Psicologa Organizacional

29 de dezembro de 2015

A Atuação do Psicólogo no Planejamento Familiar

 
 
 
Este artigo tem como finalidade acrescentar em conhecimento a respeito do Planejamento Familiar e sua importância na construção da família de forma livre e consciente a sociedade.
Será apresentada uma prévia da história da implantação do P.F. no Brasil, onde a política adotada era a anti-controlista, o aborto e a prática contraceptivos eram proibidos e o incentivo a gravidez oferecida em forma de recompensas e vantagens.
Observando a necessidade o Ministério da Saúde cria um programa de atenção à mulher, dando-lhe todo aparato necessário a seu cuidado, oferecendo redes públicas de anticoncepcionais a preços acessíveis a população. Dá ainda opções de escolher o melhor método de acordo com sua necessidade situacional e pessoal, assim como grupo de profissionais adequados e qualificados para o atendimento cirúrgico. Contudo, reveremos que o sistema responsável pela distribuição das informações e qualificação dos profissionais, não consegue abranger tanta demanda, deixando o programa não eficaz em toda dimensão.
Discorrerá em particular da ação do psicólogo dentro desse processo. A escuta especializada tem seu valor, mediante a importância de decidir na utilização do método anticonceptivo. Neste momento, podem ocorrer alguns sentimentos como dúvida, medo e fantasias mediante o método mais eficaz.  O homem, mulher e ou casal tem a oportunidade de serem ouvidos expressando sem medo de críticas e julgamento, todavia são respeitados as crenças e os valores individuais em função de uma satisfação familiar.
Salienta o Planejamento Familiar no âmbito judicial, constitua as ações profissionais realizadas dentro do processo, como as exigências para aqueles que as solicita. E as punições as pessoas que realizam métodos anticonceptivos em desacordo estabelecido pela lei. Ter acesso ao programa de Planejamento Familiar é direito do cidadão assegurado por lei.
 

2. A Necessidade da Implantação do Planejamento Familiar no Brasil

Durante grande parte da história cultural do Brasil, a mulher sempre teve seu papel bem restrito e acentuado na família, a função que lhe competia era apenas de gerar e cuidar de sua prole. A mulher, porém, foi reivindicar dentro da família e na sociedade seus direitos. E após alguns anos, buscando igualdade ocorreu o movimento chamado de história feminista, dividida em três "ondas". A primeira teria ocorrido no século XIX e início do século XX, a segunda nas décadas de 1960 e 1970, e a terceira teria ido da década de 1990 até a atualidade. 
O Código Civil de 1916 assentava a mulher, enquanto cidadã, ainda em situação desigual em relação ao homem na sociedade, fortalecia os padrões patriarcais de família. No período do “Estado Novo” (1937-1945), liderado por Getúlio Vargas, foram adotados dispositivos legais para fortalecer a família numerosa, por meio de várias medidas, pais como, regulamentação e desestímulo ao trabalho feminino, adicional do imposto de renda incidindo sobre os solteiros ou casados sem filhos, facilidades para a obtenção de casa própria aqueles que pretendessem se casar complemento de renda aos casados com filhos, reforço de renda aos chefes de famílias numerosas cuja renda fosse inferior a certo valor, e regras que privilegiavam os casados com filhos para o acesso e promoção no serviço público (FONSECA, 2001).
Neste período havia a implantação anticontrolista que proibia o uso de métodos contraceptivos e o aborto, isso tudo respaldado na lei. Em decorrência, houve um aumento considerável da população, como também o acréscimo da taxa de mortalidade infantil e de gravidez indesejada. A mudança ocorreu ainda no quadro familiar, sócio e cultural. As famílias então compostas por quantidades de membros cada vez menores, pais preocupados com a qualidade de vida, surge então a necessidade do Planejamento Familiar. Sem contar com o grande aumento de doenças sexualmente transmissível. Contudo, o foco neste trabalho se dar na opção de ter ou não filhos e a forma de evitar a gravidez.
Os métodos anticoncepcionais limitados eram concentrados quase que exclusivamente na pílula e na ligadura tubária. Sendo que a maioria das mulheres que fazia a ligadura tubária estava requerendo reversão da cirurgia, criando uma demanda adicional difícil de ser satisfeita nos serviços de esterilidade.

