Psicologa Organizacional

30 de janeiro de 2015

UMA VISÃO PSICOLÓGICA DO SEXO




Mais do que uma questão puramente física. O sexo está associado também a sentimentos de amor, carinho e amizade; necessidades de proteção e conquista, além da construção de uma família.

O sentimento de amor que está associado ao sexo é, para a maioria das pessoas, uma das principais razões da existência. Concomitantemente, a ausência ou a perda deste sentimento é responsável por grande parte da tristeza humana, podendo gerar problemas psicossomáticos. Inversamente, a prática de sexo pode ser favorável no combate à depressão e ao estresse. Inclusive algumas pesquisas já confirmaram que a prática de sexo pode dá uma qualidade de vida melhor, sensação de bem -estar e longevidade.

As mulheres são psicologicamente mais suscetíveis que os homens por diversos fatores. Um deles é o prazer sexual que em muitas gera frustração. Isto porque o caminho para alcançar o orgasmo em relação ao homem é mais longo e delicado. E isso não está ligado diretamente ao ponto G como muitos pensam. Até porque esta hipótese que até pouco tempo era uma certeza já foi contestada por alguns especialistas que afirmam ser um mito. Então qual é a explicação para que muitas mulheres não consigam alcançar o ápice do prazer?

Segundo Oswaldo Rodrigues Júnior, psicólogo e terapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade; a explicação para a dificuldade que algumas mulheres têm para atingirem o orgasmo pode estar no passado."(...) o problema é, de longe, muito mais psicológico. O pouco aprendizado e a falta da vivência sexual e erótica são as causas dessa anorgasmia feminina”, afirma. Isso porque a cultura machista que imperou por muitos anos e que ainda impera em algumas sociedades mostrava que a sexualidade era um meio exclusivo de reprodução humana e, para reproduzir, a mulher não precisava gostar de sexo, nem ter prazer. “Ainda hoje, as meninas e as adolescentes não são incentivadas a valorizarem a expressão e o prazer sexual. Tocar-se, conhecer o corpo como fonte de prazer são elementos contrários a muitas ideologias, políticas e religiões”, reconhece. “Com a falta do aprendizado nas duas primeiras décadas de vida, a mulher chega à idade adulta sem compreender o que fazer para produzir e facilitar orgasmos. Já com o homem, a experiência de vida é contrária, pois ele sempre será estimulado a vivenciar situações eróticas”, afirma o especialista.

Outro fator que impede a mulher de sentir o prazer sexual é o tabu da masturbação, vista como algo proibido e pecaminoso por alguns culturas e religiões. E para a psicologia e a sexologia o ato de não se masturbar, é visto como um preconceito. Já que para alcançar o orgasmo, a mulher precisa se sentir bem com sua sexualidade ( e não necessariamente com seu corpo) e conseguir estabelecer as sensações de prazer (psicologicamente) com o corpo. A relação sexual é tão psicológica que “se a mulher começa a crer que não precisa gostar de sexo, vai viver uma vida sem precisar dele”, sustenta Rodrigues Júnior.

A busca pelo orgasmo pode ser dificultada quando a autoestima está muito baixa. E não é só ficar preocupada demais se o parceiro vai reparar nas estrias ou nas celulites, pois o fator também pode ser outro: as genitálias. Embora as anomalias perceptíveis no órgão reprodutor feminino são raras. Há mulheres que mesmo não apresentando nenhuma anomalia se preocupam muito sobre o aspecto de suas genitálias e não conseguem atingir o ápice de uma relação sexual. E a melhor maneira de lidar com esse entrave é a autoaceitação. Ao se aceitar a mulher passa a pensar sobre sexo de modo mais positivo e a enxergar menos obstáculos que a impedem de ter uma sensação prazerosa. Conhecer o próprio corpo é o primeiro passo, sem medo. Conversar com o parceiro, controlar o medo e ansiedade são outros fatores que reduzem os transtornos causados pela situação mal resolvida com o sexo.

