

Essas afirmações se diferem do que se pensava antigamente, já que se acreditava que o ciúme era um sentimento positivo, visto como uma prova de amor.

Existem pessoas que desde a infância desenvolvem esse sentimento. Ocorre aproximadamente aos quatro anos de idade, quando a criança se identifica com um dos pais (o do mesmo sexo que ela) e sente ciúme deste até mesmo quando seu (sua) parceiro (a) se aproxima.

Em geral, o ciúme se manifesta por instabilidade na relação, dúvidas, raiva, medo, vergonha por parte de um membro do casal ou dos dois. Pode ser considerado normal, quando ocorre em determinadas situações, como ser excluído e/ou rejeitado pelo parceiro (a) ou ainda quando um terceiro (a) passa a buscar a atenção desse; pode ser tensional, quando provoca sentimentos desagradáveis como angústia e fragilidade ligados à relação; e ainda patológico, quando a insegurança proporcionada pelo ciúme promove reações e certezas infundadas.

Em relação ao ciúme patológico, é considerado distúrbio paranoico pela psiquiatria, pois seu portador não diferencia fantasia e imaginação da realidade. É caracterizado por extrema desconfiança, constante busca de provas e confissões. A pessoa com este tipo de paranoia sente-se ansiosa, depressiva, humilhada, com desejo de vingança e com aumento da libido. Tal distúrbio, se detectado, deve ser rapidamente tratado, pois pode induzir seu portador a tomar atitudes extremamente perigosas.
Fonte: http://www.brasilescola.com/psicologia/ciumes.htm