2.1 Programa de Atenção à Mulher do Ministério da Saúde

O Governo Federal desenvolve, então, uma política de Planejamento Familiar oferecendo rede pública de anticoncepcionais, e a diminuição de seu preço nas farmácias populares, de serviços para esterilização voluntária e os voltados à reprodução assistida para casais com dificuldades de ter filhos, daí o nome de programa de planejamento familiar, o direito de ter filho quando, como, onde e com quem quiser. Entretanto, o programa ainda não atende as necessidades das mulheres ou de seus familiares, as atividades nesta área não têm sido completamente implementadas em todos os níveis de atenção.
 Na prática ele se restringe à distribuição de preservativos e outros contraceptivos e ainda está focado na responsabilização da mulher, no que diz respeito a seu cuidado e da família. Também ainda é visto como de responsabilidade exclusiva da mulher, igualmente como a educação e a tradição da continuidade da relação de gênero, onde o homem é o mantenedor e aquele que decide e a mulher aquela que serve e obedece. É ela que ainda procura os consultórios para o processo anticonceptivo.  
Estamos em transição cultural, onde busca distribuir igualitariamente a responsabilidade e o P.F. se propõe a inserir o homem, o parceiro, no processo, incentivando sua participação através da vasectomia, mas na prática não discute sua importância na formulação das estratégias familiares, não fala do papel fundamental deste no uso de preservativo masculino e principalmente da sua importância em seus momentos decisivos, como realizar ou não um aborto, apesar de o companheiro ser, na maioria das vezes, o influente da interrupção da gravidez.

2.2. Escolha dos Métodos Anticoncepcionais

A assistência em anticoncepção implica a oferta de todas as opções de métodos anticoncepcionais aprovados pelo Ministério da Saúde, assim como a informação de suas indicações, contra indicações e implicações de uso, garantindo à mulher, homem ou ao casal os subsídios necessários para a escolha livre e consciente do método que a eles julgarem melhor.
Os profissionais devem levar em consideração os seguintes aspectos na decisão sobre o método anticoncepcional. São eles: a escolha feita pela mulher, homem ou o casal; fatores individuais e a situação relacionada aos usuários do método, ou seja, sua condição econômica, seu estado de saúde, medos, dúvidas, vergonha, fase que se encontra na vida e suas ambições reprodutivas; e as características dos métodos, no qual podemos salientar as seguintes: Eficácia, efeitos secundários, aceitabilidade, disponibilidade, facilidade de uso, reversibilidade, proteção à Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e infecção pelo HIV.
Existem diversos tipos de métodos contraceptivos disponíveis no mercado, como a camisinha masculina, camisinha feminina, o DIU (dispositivo intrauterino), contracepção hormonal injetável, contracepção hormonal oral (pílula anticoncepcional), implantes, espermicida, abstinência periódica, contracepção cirúrgica, contracepção de emergência, entre outros. Vale ressaltar que quando se fala em tomar a decisão consciente, significa que qualquer método escolhido só funcionará se for utilizado de forma correta.
Os métodos contraceptivos são classificados em cinco grupos, são eles:
  • Métodos comportamentais
  • Tabelinha;
  • Temperatura basal;
  • Muco cervical (método Billings);
  • Coito interrompido.
  • Métodos de barreira
  • Camisinha;
  • Diafragma;
  • Esponjas;
  • Espermicidas;
  • Dispositivo intrauterino (DIU)
  • Contracepção hormonal
  • Contraceptivos orais;
  • Contraceptivos injetáveis;
  • Implantes;
  • Anel vaginal;
  • Adesivos cutâneos;
  • Contracepção de emergência (pílula do dia seguinte);
  • Contracepção cirúrgica.