Ainda falando sobre fatores psicológicos que podem estar relacionados com o sexo. Existe também a questão das afinidades e de interesses em comuns, que possam sustentar uma relação mais duradoura. A semelhança de idades faz parte desta questão, bem como a semelhança de formação cultural e nível socioeconômico  Freud levantava a hipótese de que grande parte dos relacionamentos amorosos seria baseada em uma idealização das características do parceiro. O convívio é que revelaria o que seria idealização e o que seria realidade nessa caracterização do parceiro e, baseado nessa análise, seria decidido o sucesso ou não da relação. Pesquisas indicam que os filmes românticos tendem a criar uma imagem distorcida das relações amorosas, gerando uma idealização que, geralmente, não se concretiza nas relações reais, o que pode gerar frustração.

Outro fator a ser analisado são os gritos, gemidos, sussurros e palavreados obscenos durante a relação sexual, supostamente denotando excitação sexual. Porém estudos recentes indicam que, na maioria das vezes, tal comportamento não reflete real excitação sexual, mas apenas o desejo de estimular sexualmente o parceiro. Portanto, achar que a mulher está realmente excitada ao fazer isso também é um mito. Visto que isso na maioria da vezes, não passa de um fator psicológico em busca de um estímulo que possa ser prazeroso a outra pessoa.

Como de fato acontece nos filmes pornôs, sendo um exemplo disso.


Fonte: Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

29 de janeiro de 2015

COMO ESTUDAR



Existem vários alunos que são bons, participam das aulas, fazem trabalhos bem feitos e os entrega no dia marcado pelo professor, que estudam para as provas, mas que nem sempre atingem as notas desejadas nas mesmas.

Isso acontece por vários motivos: talvez o estudante esteja deixando para rever a matéria apenas um dia antes da prova e dessa forma não consegue, por falta de tempo, esclarecer as dúvidas com o professor ou mesmo com um colega; muita matéria sem fazer, acumulada, como tarefas de casa e exercícios extras para reforçar o aprendizado do conteúdo; conversas na sala de aula são um dos fatores que mais prejudicam, pois o aluno perde as explicações do professor e depois não conseguirá aprender a matéria sozinho; perder a concentração na aula, deixando o pensamento longe, preocupado com assuntos que não são da escola; dentre vários outros.

É importante que o aluno perceba, descubra quais as formas de estudar que mais lhe ajude a fixar os conteúdos. Elas podem ser através da fala, onde o aluno tem a necessidade de ler em voz alta; repetir essa a fala, na hora da escrita, ao fazer os exercícios; da visão, somente com a leitura silenciosa; pela escrita, além de ler o aluno precisa registrar o conteúdo graficamente – isso pode acontecer fazendo-se pequenos textos de resumo ou mesmo esquemas que são mais práticos; através da associação do conteúdo com exemplos do cotidiano do aluno, ou seja, fazer ligação com sua própria vida.

Quando o estudante consegue identificar quais as melhores maneiras de memorizar os conteúdos escolares passa a estudar melhor, percebe que o resultado de seu trabalho passa a aparecer, melhorando sua autoestima e motivação. Dessa forma procura se esforçar a cada dia, através da credibilidade adquirida por seus esforços.

Quem ainda não conseguiu identificar as melhores formas para obter bons resultados nas notas escolares, pode ainda procurar um profissional da área, especificamente um psicopedagogo, a fim de que este lhe auxilie nessas descobertas.

O importante é procurar segurança naquilo que faz e não deixar ir em vão todos os seus esforços diante do processo de aprendizagem.


