Psicologa Organizacional

4 de julho de 2016

Os Benefícios do Acompanhamento Psicológico em Mulheres Mastectomizadas devido ao Câncer de Mama


Os Benefícios do Acompanhamento Psicológico em Mulheres Mastectomizadas devido ao Câncer de Mama


 


O câncer de mama é uma doença que ainda hoje, é capaz de desencadear diferentes tipos de sentimentos, questionamentos e debates. Trata-se de uma condição que afeta milhares de mulheres em todo o mundo, e que apesar dos avanços técnicos, científicos e operacionais no campo da Medicina, ainda possui elevadas taxas de mortalidade. Diante disso, ser diagnosticada com o câncer de mama e ter que se submeter aos diversos tipos de tratamento, incluindo a mastectomia (intervenção cirúrgica), pode desencadear consequências negativas para o psicológico e para o fisiológico dessas mulheres.

Nesse contexto, o presente artigo teve por objetivo compreender os benefícios que o acompanhamento psicológico é capaz de proporcionar às pacientes submetidas à mastectomia decorrente de um câncer de mama. Para isso, utilizou-se como metodologia uma revisão de literatura, sendo utilizados onze artigos, pesquisados na base de dados do Scielo, compreendidos entre 1993 e 2008. Este material, a partir de um processo de investigação, análise, síntese e interpretação de dados, possibilitou o fornecimento dos subsídios necessários para que o objetivo do artigo fosse alcançado.

Inicialmente, foi realizada uma breve abordagem sobre a patologia. O câncer de mama é uma doença que ocorre devido à proliferação desordenada de células neste órgão, que por sua vez, levam ao desenvolvimento de nódulos e que podem migrar para diversos sítios de implantação no organismo (metástase). Tais nódulos são possíveis de serem identificados através do auto-exame da mama. Com isso, este procedimento deve ser incentivado e propagado, pois a detecção precoce do câncer de mama, melhoram o prognóstico da doença e aumentam as possibilidades de cura.

Após esta abordagem, discutiu-se sobre as formas de tratamento e suas possíveis consequências para a mulher. Nem sempre a intervenção cirúrgica é necessária, sendo nesses casos o tratamento feito por outros meios, como, por exemplo, através da radioterapia e/ou quimioterapia. Entretanto, quando se faz preciso, a mastectomia é capaz de desencadear preocupações, medos, insegurança e descontentamento nestas pacientes, pois muitas questionam sua identidade feminina e sua aceitação social após a cirurgia.

Tais sentimentos negativos podem evoluir para quadros de ansiedade grave e até mesmo depressão. Além disso, estudos apontam que problemas psicológicos podem reduzir a responsividade do sistema imunológico, além de possibilitar um aumento na taxa de não adesão ao tratamento.

Assim, fez-se necessário a realização de uma discussão sobre a importância do acompanhamento psicológico nas pacientes submetidas à mastectomia. Esse tipo de acompanhamento é capaz de facilitar a compreensão da mulher sobre a situação em que está submetida, possibilitando o desenvolvimento de estratégias que a ajude a enfrentar seus conflitos e as situações estressantes vivenciadas durante o tratamento contra o câncer. Além disso, é extremamente importante que nesse processo exista uma integração e uma participação ativa dos familiares e da equipe de saúde envolvida na terapêutica, pois assim a paciente se sentirá acolhida e isso irá influenciar de forma benéfica todos os aspectos do seu adoecimento, de forma global e humanizada.  

2. Desenvolvimento


 2.1 O câncer de mama


O câncer de mama ou carcinoma mamário, de acordo com Andrade e Duarte (2003), pode ser definido como o “resultado de multiplicações desordenadas de determinadas células que se reproduzem em grande velocidade, desencadeando o aparecimento de tumores ou neoplasias malignas”. De acordo com estes mesmos autores, tal doença pode vir a afetar tecidos vizinhos e provocar metástases. Afirmam ainda que este tipo de câncer aparece sob forma de nódulos e, na maioria das vezes, podem ser identificados pelas próprias mulheres, por meio da prática do autoexame.