3. Profissionais e suas Ações Dentro do Planejamento Familiar

No que se refere ao Planejamento Familiar, à atuação dos profissionais de Saúde deve estar pautada na Constituição da República Federativa do Brasil, especificamente, no Artigo 226, parágrafo 7 que fala do princípio da paternidade responsável e no direito de livre escolha dos indivíduos e/ou casais.
Os profissionais responsáveis que formam a equipe multiprofissional do P.F. são: Enfermeira, Assistente Social, Psicóloga e o Médico, suas ações envolvem três tipos de atividades. A primeira é a atividade educativa, cujo objetivo é oferecer ao cliente as informações necessárias para a escolha e posterior a uso do método anticoncepcional mais adequado, assim como propiciar o questionamento e reflexão sobre os temas relacionados com a prática da anticoncepção, inclusive a sexualidade. Essa atividade é geralmente feita através de palestras, onde estão presentes enfermeira, passando as informações sobre os meios anticonceptivos, a Assistente Social, para discorrer sobre aspectos legais da esterilização cirúrgica e a Psicóloga para falar sobre o aspecto emocional.
 Em seguida o aconselhamento, que é entendido como um processo de escuta ativa individualizada e centrado na pessoa. “Implica na capacidade de estabelecer uma relação de confiança entre os interlocutores ter em vista o resgate dos recursos internos do indivíduo para que ele tenha possibilidade de reconhecer-se como sujeito de sua própria saúde e transformação” (CN DST/AIDS – MS, 1997).
A terceira são as atividades clínicas, que de acordo com Brasil (2002) devem ser realizadas levando-se em conta que todo e qualquer contato que a mulher venha a ter com os serviços de saúde deve ser utilizado em benefício da promoção, proteção e recuperação da sua saúde. Sendo que a primeira consulta deve ser feita após as atividades educativas incluindo: a anamnese; exame físico geral e ginecológico, com especial atenção para a orientação do auto-exame de mamas e levantamento de data da última colpocitologia oncótica para avaliar a necessidade de realização da coleta ou encaminhamento para tal; análise da escolha e prescrição do método anticoncepcional. Sendo esta última atividade exclusiva ao médico. 
O Sistema Único de Saúde é responsável por capacitar profissionais no processo de atendimento do Planejamento Familiar. Contudo a capacitação não abrande todos os profissionais, fragilizando o programa. E por consequência a população tem dificuldade em usá-la, em razão da ausência de um trabalho educativo resultando na ineficácia do processo anticonceptivo.

