Psicologa Organizacional

31 de maio de 2015

Olho e Espero, porque Ele me Ouve



Olho e Espero, porque Ele me Ouve

Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” Mq. 7.7

Introdução
Nos dias atuais temos vivenciado um momento de muita correria, muito barulho e pouca compreensão para de fato o que está acontecendo ao nosso redor. Pois o capitalismo de forma exacerbada tem levado o homem a abrir mão de valores, trocando a essência do Ser pelo Ter. E é nessa linha filosófica que vamos narrar alguns fatos, boa leitura.

I – Eu:
1.  Em gramática, eu designa o pronome pessoal do caso reto da primeira pessoa do singular, que representa a pessoa que fala.
2.  Então aqui o profeta está se posicionando. Afirmando o que há de fazer.
3.  Ele está empenhando a sua palavra, as suas convicções,
4.  Ele está se posicionando.
5.  E você: como tem se comportado diante do seu eu?
a.   Eu egoísta, possessivo, orgulhoso, independente.


II – Olhar:
1.  Vivemos uma época em que o nosso olhar em topo tempo é despertado para as novas tecnologias;
2.  É despertado para o culto ao corpo;
3.  É despertado para o crescimento material e intelectual;
4.  É despertado para o prazer de forma exacerbada;
5.  Porém o profeta chama a nossa atenção dizendo que ele vai olhar para o Senhor;
a.   Olhar para o Senhor tem algumas implicações, a saber:
                                                           i.      Praticar o seu genuíno amor.
                                                       ii.      Seguir os princípios da sua palavra.
                                                   iii.      Aceitar o senhorio de Cristo.
                                                    iv.      Saber que essa vida é passageira e que existe uma eternidade preparada para os escolhidos.
                                                        v.      Usufruir dos bens materiais nessa terra, mas saber que isso não é tudo.
                                                    vi.      Ter um coração, uma mente, uma alma livre e leve, que possam desfrutar das benesses de Deus nessa terra.

6.  Então cabe a cada cristão olhar para o seu criador certo de que ele é fiel.

III – Esperar:
1.  Somos a geração do (fast food) – comida rápida
2.  A Bíblia diz que no final dos tempos as coisas se abreviariam
3.  Como temos visto o dia passar rápido, o mês, o ano, etc.
4.  Queremos tudo pra ontem, somos uma geração impaciente, é no trânsito, é na fila, enfim, em todos os lugares não suportamos esperar.
5.  Mas Deus se revela a nós em sua palavra, e nos apresenta o principio do esperar, pois ele diz através do livro de Eclesiastes 3: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz”.
6.  Somente Deus poderá nos capacitar através da pessoa do seu Espirito Santo a nos fazer esperar sem murmurar.

IV – Ouvir:
1.  Temos ouvido tanta coisa nesses dias.
2.  Os meios de comunicação o tempo todo apresenta a crise que o país vive político-econômica.
3.  A crise da saúde, segurança, educação, desemprego, habitação, transporte, enfim parece que o país está em um caos total.
4.  E o mundo? Nos quatro cantos da terra, guerra civil, guerra entre reinos e nações, pestes, fome...
5.  O evangelho de Mateus no capítulo 24, está escrito: “Tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: "Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos? " Jesus respondeu: "Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo! ’ e enganarão a muitos. Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores. "Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Mateus 24:3-14
6.  Percebe-se nesse texto que foi escrito há aproximadamente dois mil anos atrás, o quanto ele é atual, pois se trata de uma profecia bíblica que está se cumprindo na nossa geração.
7.  Quem tem ouvido, ouça o que o Espirito diz a Igreja.
8.  É necessário aquietarmos o nosso coração, e em meio a tantas vozes ao nosso redor, ouvirmos a voz de Deus revelada através da sua Palavra.