Os cânceres ou neoplasias malignas vêm assumindo um papel cada vez mais relevante entre as doenças que acometem a população feminina, representando, no Brasil e no mundo, importante causa de morte entre as mulheres adultas. O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o primeiro entre as mulheres (SILVA, 2008).

O Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde responsável, entre outras ações, pela prevenção dos mais variados tipos de câncer, admite que a maioria das ações dirigidas para o controle do câncer de mama são voltadas para a sua detecção precoce. São três as ações de saúde consideradas fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de mama: a) auto-exame das mamas, realizado de forma adequada; b) exame clínico das mamas, feito por um profissional especializado e; c) mamografia. Essas ações podem contribuir para que, no surgimento de um tumor maligno, o tratamento apropriado não requeira uma intervenção cirúrgica agressiva para o corpo feminino (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2000).

O prognóstico do câncer de mama é bom, caso o diagnóstico e tratamento seja realizado precocemente e de forma oportuna. Nesse contexto, “o principal fator que dificulta o tratamento o estágio avançado em que a doença é descoberta. Em nosso país, a maioria dos casos são diagnosticados em estágios avançados, correspondendo acerca de 60% dos diagnósticos, por isso o número de mastectomias realizadas no Brasil é considerado alto” (MAKLUF, DIAS e BARRA, 2006).

2.2 O tratamento e suas consequências


A mastectomia é o tratamento primário no câncer de mama. Trata-se de uma intervenção cirúrgica que pode ser restrita ao tumor, atingir tecidos circundantes ou até a retirada da mama, dos linfonodos da região axilar e de ambos os músculos peitorais. A mais frequente, em torno de 57% das intervenções realizadas, é a mastectomia radical modificada, aquela que remove toda a mama juntamente com os linfonodos axilares. Tratamentos complementares geralmente são necessários, como a radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. O prognóstico e a escolha do tratamento são embasados na idade da paciente, estágio da doença, características do tumor primário, níveis de receptores de estrógeno e de progesterona, medidas de capacidade proliferativa do tumor, situação da menopausa e saúde geral da mulher (MALZYNER, CAPONERO e DONATO, 2000).

A cirurgia que promove a remoção da massa tumoral (a mastectomia nesse caso), apesar de frequente, nem sempre é um procedimento necessário. Este recurso pode levar a uma mutilação (parcial ou total) da mama. Assim, de acordo com Rossi e Silva (2003), “esse procedimento altamente invasivo traz repercussões emocionais importantes, danificando não somente a integridade física, como também alterando a imagem psíquica que a mulher tem de si mesma e de sua sexualidade”.

Silva (2008) complementa, afirmando que, “pelas suas características, o tratamento traz repercussões importantes no que se refere à identidade feminina”. Isso ocorre devido ao fato de que além da remoção da mama de forma total ou parcial, os tratamentos complementares podem desencadear outros efeitos, como, por exemplo, a perda dos cabelos, alterações no ciclo menstrual, e até mesmo uma possível infertilidade. Todos estes fatores contribuem com a fragilização crescente do sentimento de identidade na mulher.

A partir do diagnóstico confirmado, a paciente vê sua vida tomar um rumo diferente do que poderia imaginar, já que o câncer pode acarretar alterações significativas nas diversas esferas da vida como trabalho, família e lazer. Dessa forma, acaba trazendo implicações em seu cotidiano e nas relações com as pessoas do seu contexto social (VENÂNCIO, 2004).

Sales et al (2001) ao realizarem pesquisas à cerca da qualidade de vida de mulheres tratadas contra o câncer de mama, associando este tratamento ao funcionamento social, “evidenciam que as mudanças no trabalho, lazer, relações familiares e sociais dessas mulheres são provocadas mais por problemas psicológicos do que físicos”.

2.3 O acompanhamento psicológico


Diante das alterações emocionais e psicológicas vivenciadas pelas mulheres submetidas à mastectomia, o acompanhamento psicológico pode funcionar como um potente e benéfico recurso terapêutico.