3.1. A Psicologia no Planejamento Familiar

O Planejamento Familiar é uma ferramenta que dar possibilidade ao homem e a mulher programar de forma consciente quantos filhos terá e quando os terá. Assim como, também contribui para a saúde da mulher, da criança e do homem. O Psicólogo como membro da equipe multiprofissional recebe essas pessoas dentro de uma perspectiva de aconselhamento, atendendo seus pacientes e proporcionando um processo de reflexão de vida. Isso acontece quando ocorre um diálogo aberto entre o profissional e o cliente. Nessa ótica, Ribeiro (2006), conceitua o diálogo como:
Diálogo é entregar minha palavra para o outro e receber a dele, sabendo que a única coisa que torna duas pessoas iguais é a aceitação da diferença existente na presença viva de ambas. Diálogo é o respeito pela diferença, e é a palavra o instrumento que transporta o ser de um para o outro, tornando possível, assim, a comunicação. Diálogo não é aceitar ou negar a palavra do outro, dialogar é aceitar que o outro tem o direito de ser diferente de mim e somente a palavra do outro aceita e experienciada pode tornar as diferenças iguais (RIBEIRO, 2006, p.105).
O aconselhamento psicológico tem um enfoque centrado na pessoa que se expõe como uma opção muito mais agente de encontros entre pessoas do que de transmissão de informações em consultas (ROGERS, 1987).
É papel do psicólogo, realizar orientação Individual, orientação conjugal e atendimentos grupais. Será descrito do que se trata cada um deles.
O atendimento individual proporcionar ao indivíduo, mulher ou homem, toda uma expressão de seus sentimentos, dúvidas e fantasias diante da decisão de realizar o método anticonceptivo mais efetivo. Mais que isso, é um momento exclusivo e ímpar com cada mulher, respeitando-a com seus valores e expectativas e estabelecendo uma relação de confiança.
Orientação Conjugal refere-se o momento em que o casal expõe seus desejos e é realizada uma reflexão sobre a escolha tomada, sem imposições nem críticas, mas respeitando as crenças e os valores individuais em função de uma satisfação familiar. Os dois têm a oportunidades de serem ouvidos, orientados e aconselhados a toma a decisão mais adequada ao casal, dentro de uma perspectiva de desejo do próprio par.
Atendimento em Grupo é a metodologia aplicada em grupos de forma participativa, informando sobre os diversos aspectos da Reprodução humana, Contracepção, Doenças Sexualmente Transmissíveis, prevenção do Câncer de Mama, Próstata e do Colo Uterino. Aqui participa todos os profissionais participantes no processo do Planejamento Familiar, onde é feita uma apresentação geral do Programa, distribuição de material audiovisual explicativo e reflexão sobre as formas diversas para regulação do planejamento familiar.
É também papel do psicólogo fazer uma avaliação psicológica, onde avalia mulheres e homens que desejam submeter-se ao procedimento cirúrgico escolhido pelos mesmos. O psicólogo avalia aspectos emocionais que permitem uma escolha adequada e consciente.
Infelizmente o psicólogo encontra dificuldades para realizar suas ações de forma adequada. Os percalços começam desde o mais simples ao mais complexo, como a falta de uma sala e se estende em entrosamento entre a equipe, articulação entre os saberes, dificuldade na atuação decorrente a alta rotatividade, desafios éticos entre outros.

4. Aspectos do Planejamento Familiar no Âmbito Judicial

A família, como instituição considerada base da sociedade, é carecedora de uma especial atenção, e essa necessidade cresce a cada dia, se levarmos em conta o fenômeno da dissociação familiar, que é notado pelo aumento das ações de divórcio, entre outros agravantes responsáveis pelo enfraquecimento da família.
Pensando na esfera doméstica e social, em sua solidez e saúde em todo seu contexto, foram criadas medidas certificando-se legalmente do seu cumprimento.  Surge aí a Lei do Planejamento Familiar, onde o objetivo é permitir que homens, mulheres e casais possam decidir de forma livre e consciente a decisão de ter ou não ter filhos, e qual procedimento anticonceptivo é o mais adequado a ser submetido. Obtendo assim a autoridade do tamanho da família que o casal deseja, podendo, portanto ter uma vida mais saudável e confortável dentro de seus padrões econômicos.
Em 12 de janeiro de 1996, a Lei nº 9.263, regula o § 7º do art. 226 da Constituição Federal, que trata do Planejamento Familiar, estabelece penalidades e dá outras providências.
No que diz respeito ao P.F. a lei diz que, é direito de todo cidadão. Descreve ainda o Planejamento Familiar como o conjunto de ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal, dentro de uma visão de atendimento global e integral à saúde, em todos os seus ciclos vitais, que inclua, como atividades básicas, entre outras:
    I.            a assistência à concepção e contracepção;
II.            o atendimento pré-natal;
III.            a assistência ao parto, ao puerpério e ao neonato;
IV.            o controle das doenças sexualmente transmissíveis;
V.            o controle e prevenção do câncer cérvico-uterino, do câncer de mama e do câncer de pênis.
Discorre que Sistema Único de Saúde promoverá o treinamento de recursos humanos, focalizando a capacitação do pessoal técnico, visando à promoção de ações de atendimento à saúde reprodutiva, como também promover condições e recursos informativos, educacionais, técnicos e científicos que assegurem o livre exercício do planejamento familiar.
Consta que mediante avaliação e acompanhamento clínico e com informação sobre os seus riscos, vantagens, desvantagens e eficácia, são oferecidos todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitas e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantida a liberdade de opção.
É ainda assegurada à esterilização voluntária, na condição de haver um registro que conste a vontade em documento escrito e firmado, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de sua reversão e opções de contracepção reversíveis existentes. Contudo nas seguintes situações:
  • em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce;
  • risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em relatório escrito e assinado por dois médicos.