Considerações finais
Sendo assim nobres amigos, em tempos de guerras, ganancia, orgulho e desamor, precisamos, abrir mão do nosso “eucentrismo” e permitir que o Criador seja Senhor das nossas vidas.
É necessário que olhemos para Deus.
É necessário que aprendamos a esperar n’Ele.
E é necessário FÉ para ter a convicção que Ele irá nos escutar.
Pois Hebreus 11.1, 6 diz: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos ... Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam".
Um abraço e que o Espirito de Deus fale aos nossos corações.
De próprio punho

Acimarley Freitas

28 de maio de 2015

História e Educação



História e Educação

Sabe-se que o processo educativo não é prerrogativa da instituição de ensino, ele se dá de forma espontânea e integral nas relações sociais e a escolarização é uma sistematização de conhecimentos para prover um ideal pedagógico de dada sociedade.
Relatos históricos sinaliza que a educação grega foi a que, inicialmente, sistematizou o conhecimento humano através de métodos e conceitos, produzindo um legado teórico humanístico de extrema importância para o ocidente. Em razão dessa sistematização, conduziu métodos e modelos pedagógicos, que começaram a ser objetos de poder, uma vez que o conhecimento era restrito a alguns grupos na sociedade e regulado pelo Estado.
O período medieval teve muitas implicações sobre a projeção do conhecimento científico, em razão de inibir o poder da Igreja. Dessa forma, apesar de também inaugurar a criação de universidades, restringiu às massas a difusão da leitura e da escrita e, consequentemente, a sua capacidade de pensar de forma emancipatória.
Sendo assim o Renascimento apresenta o contexto histórico da chegada dos portugueses, mas os valores e o ideal pedagógico propagado aqui no Brasil foi o escolástico, do período medieval. Embora esse contexto histórico tenha sido de grandes transformações político-culturais na Europa, na colônia não teve grandes reflexos.
Portanto o contexto da história da educação no Brasil teve referências bem fortes desse período histórico, em razão da primazia dos jesuítas no processo educativo na colônia dar-se mediada pela Companhia de Jesus – símbolo emblemático do medievalismo europeu.

Através dos relatos históricos percebe-se que o contexto da chegada dos jesuítas no Brasil Colônia deu-se na ambiência do movimento de contra-reforma, pois a Igreja precisava ampliar seus domínios para professar a fé católica e ocupou as colônias, catequizando a população nativa.
A educação jesuítica no Brasil se inicia, num primeiro momento, com a preocupação da conversão à fé católica e a submissão à Coroa portuguesa, num processo absolutamente etnocêntrico, voltado para o aculturamento da população nativa na colônia. Num segundo momento, a educação se voltou para os filhos homens da elite local, uma vez que as mulheres estavam restritas ao ambiente doméstico.
Percebe-se que o processo de aproximação de jesuítas e indígenas foi realizado pela apropriação da música, uma vez que a língua e a retórica, ou seja, as boas palavras, ainda não eram suficientes para trazer os índios para o serviço dos portugueses, bem como convertê-los à fé católica. E Padre Nóbrega intentara traduzir para língua nativa algumas orações cristãs.
Sendo assim o método de estudo era orientado por uma metodologia repetitiva e memorística, mas fortemente erudita, que deixava evidente as duas etapas do processo ensino-aprendizagem: predilectio e composição.
No entanto os cursos eram oferecidos em três etapas: Letras Humanas, de nível secundário e com a cobertura de estudos de Gramática latina, Humanidades e Retórica; Filosofia e Ciências, também de nível secundário, se dirigiam aos estudos de Lógica, Metafísica, Moral, Matemática e Ciências Físicas e Naturais; e Teologia e Ciências Sagradas, que atendia a uma educação de nível superior.
Porém os jesuítas durante 210 anos promoveram o processo de escolarização na colônia, criando colégios, seminários e missões entre os índios, noviciados, sendo os próprios agentes da educação, ou seja, os educadores. Foram expulsos por Marques de Pombal, sendo substituídos por aulas régias.

