Psicologa Organizacional

27 de abril de 2015

VOCÊ FAZ PARTE DOS 5% ou DO RESTO?



Era o inicio de um novo ano, e lá estava o professor Hermann, tentando começar sua aula. Não conseguia. Pediu educadamente silêncio. Não adiantou e parece que ninguém queria ouvi-lo.

Fixou sua visão em toda classe. Arrastou a cadeira e bateu-a contra o piso de madeira. Subiu na cadeira, apoiando-se na mesa, e falou em voz alta:

“Prestem muita atenção porque vou dizer isso uma só vez!”
Silêncio total na sala. E continuou:

“Há alguns anos descobri que todos nós professores trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma classe. Minha descoberta baseia-se que, em cada cem alunos, apenas cinco por cento fazem realmente a diferença no futuro. Na verdade estes que fazem à diferença tornam-se profissionais eficazes e contribuem para melhorar a vida das pessoas. Os outros restantes, 95% só servem para fazer numero dentro de uma classe. A realidade é simples o restante apenas passa pela vida como excepcionais medíocres.”

Descendo da cadeira, puxando-a para junto da mesa, continuou:

“Essa porcentagem vale para todos. De cada cem mecânicos, apenas cinco são realmente bons; de cada cem cozinheiros, só cinco são excelentes; de cada cem vendedores, somente cinco são verdadeiros profissionais, enfim, de cem pessoas em todo qualquer segmento, apenas cinco são especiais.”

Agora andando lentamente pela sala, acrescentou:
“É uma pena não poder separar estes 5% do restante. Se isso fosse possível Eu deixaria na sala, os alunos especiais e é claro convidaria os demais para saírem, então teria silêncio para dar uma boa aula, que preparo com muita dedicação. Mas não há como saber, quem são os especiais e o resto. Só o tempo poderá mostrar. É claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo gostaria de pertencer. O meu muito obrigado pela atenção e agora vamos a nossa aula de hoje.”

Nem é preciso dizer, que a partir daí, a classe passou a ter um comportamento exemplar, naquela matéria, até o final do ano. Na verdade, todos não queriam ser classificados como “parte do resto”.

O professor Hermann foi um dos 5% que fizeram a diferença, entre os professores daquele curso. Ensinou que, se não tentarmos fazer o melhor possível, com certeza, faremos parte da turma do resto.

MORAL DA HISTÓRIA:

“SE VOCÊ CONTINUAR AGINDO DE FORMA CONDICIONADA, COMO A GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS, VOCÊ NÃO PODERÁ SURPREENDER-SE QUANDO DESCOBRIR QUE FAZ “PARTE DO RESTO”. SÓ VOCÊ PODE FAZER A ESCOLHA; PERTENCER AO PEQUENO GRUPO DE ESPECIAIS OU APENAS FAZER PARTE DA “NINGUENZADA”.
A ESCOLHA É SUA.....


POR: Gemir Cassan 

24 de abril de 2015

Dicas para você memorizar o que estuda





Existem muitas pessoas com dificuldade de memorizar o que lê, o que estuda. Passa um tempo, já não se lembram mais e na hora do teste acontece o temível “branco”.

Essa situação é explicada através da forma com que o indivíduo estudou determinada matéria. Quando o assunto é exatas, os professores indicam a prática dos exercícios, pois através dela os resultados serão cada vez mais fáceis de serem obtidos.

Agora, quando se trata da parte de humanas, que envolve leitura, ou seja, teoria, tudo parece ficar mais complicado!

Mas isso acontece porque você ainda não parou para analisar como lê melhor. Essas são 10 dicas para tornar sua leitura eficaz na hora da provação:

1. Primeiro, avalie que tipo de ambiente favorece sua leitura: claro, aberto, fechado, mais escuro. Se este último for o de sua preferência, lembre-se de não deixar o lugar muito escurecido, pois é prejudicial à saúde dos olhos e incita ao sono.

2. Desligue a TV, o som, o computador. Qualquer tipo de ruído pode atrapalhar e dispersar sua atenção.

3. Que tipo de posição o agrada quando você vai ler? Sentado, em pé andando de um lado para outro, inclinado. Fique como achar que estará confortável, no entanto, nunca leia deitado, pois poderá dormir dentro de poucos minutos.

4. Coloque água por perto, um doce, ou um pedaço de bolo para que você não queira ficar levantando sem parar.

5. O mais importante: Decida estudar! Resolva tirar aquele tempo para seu estudo. Não vá estudar nunca com má vontade, com indisposição ou reclamando, pois não vai te ajudar em nada, ao contrário, você não conseguirá lembrar do que estudou desse jeito. Simplesmente, tome a decisão, mesmo que não queira!

6. Faça uma leitura silenciosa do texto. Aproveite e vá sublinhando as partes mais importantes de cada parágrafo.

7. Leia o texto em voz alta. Ao final de cada parágrafo, faça anotações ou escreva no papel o que achou mais importante.

8. Agora, chegou a vez de você ler o texto e fingir que deve dar uma aula ou apresentar um seminário sobre o mesmo. Dessa forma, forçará a si mesmo a relembrar o que leu. Nesta etapa, consulte, sempre que necessário, o que escreveu e o que sublinhou. Mas não fique lendo, explique com as próprias palavras.