É negado àqueles que apresentarem alterações na capacidade de discernimento por influência de álcool, drogas, estado emocional alterada ou incapacidade mental temporária ou permanente, e a mulheres durante o período de parto ou aborto, exceto nos casos confirmado a necessidade por cesarianas sucessivas anteriormente.
Será feita a esterilização cirúrgica como método contraceptivo somente através da laqueadura tubária, vasectomia ou de outro método cientificamente aceito, sendo vedada a histerectomia e o oforectomia. Assim como é vedada a indução ou instigação individual ou coletiva à prática e teste de esterilização ou de testes de gravidez para quaisquer fins.
É de competência e atribuições, cadastrar, fiscalizar e controlar as instituições e serviços que realizam ações e pesquisas na área do planejamento familiar, à instância gestoras do SUS.
É posto como crime sujeito a penalidades a realização de esterilização em desacordo com o mencionado anteriormente, dados extraídos da Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996. Tendo como pena a reclusão de dois a oito anos, multa, se a prática não constituir crime grave.

5. Considerações Finais


O Planejamento Familiar como direito de todo o cidadão e como parte integrante do Programa de Atenção a Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, tem oferecido a sociedade os recursos preventivos às doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez. Aqui dando ênfase a métodos anticonceptivos.
O SUS é responsável por oferecer diversos métodos contraceptivos e informações sobre os mesmos, qualificar profissionais e ainda fiscalizar a garantir a eficácia do Planejamento Familiar. Porém, as atividades dessa área tem sido incompleta em todos os níveis de atenção, ou seja, é fácil o acesso ao método, porém nem todos os casos funcionam como deveria por não ter sido utilizado de maneira correta, supondo pouca ou até a ausência de informação necessária.
Efetiva-se a finalidade de adicionar mais informações à população sobre o Planejamento Familiar, abocando em único lugar dados prescindíveis. Pontua-se por fim a reflexão como fator importante na tomada de decisão.

25 de dezembro de 2015

Estrada do Amor

 
 
Estrada do Amor
 
 
Segue seu caminho...
 
Não olhe para trás...
 
Não pare, a não ser para descansar e repor as energias...
 
Mesmo sem saber onde essa estrada te levará...
Continue a caminhar...
 
Beba sua água, faça o seu lanche, escreva sua poesia, curta seu amor, faça sua história...
 
Viver, caminhar, sorrir e amar...
 
Grite bem alto:
 
 "É maravilhoso amar..."

                                                              
                                       
Acimarley Freitas

PLANEJAR É PRECISO...

 
 
 
 
PLANEJAR É PRECISO...
 
PERCEBE-SE QUE O PLANEJAMENTO É A MOLA PROPULSORA PARA A REALIZAÇÃO DE UM PLANO, PROJETO OU SONHO.
 
MAS O QUE É UM PLANO?
 
PODE-SE DIZER QUE É UMA LISTA ESCRITA DE POSSIVEIS AÇÕES ELENCADAS QUE SÃO NECESSÁRIAS PARA ATINGIR O ALVO DESEJADO.

ENTÃO PENSE POR UM MOMENTO. ELABORE UMA LISTA DE COISAS PARA FAZER DIARIAMENTE. ESCREVA OS ALVOS QUE VOCÊ DESEJA ATINGIR NO DIA ESPCÍFICO. FOQUE SUA ATENÇÃO 100% EM CADA TAREFA. CADA TAREFA PRECISA DE UM TEMPO ESPCÍFICO. NÃO ADIANTA DIZER É DIFICIL, POIS SE VOCÊ NÃO CONSEGUE PLANEJAR VINTE QUATRO HORAS DA SUA VIDA, COMO VOCÊ REALIZARÁ O PROJETO DAS DUAS PRÓXIMAS DÉCADAS?