De acordo com Gimenez (1997), “o psicólogo atuante na área de psicologia oncológica visa manter o bem-estar psicológico do paciente, identificando e compreendendo os fatores emocionais que intervêm na sua saúde”. Além disso, de acordo com esses mesmos autores pode-se definir também como possíveis objetivos para o trabalho desses profissionais: “prevenir e reduzir os sintomas emocionais e físicos causados pelo câncer e seus tratamentos, levar o paciente a compreender o significado da experiência do adoecer, possibilitando assim re-significações desse processo”.

Em sua atuação, o psicólogo deve estar atento também aos distúrbios psicopatológicos, como depressão e ansiedade graves. Sua prática é exercida em todas as etapas do tratamento, habilitando o paciente a confrontar-se com o diagnóstico e com as dificuldades dos tratamentos decorrentes, ajudando a desenvolver estratégias adaptativas para enfrentar as situações estressantes (VENÂNCIO, 2004).

No acompanhamento psicológico, num espaço de acolhimento e escuta o terapeuta deve sempre trabalhar com a realidade. Quanto mais informado o paciente estiver de sua doença, maior será a sua capacidade de enfrentar o adoecer e mais confiança terá na equipe que participa de sua recuperação.  Pacientes bem informados reagem melhor ao tratamento. Dessa forma, o psicólogo deve preocupar-se em falar numa linguagem acessível ao paciente e sempre checar se as informações e orientações dadas pela equipe foram efetivamente compreendida (SALES, et al, 2001).

Martins (1997) afirma que “é imprescindível incluir a família na terapêutica aplicada às mulheres mastectomizadas, já que são personagens fundamentais no auxílio aos pacientes para o enfrentamento da doença”. Quando a paciente recebe o suporte afetivo e psicológico de seus familiares, eles podem se constituir como importantes aliados na recuperação do paciente, assim como também podem auxiliar no trabalho da equipe de saúde.

 Nesse contexto, Venâncio (2004) acrescenta dizendo que “a interação entre todos os profissionais envolvidos no tratamento do câncer de mama é fundamental para a conquista de um bom resultado, já que a atuação passa a ser global, envolvendo todos os aspectos implicados no adoecimento”.

A literatura especializada mostra que pacientes submetidos ao acompanhamento psicológico durante o tratamento do câncer de mama, incluindo a mastectomia, obtêm ganhos significativos, tais como: melhora do estado geral de saúde; melhora da qualidade de vida, melhor tolerância aos efeitos adversos da terapêutica oncológica (quimio/ radioterapia e cirurgia) e melhor comunicação entre paciente, família e equipe (LEAL, 1993).

Para Carvalho (1996), um trabalho psicoterápico realizado de forma eficaz, possibilita como outro benefício, “a participação mais ativa e positiva da paciente durante o tratamento, resultando numa melhor adesão, evitando assim, o abandono do mesmo”. O mesmo autor ainda complementa dizendo que, “estudos evidenciam que quando a paciente encontra-se mais participativa durante o tratamento, há menor probabilidade do surgimento de intercorrências clínicas e psicológicas no mesmo”.  

Podemos afirmar ainda, que não são apenas os pacientes e familiares das mulheres mastectomizadas que se beneficiam com o atendimento psicológico. As instituições de saúde também lucram, já que a ampliação do âmbito da assistência resulta na diminuição do uso de serviços médicos em geral, reduzindo o tempo de hospitalização, consequentemente caindo os custos hospitalares (VENÂNCIO, 2004).

3. Conclusão


A partir do levantamento de vários artigos, foi possível constatar que os benefícios do acompanhamento psicológico às mulheres submetidas à mastectomia, decorrente do câncer de mama, são diversos e de extrema relevância para o sucesso terapêutico.

O cuidado com os aspectos emocionais e psicológicos deste grupo de pacientes é necessário, não apenas no momento da confirmação do diagnóstico, mas também durante e após o tratamento. Isso se justifica, principalmente, pelo fato de que, as alterações nos aspectos citados são capazes de desencadear problemas físicos e biológicos que podem influenciar negativamente a evolução e o tratamento da doença.