9. Você treinou para dar sua aula ou apresentar seu seminário. Então, neste momento, imagine que está realizando esse feito e de preferência NÃO faça nenhum tipo de consulta. E então, o que você lembra?

10. Se ainda sim estiver esquecendo fatos importantes, releia novamente o texto, explique-o na frente do espelho. Não desista, respire fundo e recomece. Afinal, você está treinando seu cérebro e pode ser que demore um pouco para que o mesmo se acostume com este hábito de memorização.

Coloque em prática essas dez dicas e tenha ótimos resultados, pois pode acreditar que foram testadas e aprovadas por alguém com dificuldades de memorizar o que lê...

Fonte:

21 de abril de 2015

Filosofar é Preciso


As Contribuições Humanistas, Fenomenológicas e Existenciais à Pratica da Psicoterapia






Falar de uma maneira geral das contribuições das abordagens fenomenológicas, humanistas e existenciais à psicoterapia é uma atividade complexa, tal a diversidade de teorias advindas dessas. Este texto buscará falar apenas de maneira superficial destas filosofias e apresentará a base de sua contribuição à psicoterapia.
A psicoterapia moderna começou a ser praticada na forma da psicanálise.  Freud, médico neurologista, traz sua influência médica para seu método e buscando, pelo menos no início, a cura das neuroses através da fala. Logo após, a psicanálise apresentou várias dissidências, Adler, Jung, Ferenzci, etc, e a perspectiva psicanalítica foi ampliada.
Paralelo à psicanálise, desenvolvia-se o Behaviorismo, criado por Watson e desenvolvido por Skinner. O behaviorismo se caracterizou pelo estudo do ser humano através do seu comportamento. Então, enquanto a psicanálise buscava entender o homem pela via do inconsciente, o behaviorismo o buscava por meio de comportamentos e, logo, começou a ensaiar sua prática clínica.
No mesmo período, surgem as filosofias fenomenológicas e existenciais. Primeiro, Husserl propunha a volta ao fenômeno como ele aparece e, depois, Heidegger que busca aplicar a fenomenologia à existência. Influenciado pela fenomenologia, surge, no século XX, o movimento existencialista [01] na Europa, tendo como grandes expoentes Sartre e Camus, que enfatizavam a liberdade, angústia e o absurdo da existência humana.
Essa filosofia adentrou o campo da psicologia. Sartre propôs a psicanálise existencial, que teria como base a busca pelo projeto original de cada homem, e Heidegger ajudou a desenvolver a Danseinsanálise, que tem como base sua filosofia. A filosofia existencial focava sua crítica à psicanálise, afirmando que esta negava ou limitava a característica essencial do homem, sua liberdade.
Portanto, para o campo da psicoterapia, tal filosofia trouxe a visão do homem como livre e, logo, responsável por suas escolhas e, em um nível mais profundo, criar a si mesmo. Com isso, se afastou de qualquer tentativa de enquadramento do ser humano.
 As psicoterapias de base fenomenológicas, humanistas e existenciais buscam entender o homem através de si mesmo, das suas angústias, sentimentos, motivações e sentidos que atribuem a sua vida. Trazem, no cerne de sua filosofia, a ideia de um homem construtor de sua história dentro de suas possibilidades e nunca determinado a priori.
Logo, o terapeuta, que tem tais filosofias como suas bases teóricas, não se prende na busca de explicações casuísticas para o comportamento do cliente e sim, em uma atuação libertária, que vá contribuir para que o cliente recrie seu modo de ser.
Para tal, estas abordagens têm um grande foco na relação terapeuta-cliente. Diferentemente da Psicanálise e Terapia Cognitivo-Comportamental, a relação terapêutica é vista como um encontro existencial entre duas pessoas, com o terapeuta estando disponível emocionalmente e autêntico para estar com o cliente, uma relação EU-TU e não EU-ISSO.
Os termos EU-TU e EU-ISSO veem da filosofia dialógica de Buber [02]. Para entender bem a diferença da relação proposta nesse modo de psicoterapia, é interessante falar, mesmo que rapidamente, da filosofia de Buber, que é muito evocada por psicólogos humanistas e existenciais. Buber dividia as relações entre pessoas em dois tipos; EU-TU e o EU-ISSO. Na relação dialógica EU-ISSO, o ser humano usa o outro ser humano como um instrumento para chegar a determinado fim e, na relação EU-TU, a própria relação é o fim, como o homem se relacionado dialogicamente com Outra, tendo base à inclusão da totalidade, mutualidade e alteridade.
Por fim, é importante ressaltar que existem importantes diferenças entre a filosofia humanista e a filosofia existencial. Ainda, é amplo o corpo de terapias que tem como base ou se denominam; humanista, existencial ou humanista-existencial, ex; Abordagem Centrada na Pessoa, Gestalt-Terapia, Danseinsanálise, Terapia Vivencial, Psicanálise Existencial, entre outras, cada uma tendo características próprias e também havendo divergências importantes entre elas, tanto na prática, como na própria leitura que fazem das filosofias.