PENSE EM CADA HORA COMO UMA META A SER ATINGIDA. DISTRIBUA UMA ATIVIDADE PARA CADA HORA DO SEU DIA. ESCREVA DE FORMA CLARA EM UMA FOLHA DE PAPEL CADA UMA DAS SUAS METAS PARA O DIA.
 
PLANEJAR DÁ TRABALHO, É CANSATIVO, E CONSOME TEMPO. MAS O SUCESSO OU O ÊXITO É ALCANÇADO APÓS HORAS DE PROGRAMAÇÃO. PARA ALCANÇAR O QUE VOCÊ AMA, EM ALGUNS MOMENTOS TERÁ QUE FAZER COISAS QUE ODEIA.

O SEGREDO DO SUCESSO DO SEU FUTURO ESTÁ EM ORGANIZAR A SUA ROTINA DIÁRIA.

PARE POR UM INSTANTE E OBSERVE A ROTINA DIÁRIA DAS FORMIGAS, DIARIAMENTE ESTÃO SE PREPARANDO PARA A REALIZAÇÃO DE UM PROJETO. PASSAM TODO O VERÃO TRABALHANDO PARA NO INVERNO TEREM A PROVISÃO NECESSÁRIA PARA A SUA SOBREVIVENCIA.
 
ENTÃO COMO O ANO ESTÁ FINDANDO QUERO MOTIVAR VOCÊ A SE ORGANIZAR PARA 2016.
 
FAÇA O SEU PROJETO DE VIDA:
 
TRACE ALVOS, ESTABELEÇA METAS, TENHA OBJETIVOS A SEREM CONQUISTADOS.
 
O QUE VOCÊ DESEJA EM 2016, PARA A SUA VIDA:
 
INTELECTUAL?
 
EMOCIONAL?
 
FÍSICA?
 
SENTIMENTAL?
 
ESPIRITUAL?
 
FINANCEIRA?
 
FAMILIAR?
 
VIU QUANTA COISA DESEJA?
 
ENTÃO AGORA É HORA DE POR NO PAPEL SUAS METAS, ALVOS E SONHOS PARA 2016.
 
UM FORTE ABRAÇO

ACIMARLEY FREITAS

22 de dezembro de 2015

Puberdade e Adolescência

 
 
 
 

A puberdade se refere aos fenômenos fisiológicos que são mudanças corporais e hormonais e adolescência se refere ao nível psicológico e social.
A puberdade culmina na primeira menstruação (menarca) nas meninas e nos meninos a primeira ejaculação.
Essas mudanças hormonais fazem com que o adolescente cresça, perca as roupas e se afaste da infância, e com o corpo de um adulto começa a ser cobrado pelos pais atitudes e comportamentos mais responsáveis.
Junto com essas mudanças corporais, vêm as mudanças no humor e nos estados de ânimo, pois o adolescente vive tudo de forma mais intensa. O adolescente que agora está rindo pode ficar irritado por nada e acaba tendo uma explosão comportamental, Ai vem aquela famosa frase: ”ninguém me entende”.
Não é que ninguém o entende, e sim que ele muda de opinião muito rápido. O adolescente ama hoje uma pessoa e amanhã pode odiá-lo da mesma forma. Os pais se assustam, mas o próprio adolescente se assusta com a intensidade das suas emoções.
O adolescente é impulsivo, tem vontade de fazer e faz, sem parar para refletir. É ai que entra a queixa dos pais. Se acharmos que tudo que os filhos fazem é definitivo, nós nunca vamos entender nada sobre eles.
Temos que lembrar que todos esses comportamentos fazem parte do processo de amadurecimento e formação de uma identidade.
Identidade que se forma a partir de identificações com os pais, por isso os pais devem procurar responder perguntas com objetividade, sem rodeios. Muitas vezes, o que observamos são pais dizendo “não”, mas não explicando para o adolescente o porquê desses “não”.
Outra coisa que notamos é o pai dizer “não” e a mãe dizer “sim” ou vice-versa, ou ainda o pai diz: “pergunte para sua mãe” e a mãe diz: “pergunte para seu pai” e o filho fica como bola de pingue-pongue pulando de lá para cá a espera de uma resposta. Sabemos que é mais difícil construir uma identidade a partir de incoerências.
A identidade é construída a partir de interações com os pais e com o grupo que o adolescente esta inserido.        
É difícil tanto para os pais como para os filhos a passagem do mundo infantil para o mundo adulto, pois para os dois há um luto pela perda. Para o adolescente há o luto pela perda do mundo infantil, e para os pais o luto pela mudança do filho infantil para um filho adulto.
Muitas vezes os pais podem reviver no adolescente, frustrações e conflitos mal resolvidos de sua própria adolescência, afetando assim a interação com os filhos.
O curso natural do desenvolvimento afetivo, emocional e social do adolescente é ir criando aos poucos sua independência, tendo clareza de sua identidade, amadurecer. E os pais participarem desta mudança de fase, aceitando e respeitando o amadurecimento e curtindo essa fase maravilhosa.
 