Vale acrescentar ainda, que é imprescindível, desde a vida acadêmica até as práticas laborais aplicadas, o reconhecimento da importância do trabalho interdisciplinar. A atuação conjunta entre os diversos profissionais, como por exemplo, entre médicos enfermeiros e psicólogos, é extremamente positivo, pois possibilita a realização de um tratamento holístico, voltado para todos os aspectos da vida da paciente em questão.

Portanto, o desenvolvimento deste trabalho foi extremamente enriquecedor não apenas para nossa formação acadêmica, mas também para nossas futuras atividades profissionais, pois permitiu reconhecer que os aspectos que vão além do orgânico e do bioquímico, precisam de uma atenção mais especial e direcionada, não apenas na oncologia, mas nas diversas práticas em saúde.

22 de junho de 2016

Frigidez


 
FRIGIDEZ

 O que é ?

 

Frigidez é uma disfunção ou alteração da função sexual feminina, principalmente no que tange ao desejo sexual. Apresenta-se como um bloqueio total ou parcial da resposta psico-fisiológica de excitação. A frigidez é classificada pelo DSM IV (classificação norte americana de doenças mentais), como "transtorno do desejo sexual hipoativo".

 

As características principais deste transtorno são a deficiência ou ausência de fantasias sexuais e a ausência do desejo de ter atividade sexual, com conseqüentes sofrimentos ou dificuldades interpessoais. A mulher pode vivenciar este quadro na totalidade da expressão de sua sexualidade (global), ou apenas com determinado parceiro ou em situações específicas (situacional).

 

A mulher que vive este transtorno tem pouca ou nenhuma motivação para a atividade sexual. Ela dificilmente procura o parceiro para uma relação sexual e quando este a procura tende a relutar em acompanhá-lo. Ela tem a tendência a não se sentir frustrada ao ficar privada de oportunidades de vivenciar sua sexualidade.

 

Da onde vem?

 

 A primeira grande divisão que devemos fazer entre os diversos fatores que concorrem para o surgimento deste quadro, é em relação à origem: psicológica, orgânica ou se envolve os dois fatores.  Citaremos aqui as causas mais freqüentes:

 

Origem orgânica: dispareunias (dor na relação sexual), alterações hormonais, debilidade física em função de doenças ou pelo uso incorreto de medicamentos.

 

Origem psicológica ou social: educação sexual castradora, fatores religiosos, tabus, crendices, violência sexual (abuso ou estupro), medo de engravidar, experiências obstétricas traumáticas, envelhecimento, dificuldades do cotidiano, baixa autoestima, auto-exigência exacerbada, ansiedade, excessiva preocupação com o desempenho, insegurança, estresse, depressão, desconhecimento do próprio corpo.

 

Um outro conjunto de fatores muito comum está ligado a qualidade da relação afetiva. É muito freqüente a visita ao consultório de mulheres que se consideram frígidas por não conseguirem viver a sexualidade no casamento.  Quando observamos com mais cuidado, o casamento está extremamente desgastado, sem diálogo e com uma montanha de ressentimentos entre os cônjuges.  Percebe-se uma monotonia conjugal, com práticas sexuais pouco gratificantes.  Essas mulheres se sentem frustradas por não conseguirem viver a relação sexual com alguém com quem não se sentem bem.  Em outras palavras, queixam-se por não poderem fazer amor com alguém que efetivamente não estão amando naquele momento. A busca da sexualidade em uma relação que não traga segurança também pode resultar em fracasso, isso é muito comum, por exemplo, em relações extraconjugais, onde em alguns casos o sentimento de culpa e o medo se fazem presentes de forma impeditiva.

 

Como tratar ?