25 de janeiro de 2015

REJEITANDO A MENTIRA



 “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros. ” Ef. 4.25

       A mentira é um pecado muito comum na sociedade e está também ficando comum na Igreja. Existem pessoas que pensam que não conseguirão viver sem mentir. A mentira é um método covarde de não encarar a realidade.
       A mentira é um princípio que vai contra o que Deus planejou para seus filhos.
       A mentira é uma porta aberta para a entrada de seres espirituais na vida da pessoa que acarretarão em maldições.
       Leiamos João 8.44.  “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira” . A mentira é o oposto a verdade. Uma das provas da conversão é deixar de mentir. Cl. 3.9 “não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos ”.  O destino do mentiroso é o lago de fogo. Ap. 21.8 “Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte. ”.  Deus abomina a mentira. Pv. 12.22. “Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite ”. Conseqüências da mentira.  A mentira corrompe os homens. Mt. 15.18-20. “Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos, isso não o contamina. ”. Apresenta um relacionamento entre o homem e Satanás.  A mentira procede do Diabo, e ao proferir mentiras o homem acaba se associando ao inimigo.  Deus não tem compromisso com o mentiroso. Ap. 22.15. “Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira”.  A mentira causa danos irreparáveis. A mentira cauteriza a mente do mentiroso.  A mentira vicia com muita facilidade e conduz a outra... O Senhor nos ordena a rejeitar a mentira em todas as suas formas: a) Falso testemunho b) engano  c) hipocrisia  d) fingimento  e) exagero  f) calunia  g) desonestidade  h) fraude.
* rejeitemos das nossas vidas todo tipo de mentira
 Como se libertar da mentira?  Se arrepender, rejeitar a mentira, ter a determinação no coração em obedecer a Deus em verdade. Toda mentira é pecado e deve ser devidamente confessada. Jesus é o nosso exemplo por excelência. 1 Pe. 2.21-22. “Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas. Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano ”. linguagem. Viva. v. 22 diz.” Ele nunca pecou, nunca disse uma mentira”. Jesus nos advertiu. Vejamos Mt. 5.37 “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno ” .  O povo de Deus deve aborrecer a mentira. Guarde-se da mentira. Pv. 30.8 “afasta de mim a falsidade e a mentira ”.

       A mentira é uma deformação do caráter que necessita de restauração e libertação através do poder da Palavra e do sangue de Jesus Cristo.
       Uma pessoa que tem o habito de mentir recebe como prêmio o descrédito.
       Na cidade Santa, a nova Jerusalém, não entrará nada contaminado, nem enganador nem nenhuma espécie de profano.
       Salmo 101.07. “O que usa de fraude não habitará em minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos ”.
       Colosenses 3.9 “não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos”.

De próprio punho

Acimarley C. S. Freitas.

22 de janeiro de 2015

ESTRESSE NO TRABALHO/OCUPACIONAL



O estresse ocupacional é o conjunto de perturbações que caracterizam o desequilíbrio físico e psíquico e que ocorrem no ambiente de trabalho

O que é estresse ocupacional?

Sempre que tratamos da palavra ocupacional, estamos falando de trabalho, emprego, ocupação, fonte de renda e termos correlatos. Quando nos ocupamos em discutir as patologias da ocupação, uma das mais proeminentes é o estresse.

Compreende-se por estresse um conjunto de perturbações ou instabilidade psíquica e orgânica provocadas por diversos estímulos que vão desde a condição climática até as emoções e condições de trabalho. Na base da compreensão do conceito de estresse está o desequilíbrio, no caso, na relação entre trabalhador e ocupação. Entende-se, então, estresse ocupacional como o quadro de respostas pouco adequadas à estimulação física e emocional decorrente das exigências do ambiente de trabalho, das capacidades exigidas para realizá-lo e das condições do trabalhador. Em alguns casos, o estresse ocupacional não tratado pode gerar a síndrome de Burnout, caracterizada pelo esgotamento físico e psíquico em decorrência do trabalho.

O que pode desencadear o estresse ocupacional?

Existem muitos estímulos que podem desencadear o estresse, entre eles, estar exposto a condições como falta de recursos materiais, exigência física e psíquica superior ao que corresponde à função, ambientes de trabalho com problemas de relacionamento interpessoal ou que não garantam a saúde, o bem-estar e a segurança do trabalhador.