 
 

3 de dezembro de 2015

O Bullying no local de trabalho


O Bullying no local de trabalho



Diferente do que se imagina, a prática do bullying não ocorre somente dentro das salas de aulas. Também não acontece somente entre alunos: os mais populares e os nerds; ou entre os maiores e os menores.

A prática do bullying, esse comportamento tão eficaz e destrutivo da nossa autoestima, está presente também entre adultos em seus locais de trabalho. Com pouquíssimas diferenças nas suas definições e muita semelhança nas suas consequências, o bullying no local de trabalho pode se tornar um grande pesadelo para muitas pessoas.



O bullying no local de trabalho pode ser definido como:

“A exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego”.

Margarida Maria Silveira Barreto (2000), Médica do Trabalho

O bullying no local de trabalho frequentemente envolve o abuso ou mau uso do poder. A prática do Bullying inclui comportamentos que intimidam, denigrem, ofendem ou humilham um trabalhador, normalmente na frente de outras pessoas.  A prática do bullying cria sentimentos de impotência no alvo e minimiza o direito do indivíduo à dignidade no trabalho.

È importante lembrar que a prática do bullying é diferente da agressão. Enquanto a agressão pode significar um ato isolado, a prática do bullying requer ataques repetitivos contra o alvo, criando um padrão de comportamento que nunca se acaba.

Outro ponto importante a ser levado em consideração é que chefes “durões” ou “exigentes” não são necessariamente bullies/agressores, uma vez que suas motivações principais são conseguir o melhor desempenho de seus funcionários.

Além disso, muitas situações de bullying envolvem funcionários agredindo seus próprios colegas, ao invés de um supervisor ou chefe intimidando um funcionário.

É muito interessante notar que a prática do bullying no local de trabalho é frequentemente dirigida a alguém de quem o agressor tem medo. O alvo muitas vezes nem percebe que está sendo agredido porque o comportamento pode ser camuflado através de críticas triviais e ações isoladas que ocorrem atrás de portas fechadas.

Alguns exemplos de comportamentos de bullying no local de trabalho:

• Críticas não cabíveis

• Culpar o funcionário sem uma justificativa real

• Ser tratado de forma diferente da sua equipe de trabalho

• Ser alvo de xingamentos

• Ser excluído ou isolado socialmente

• Ser alvo de gritos ou ser humilhado

• Ser alvo de piadas

• Ser constantemente e excessivamente vigiado

Como a prática do Bullying no local de trabalho afeta as pessoas




Alvos da prática do bullying vivenciam sérios problemas físicos e mentais:

• Alto stress; desordem de stress pós-traumático

• Problemas financeiros causados por faltas

• Baixa autoestima

• Problemas musculares

• Fobias

• Dificuldades para dormir

• Alto índice de depressão/auto-acusação

• Problemas de ordem digestiva/alimentar

Como a prática do Bullying afeta as empresas:

Cada uma das consequências citadas acima pode ter um custo muito alto para uma empresa. Os custos da prática do bullying geralmente se encaixam em três categorias:

1. Recontratação de funcionários que saem por serem alvos de bullying.

2. Tempo gasto na resolução de conflitos causados pela prática do bullying: energia é dirigida a assuntos que não dizem respeito à produtividade no trabalho.