 

 Quando a origem é emocional existem dois caminhos de tratamento. Um passa pelo processo psicoterapêutico da mulher que apresenta os sintomas e o outro passa pela terapia de casal.  Em determinadas situações a conjunção dos dois processos se faz necessária -  A superação de um quadro como esse passa pelo aprendizado, pelo auto conhecimento e normalmente gera transformações que vão alem da sexualidade, tendo expressão nas diversas áreas da vida humana.  O espaço que existe para facilitar esse aprendizado, esse desenvolvimento é o espaço psicoterapêutico, aonde um profissional especializado orienta o indivíduo no seu processo de desenvolvimento pessoal.

 

No atendimento individual a ampliação do auto conhecimento permite que a mulher identifique como está construindo tal sintoma, o que gera a natural superação do quadro.  Na terapia de casal a busca é de aprender sobre o funcionamento daquela relação, sobre como o casal está fazendo para se distanciar, para se desencontrar.  Não existe uma receita pronta sobre como vai acontecendo o desgaste dos casais.  Cada casal é único e isso pode acontecer de muitas formas diferentes. No consultório podemos observar com muita freqüência como vai sendo criada uma montanha de lixo entre as duas pessoas, ressentimentos, mágoas, frustrações, etc.  Aos poucos essa montanha torna-se tão grande que os cônjuges passam a não se enxergarem mais, a relação vai se estagnando, se tornando repetitiva, previsível e extenuante.  Em alguns casos a sexualidade passa a ser uma obrigação, não mais um prazer.

 

Quanto à origem orgânica o encaminhamento é dado pelo ginecologista de acordo com o quadro de cada mulher.

 

Quando observamos tanto fatores emocionais quanto orgânicos na origem do quadro de frigidez, o tratamento indicado é o acompanhamento em psicoterapia associado ao tratamento ginecológico.

 

14 de junho de 2016

10 coisas que você precisa saber sobre Psicologia




10 coisas que você precisa saber sobre Psicologia

 A Psicologia é uma ciência fascinante com muitas contribuições sobre vários aspectos da nossa vida. Assim, a primeira vista pode parecer muito difícil e assustador entender tudo o que a Psicologia pode oferecer, já que a Psicologia engloba muitos tópicos diferentes e complexos.

Por esta razão, eu resolvi selecionar 10 coisas essenciais que podem te ajudar a ter uma visão mais geral sobre as principais contribuições da Psicologia e te dar noções básicas para que você possa explorar melhorar essa fascinante área do conhecimento.

1. A Psicologia é ao mesmo tempo uma ciência e uma profissão

Quando se fala em Psicologia é preciso entender que nos referimos ao mesmo tempo a uma ciência e a uma profissão.


A Psicologia é uma área de estudos científicos que na qual se estuda a mente e o comportamento. Essa ciência norteia a profissão do Psicólogo.

Os Psicólogos usam os conhecimentos da Psicologia para melhorar a vida das pessoas em aspectos como saúde, educação, trabalho e família.

Leia mais sobre o que como a Psicologia pode te ajudar clicando aqui.

2. Psicologia é, sobretudo, o estudo da mente e do comportamento.


Embora você possa encontrar diferentes definições sobre o que é Psicologia e qual seu objeto de estudos, na Psicologia se propõe estudar, sob diferentes perspectivas, como as pessoas (e também os animais) pensam, sentem e se comportam sozinhas e nas relações com os demais membros da sociedade.  Assim, a Psicologia é, sobretudo, o estudo da mente e dos comportamentos.

Os psicólogos têm diversos interesses e realizam muitos estudos diferentes, algumas das questões estudadas por psicólogos são: como as crianças aprendem; porque as pessoas se lembram mais de fatos que foram acompanhados por fortes emoções; como as pessoas fazem escolhas, porque algumas pessoas são mais extrovertidas e outras mais introvertidas, e etc.

Leia mais sobre o que é psicologia clicando aqui.

3. Psicologia é uma ciência e utiliza métodos científicos.

É preciso deixar bem claro que a Psicologia é uma ciência e, portanto, o conhecimento produzido na Psicologia é obtido com base no método científico. Muitas pessoas confundem Psicologia com outros tipos de conhecimentos que também são importantes, mas não são científicos, mas é preciso entender que a Psicologia é sim uma ciência.