A chegada da Família Real no Brasil implicou em mudanças substanciais no contexto educativo, provendo alterações na organização do ensino, uma vez que sua maior preocupação era com a formação das elites dirigentes, privilegiando o ensino secundário e superior, desprezando a educação elementar.
O método Lancaster, na instrução pública, foi incorporado para resolver o problema da dificuldade de encontrar professores qualificados no mercado e no ambiente privado. A educação doméstica foi delegada às preceptoras estrangeiras que, num dado momento, representavam um número maior que a oferta na instrução pública.
O ensino secundário até 1857 ainda atendia aos moldes das aulas régias, com aulas particulares de regentes educacionais, que lecionavam as disciplinas de Latim, retórica, filosofia, comércio, geometria e Francês em suas casas. Posteriormente, foram criados os Liceus Provincianos, com aulas num mesmo espaço, sistematizando um pouco mais os conteúdos das disciplinas, mas objetivando conduzir a uma formação voltada ao acesso para o ensino superior.
O Colégio Pedro II foi criado no Rio de Janeiro como modelo, como padrão de ensino secundário; era a única instituição a realizar os exames que possibilitavam o ingresso nos cursos superiores. O currículo do Pedro II reproduzia o modelo francês de ensino, privilegiando o ensino de letras clássicas e de línguas modernas, ciências e história.
O ensino superior não era constituído por universidades, mas por Escolas Superiores e também por apenas alguns cursos. Dessa forma, não se ofertava uma gama de cursos. Os cursos ofertados eram apenas: medicina, direito e academias militares, de alto custo financeiro.
A educação feminina estava atrelada à concepção das mulheres à época, ainda restritas ao ambiente doméstico. Mesmo com as parcas oportunidades de assento nos bancos escolares, na instrução pública, nas poucas escolas que as meninas podiam estudar, o processo discriminatório estava inserido pelos conteúdos curriculares: as meninas não aprendiam lógica e geometria. De forma geral, não era vista com bons olhos pela sociedade e pela família uma mulher muito culta.
A estrutura geral do ensino ficou da seguinte forma: o poder central encarregou-se do ensino superior em todo o País e os demais níveis ficaram a cargo das províncias – com exceção do Colégio Pedro II, que deveria servir de modelo às escolas provinciais, também de responsabilidade do poder central imperial. A carência de recursos e a falta de interesse das elites regionais impediram a organização de uma rede eficiente de escolas. No balanço final, o ensino secundário foi assumido, em geral, pela iniciativa particular, especialmente pela Igreja (OLIVEIRA, 2004, p. 948).
A educação no império marcou uma considerável seletividade, restringindo a democratização do acesso a educação.

No início do século XX, diante das transformações que a sociedade brasileira se deparou, a educação recebeu várias propostas de orientações pedagógicas. Os principais debates foram marcados pela pedagogia tradicional, pedagogia liberal e a pedagogia libertária.
A pedagogia tradicional era defendida pelos católicos e se dirigia a manter uma educação privada, sob os domínios da Igreja, com uma educação religiosa de defesa de valores morais, mas, sobretudo, defendendo uma escola confessional, que pudesse garantir os lucros de uma educação privada.
A pedagogia liberal foi defendida pelos intelectuais graduados das escolas superiores, participantes do movimento abolicionista e republicano, profissionais liberais etc., ou seja, pelo grupo socialmente privilegiado, em grande maioria, filhos da elite agrária do país que criticavam o que consideravam a sociedade patriarcal, atrasada, tradicional.
A pedagogia libertária foi defendida por grupos socialmente desfavorecidos, motivados por uma análise crítica das realidades sociais, promovidos, sobretudo, pelo movimento anarquista, no início do século XX.
Um grupo de intelectuais reformistas defendeu um documento para reivindicar uma escola pública, laica, de qualidade e para todos, criando o Manifesto dos Pioneiros da Educação. As defesas de algumas reivindicações do Manifesto dos Pioneiros da Educação foi aderida pela Constituição de 1934, estabelecendo uma mudança radical na estrutura educacional brasileira. Frente a uma nova configuração política e econômica, as relações entre Estado e sociedade também exercem influência na configuração da Constituição de 1934, que introduz um novo paradigma educacional.
A Constituição de 1937 derruba as conquistas de 1934 e só as recupera no contexto da complexa Constituição de 1946, frente aos adversos contextos políticos à época.
Destacam-se também o processo de formulação da primeira LDBE: processo de luta de interesses entre privatistas e publícolas; os revezes do jogo político e como os governos sucumbem aos interesses políticos.
Uma das grandes mudanças no contexto das políticas educacionais pode ser caracterizada pela Reforma do Ensino/68 e 71 – perspectiva tecnicista da educação e formação centrada para quadros técnicos para a indústria nacional.
O marco histórico do advento da CF/88 – pressupostos políticos da descentralização, municipalização e as problematizações do legado histórico-social na perspectiva educacional (patrimonialismo, processo de modernização da sociedade dual, elitização dos processos políticos, mercantilização da educação etc.).


Fonte: História e educação : Letras Vernáculas – EAD, módulo 3, volume 1 / Elaboração de conteúdo : Rogéria da Silva Martins. – [Ilhéus, BA] : UAB/ UESC, [2010]. 95 p.