3. Gastos relacionados à investigação da prática do bullying e potenciais processos trabalhistas.

A quebra da confiança em um ambiente aonde existe a prática do bullying pode significar que os funcionários não serão capazes de contribuir com o seu melhor desempenho ou dar ideias novas de melhorias ou opiniões sobre fracassos que poderiam ser revertidos de maneira aberta e honesta.

O que pode ser feito? Aqui vão algumas dicas do que fazer:

Funcionários:

Retome o controle da situação!

• Reconheça que você está sendo alvo de bullying

• Reconheça que você NÂO é o causador do problema.

• Reconheça que a prática do bullying tem a ver com controle e portanto, não tem nada a ver com o seu desempenho no trabalho.

Tome uma atitude!

• Faça anotações em um diário detalhando a natureza da prática do bullying: datas, horários, locais, o que foi dito ou feito e quem estava presente.

• Guarde cópias de qualquer prova da prática do bullying contra você, documentos que mostrem a contradição das acusações do agressor contra você: relatórios, cartão ponto, etc.

Outras ações:

• Tenha em mente que o agressor irá negar e talvez reverter suas alegações; tenha sempre uma testemunha com você quando estiver na presença de um agressor; denuncie o comportamento à pessoa apropriada.

Empresários:

Crie uma política de tolerância zero à prática do bullying dentro da sua empresa. A política deve fazer parte de um comprometimento amplo para um local de trabalho seguro e sadio e deve envolver representantes do departamento de recursos humanos.

Quando a prática do bullying for testemunhada ou denunciada por alguém, o problema deve ser resolvido imediatamente.

• Se a prática do bullying já faz parte da cultura da sua empresa, queixas devem ser levadas a sério e investigadas prontamente. A re-alocação das pessoas envolvidas pode ser necessária sob a alegação: “inocente até que se prove o contrário”.

• Organize sua empresa para que seus funcionários possam participar da tomada das decisões em algumas situações. Isto ajuda muito a criar um ambiente aonde as pessoas se sentem importantes e valorizadas.

• Realize treinamentos que esclareçam o que é a prática do bullying.

• Encoraje políticas de portas abertas no local de trabalho.

• Investigue o tamanho e a natureza dos conflitos.

• Capacite gerencias e chefias para terem habilidades e sensibilidade ao lidar e resolver conflitos.

• Demonstre um comprometimento “de cima para baixo” sobre o que é e o que não é um comportamento aceitável no local de trabalho.

Se você sabe que a prática do bullying acontece no seu local de trabalho e não faz nada, você está aceitando compartilhar da responsabilidade por abusos futuros. Isto significa que testemunhas da prática do bullying devem ser encorajadas a denunciar tais incidentes. Indivíduos sentem-se muito menos motivados a terem comportamentos anti-sociais no trabalho quando fica claro que a empresa não tolera tais comportamentos e que os agressores serão punidos.

Na verdade, o ideal seria que empresas e organizações tivessem a possibilidade de ofertar aos seus trabalhadores momentos de aproximação e diálogos que permitissem a estas pessoas se conhecerem melhor e se conectarem através de suas histórias de vida, sonhos e desafios. O entendimento só é possível quando eu realmente conheço o outro, o que ele pensa e sente sobre as mesmas coisas que eu.

Grupos de trabalho são fontes riquíssimas de crescimento e percepções que podem ocasionar mudanças importantes na nossa sociedade como um todo.

E você? Já foi alvo de bullying no seu local de trabalho?