Os psicólogos utilizam diferentes técnicas para conduzir seus estudos sobre a mente e o comportamento, tais como observação naturalística, experimentos, estudos de caso, entrevistas e questionários.

Leia mais sobre métodos de pesquisa em Psicologia clicando aqui.
 

4. A Psicologia tem muitas abordagens e subcampos diferentes.


Não existe só um caminho possível em Psicologia, todos os fenômenos podem ser vistos de diferentes perspectivas. Essas várias perspectivas permitiram a construção de diferentes teorias em Psicologia que são usadas nas mais diversas facetas da nossa vida.

Muitas vezes é possível ouvir o termo “Psicologias” para ressaltar essa multiplicidade de teorias e abordagens na Psicologia. No entanto, isso é um erro, na verdade só existe uma Psicologia com várias abordagens teóricas e diferentes áreas de atuação ou subcampos.

Alguns exemplos de abordagens teóricas são: Psicologia Cognitiva, Psicologia Sócio-histórica (histórico-cultural), Psicologia Comportamental (behaviorista), Psicologia Psicodinâmica (psicanálise), Psicologia Fenomenológica, Gestalt etc.

Exemplos de áreas de atuação incluem: Psicologia Escolar, Psicologia Clínica, Psicologia Comunitária, Psicologia Hospitalar e Psicologia Social.

Leia mais sobre as diferentes áreas da Psicologia.

5. Psicologia não é apenas Psicoterapia.


Quando se ouve falar em Psicologia muitas vezes a primeira coisa que pensamos é na abordagem Clínica e mais especificamente na Clínica Psicanalítica, com a figura clássica do terapeuta e de um divã.

No entanto, essa é apenas uma das inúmeras possibilidades de atuação dos psicólogos.

Existem psicólogos que trabalham com a educação, psicólogos que trabalham em comunidades, psicólogos que trabalham em empresas, psicólogos jurídicos, psicólogos do esporte, psicólogos que trabalham em laboratórios.

Além disso, a própria psicoterapia, não se restringe a abordagem psicodinâmica (psicanalítica), existem outras abordagens como a cognitivo-comportamental, a abordagem centrada na pessoa e a gestalt-terapia.

6. A psicologia estuda tanto o comportamento típico quanto o atípico.


É muito comum pensar que a Psicologia estuda apenas o comportamento atípico (anormal), o comportamento inadequado, a “loucura”. No entanto, a psicologia estuda todo e qualquer comportamento.

A Psicologia têm contribuições não só para o tratamento de doenças mentais, mas também para a promoção e manutenção da saúde mental.

Uma das mais importantes áreas da Psicologia, por exemplo, é a Psicologia do Desenvolvimento Humano e esta se ocupa do estudo do desenvolvimento geral do seres humanos, tanto o normal quanto o patológico.

Mais recentemente, por exemplo, uma nova área da Psicologia tem conquistado cada vez mais espaço, trata-se da chamada Psicologia Positiva. O foco da psicologia positiva é no crescimento pessoal, em vez do estudo das patologias (doenças), como é comum entre outros quadros dentro do campo da psicologia. Nesta área se estudam o papel dos sentimentos positivos, de pontos fortes, virtudes, talentos, felicidade, bem como as formas que estes podem ser promovidos por sistemas e instituições sociais.


7. A Psicologia está em todos os lugares


Como muitos associam Psicologia à saúde mental ou a algo muito difícil, comumente as pessoas podem pensar que a Psicologia se restringe aos consultórios ou faculdades de Psicologia. No entanto, a Psicologia está em todos os lugares, desde a formulação de métodos de ensino mais eficazes baseados em psicologia da aprendizagem até na organização dos produtos em supermercados e a elaboração de comerciais de produtos que se baseiam em psicologia do marketing.

Outros temas da Psicologia também são conhecidos por todos, como por exemplo identificar sentimentos dos outros e saber como as crianças se desenvolvem. A grande diferença entre esses saberes populares, também chamados de Psicologia do senso comum é que os Psicólogos estudam cientificamente esses conhecimentos. Ao produzir conhecimentos científicos os psicólogos podem ajudar as pessoas de modo mais eficiente, por exemplo sabendo exatamente o que se esperar em cada fase do desenvolvimento das crianças e como ajudar as crianças a atingirem todo seu potencial e melhorar seu desenvolvimento.