Quais são os principais tipos de estressores ocupacionais?

Alguns autores costumam dividir os estressores em três categorias: exigência de trabalho, incompatibilidade de papéis e condições materiais da ocupação. A exigência de trabalho pode ser um estressor ocupacional quando ultrapassa os níveis adequados para a manutenção da saúde do trabalhador, como longas jornadas, ritmo demasiadamente acelerado, turnos variáveis, horas extras etc. No caso da incompatibilidade de papéis, estamos tratando de questões organizacionais como a dificuldade de muitas empresas em ter boas descrições das atribuições e direitos de cada cargo, o que acaba impossibilitando o trabalhador de ter pleno domínio de suas funções e direitos. Por último, as condições materiais dizem respeito ao ambiente de trabalho: condições climáticas, de organização, iluminação, higiene e aspectos como a poluição visual e auditiva do local de trabalho.

Quais são os tratamentos possíveis?

Sempre que se trata de uma condição que não envolve apenas o adoecimento do indivíduo, mas a problemática de seu ambiente de trabalho e de suas atribuições, recomenda-se que as intervenções sejam feitas em três níveis diferentes: no nível primário, deve-se buscar reduzir os estímulos estressores, modificando o quanto for possível o ambiente de trabalho, buscando definir ocupações e direitos de cada trabalhador, como seus horários e funções. Já nesse nível, pode-se pensar em formas de acompanhamento psicológico, a partir do qual o sujeito pode ressignificar sua relação com o trabalho.

Em um segundo nível de atuação, deve-se buscar melhorar a resposta dos sujeitos ao ambiente de trabalho, com foco nos eventos estressores. Nesse sentido, as intervenções psicoterapêuticas buscam a compreensão e transformação da relação do sujeito com os estressores. Uma das formas comuns de atuação nesse sentido são as dinâmicas de grupo, as técnicas de relaxamento, meditação, acupuntura, psicoterapia etc. Vale ressaltar que, como são técnicas utilizadas quando o estresse ocupacional já está instalado, podem ser menos eficazes que as transformações sugeridas primariamente, isso porque não trabalham na fonte de estresse, mas em seus efeitos.

Por último está a atenção aos indivíduos acometidos da condição de estresse ocupacional que sofrem com os sintomas do desequilíbrio. Essa forma de atenção deve estar focada em reequilibrar o funcionamento físico e psicológico através da ação de equipes multidisciplinares, com terapeutas ocupacionais, psicólogos, médicos etc., que precisam constantemente destruir as barreiras do preconceito para adentrar o terreno das empresas, tornando-se possibilidade de aliança entre trabalho e saúde mental.

Fonte: http://www.brasilescola.com/psicologia/stress-ocupacional.htm

21 de janeiro de 2015

Deficiência Mental



No decorrer da história humana, inúmeras definições foram usadas para tentar explicar a deficiência mental.

Na antiguidade, como em Esparta, por exemplo, as crianças com deficiência física e mental eram consideradas sub-humanas, sendo eliminadas ou abandonadas. Já na Idade Média, as concepções, dominadas pela visão cristã, atribuíam às pessoas com deficiência o caráter de possuído pelo demônio, ou de divino, inspirado por Deus, para explicar as diferenças de comportamento. Foi também por influência da Igreja Cristã que, aos poucos, as pessoas com deficiência mental foram sendo reconhecidas como “portadoras de alma” e, portanto, dignas da misericórdia divina. Assim, as práticas de abandono e assassinatos foram sendo substituídas pelo acolhimento e institucionalização, numa espécie de mistura entre caridade e castigos, uma vez que ainda havia punições com intenção de “curar” ou “livrar do mal”.

Com a passagem para o capitalismo, a visão de deficiência mental passou por novas transformações, relacionando-se agora com a improdutividade econômica desses sujeitos. Além disso, afastando-se das concepções religiosas, a ideia de deficiência mental estava agora pautada em explicações médicas, voltadas para as causas e consequências orgânicas.