8. Psicólogos objetivam  descrever, explicar, predizer e modificar comportamentos.


Como a Psicologia é uma ciência e se utiliza do método científicos, os psicólogos realizam parte de seus estudos observando e descrevendo comportamentos e pensamentos o que possibilita explicar o porque esses comportamentos e pensamentos ocorrem.

As explicações formuladas pelos psicólogos são reunidas em teorias que possibilitam predizer comportamentos e entender como modificá-los para melhorar a vida dos indivíduos e da sociedade como um todo.

Na graduação em Psicologia, os estudantes de psicologia entram em aprendem essas diversas teorias e também aprendem métodos básicos de pesquisa. No mestrado e doutorado os psicólogos aprendem mais sobre essas teorias e métodos de pesquisa e passam também a produzir novas teorias e reformular teorias antigas.


9. A Psicologia oferece muitas possibilidades de carreiras.


Se você pretende fazer uma faculdade de Psicologia irá se surpreender com a variedade de carreiras possíveis. Você encontrará psicólogos em praticamente todos os lugares em que existam pessoas.

Psicólogos podem trabalhar nas mais diversas áreas desde escolas e hospitais até grandes empresas, comunidades, ONGs, no governo, nas forças armadas, em departamentos de trânsito e no planejamento de políticas públicas.

Psicólogos podem ser profissionais autônomos ou trabalhar para alguma empresa e seguir uma carreira tradicional. Eles também podem ser professores de psicologia nos diferentes segmentos educacionais, mas comumente no ensino superior lecionando para futuros psicólogos e pessoas que tenham profissões em que a Psicologia é necessária como em cursos de formação de professores, administradores, marketing e etc.

10. Psicólogos exploram questões básicas e aplicadas.


As vezes pode parecer difícil de entender algumas das questões básicas que psicólogos estudam, por parecerem muito distantes da nossa realidade cotidiana. Porém, psicólogos teóricos precisam estudar questões muito pontuais como, por exemplo, investigar como a intensidade da luminosidade pode afetar a percepção de cores. Resultados de pesquisas como essa podem servir para formular teorias mais aplicadas e orientar questões importantes, como por exemplo, orientar o porquê o vermelho, verde e amarelo são as melhores cores para serem usadas em semáforos, já que o vermelho pode ser visto em distâncias maiores.

A Psicologia aplicada, portanto, se vale dos conhecimentos básicos produzidos em Psicologia para resolver problemas práticos nas mais diferentes facetas da nossa vida.

Enfim, essa lista sintetiza 10 coisas importantes que vão te ajudar a conhecer um pouco mais sobre as diferentes coisas que um psicólogo pode fazer e como a Psicologia está envolvida em nossas vidas diárias, mesmo que não percebamos.

O que você achou desse artigo, você tem alguma dúvida da Psicologia? Deixe seus comentários e compartilhe essa informação com seus amigos.

Fonte: http://www.psicologiaexplica.com.br/dez-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-psicologia/

13 de junho de 2016

Entenda como funciona a orientação vocacional



 
 
Entenda como funciona a orientação vocacional

 

Atualmente, com as constantes mudanças no mercado de trabalho, devido a complexidade e diversificações das funções, as pessoas precisam, cada vez mais, desenvolver habilidades e aptidões para atenderem aos seus próprios interesses e estarem atualizados frente a demanda profissional.

 

A velocidade com que as informações percorrem o mundo, influencia as pessoas a terem atitudes imediatistas. É necessário ter flexibilidade e tranqüilidade ao articular seu conhecimento e experiências para adaptar-se a uma nova realidade.

 

Nos dias de hoje, ter apenas uma formação não basta, é necessário ampliar os conhecimentos teóricos e práticos para enfrentar os desafios e a crescente competitividade no mercado profissional. A seleção se torna mais rigorosa em busca de habilidades específicas.