No desenvolver da sociedade, inúmeras outras concepções foram sendo construídas sobre a deficiência mental, tratando de aspectos sociais, educacionais e da institucionalização de pessoas com deficiência mental, gerando discussões públicas sobre direitos e responsabilidades dessas pessoas.

O que é Deficiência Mental?

Como dissemos, para compreender a deficiência mental, temos que recorrer a todas as dimensões de conhecimento dessa condição. Alguns autores ainda defendem a deficiência mental como um fenômeno interno ao sujeito, outros consideram a deficiência mental como um fenômeno que deve ser compreendido também em sua dimensão social, de desvalorização da condição médica, diante da produção econômica prejudicada.

Por muitos anos, buscou-se investigar as causas da deficiência mental, como problemas hereditários, na gestação, ausência de nutrientes, hormônios, problemas no desenvolvimento, na interação social, na alimentação, entre outros tantos fatores, conhecidos como fatores de risco.

Entretanto, até hoje, há ainda uma grande parcela de deficiências mentais sem causa conhecida. Além disso, o foco de investigações na causa em nada contribuía para a compreensão das particularidades de cada deficiência, uma vez que duas pessoas com o mesmo diagnóstico de deficiência podem ter desenvolvimentos completamente diferentes.

Para alguns autores, a compreensão da deficiência mental deve ser feita de forma global, levando em consideração aspectos funcionais, ou seja, propõe-se que as possibilidades de interação sejam o foco do diagnóstico, no lugar das dificuldades médicas. Essa compreensão tira da pessoa com deficiência o fardo de impossibilidades decorrentes da limitação intelectual e passa a atentar para as capacidades de socialização em ambientes adequados de apoio.

Existe diferença entre deficiência mental e doença mental?

Quando uma pessoa tem problemas severos de percepção de si e da realidade que o cerca, e é incapaz de decidir por si, diz-se que ele é doente mental. Essa condição é completamente diferente da deficiência mental em que, como vimos, essa percepção está preservada.

Assim, podemos compreender como doença mental o quadro de alterações significativas capaz de comprometer a percepção da realidade, como nos casos de esquizofrenias, transtornos obsessivos compulsivos, transtorno bipolar, entre outros.

Para entender melhor, podemos retomar a questão do desenvolvimento das funções necessárias para a interação com o meio: na deficiência, o desenvolvimento delas é limitado, já na doença mental, as funções existem, mas estão comprometidas por condições psíquicas anormais.

Como se faz o diagnóstico?

O DSM IV é um manual para diagnósticos em distúrbios mentais. Nele, a definição de Deficiência Mental aproxima-se da ideia de um funcionamento intelectual inferior. Não se trata apenas de um QI baixo, para que seja caracterizada a deficiência mental é necessário identificar o comprometimento de pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, uso de recursos comunitários, habilidades acadêmicas, de trabalho, lazer, saúde, segurança, autocuidados, habilidades sociais e de relacionamento interpessoal, que devem se manifestar antes dos 18 anos.

Existem formas de prevenção e tratamento?

Como mencionamos, existem fatores de risco relacionados à deficiência mental e existem propostas de prevenção em três níveis: o primeiro consiste em atentar para problemas na gravidez que podem ser evitados, a partir de um pré-natal bem feito, quando a mãe evita o consumo de álcool e drogas, tem uma alimentação e condições físicas adequadas.

O segundo nível de prevenção consiste em diminuir ou reverter o impacto dos problemas, como por exemplo, a utilização de mecanismos e medicamentos que possam evitar a progressão das complicações. Já num terceiro nível de prevenção, deve-se buscar o desenvolvimento das capacidades do indivíduo, como dissemos, com foco nas habilidades preservadas através de trabalhos de estimulação.

Assim, compreendemos que a prevenção puramente biológica ou genética, ou que apenas considere o período pré-natal, não daria conta de diminuir o número de pessoas com deficiência ou ainda de melhorar a vida daquelas que já desenvolveram os problemas.