 

Criar, inovar e transformar o pensamento em ação é o lema que deverá estar presente no novo milênio. A Orientação Vocacional, vem buscando diversas estratégias, para melhor adaptar-se a essa nova realidade. É um atendimento voltado para orientação e informação, que envolve a escolha profissional. É indicado para adolescente e também para adultos que estejam em conflitos com a sua escolha profissional, podendo ou não estar relacionado com as constantes modificações do mercado de trabalho.

 

A finalidade da Orientação Vocacional é avaliar, analisar, esclarecer e informar o examinando suas áreas de interesses, aptidões específicas e gerais, que se apresentam inseridas em suas possibilidades. Revela também, tendências e habilidades em área ou campos de trabalho. O objetivo da Orientação Vocacional é associar esses campos e sugerir caminhos ou tendências profissionais, que possam estar mais próximas das possibilidades, capacidades e interesses do examinando. A Orientação Vocacional pode proporcionar ao examinando uma forma de resolver o "dilema" diante desse momento de decisão.

 

O processo de avaliação é feito através de entrevista, questionários de interesse, testes projetivos, testes de personalidade e teste intelectual.

 

O papel do psicólogo (orientador vocacional) é:

 

- ajudar o examinando a pensar sobre sua própria realidade;

 

- analisar os possível aparecimentos de conflito diante da tomada de decisões em relação ao seu presente e ao seu futuro profissional.

 

O adolescente pode apresentar dificuldades, tais como: mudanças de comportamentos, atitudes agressivas, impulsivas ou de irritabilidade, aumentando a ansiedade na tomada de uma decisão. Angústia e medo frente ao futuro leva-o, principalmente, a sentir-se inseguro e perdido, é comum esses sintomas aparecerem nesse período de definição.

 

A decisão é uma escolha pessoal. Cabe ao orientador acompanhar o orientando em suas reflexões, auxiliando-o a definir de maneira mais lúcida e segura sua escolha para que seja integrada, harmoniosa e feliz consigo mesma.

 

 

Estratégia escolar - programa de trabalho integrado nas escolas

 

É um programa criado para atender os alunos de segundo e terceiro colegial.

 

Será feito entrevistas individuais, dinâmicas de grupo, questionários, com dados pessoais, e de interesse, aplicação de testes de personalidade e aptidões específicas e teste intelectual.

 

 

O programa de Orientação Vocacional se estende também com uma estratégia específica e inovadora como:

 

Perceber e desenvolver a sua melhor forma de aprender, lembrar e expor os conhecimentos adquiridos;

 

Acessar memórias com maior facilidade;

 

O estado em que você se encontra influencia suas respostas;

 

Ciclos ultradianos - identificando o tempo do seu corpo;

 

Realidade individual - estruturação do pensamento;

 

Focalizando a atenção;

 

Governando o estresse.

 

Esse trabalho tem o interesse de diminuir a ansiedade proveniente de provas e vestibulares para que o aluno possa administrar com mais tranqüilidade e eficácia seus conhecimentos.

 

Fonte: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/4185-entenda-como-funciona-a-orientacao-vocacional

28 de maio de 2016

Transtorno Histriônico da Personalidade


 
 
Transtorno Histriônico da Personalidade

(Vulgo Histeria)

 

A pessoa com transtorno histriônico tem como traço básico da personalidade uma desadaptação às possibilidades existenciais normais, reagindo sempre com um exagero, com um faz-de-conta para os outros e para si mesma.

 

As vivências da personalidade histriônica são sempre teatrais, seja na vida de relação, seja consigo mesma. Seus relacionamentos são mais dramáticos, há mais ciúme, mais inveja, mais mágoa, mais atração, mais sedução... Seus sintomas são mais exuberantes, suas queixas mais contundentes, sua sensibilidade mais exaltada.

A maneira histriônica, teatral e fabricada, de se relacionar com a vida não é conscientemente determinada, embora tenha certa intencionalidade. Quando a pessoa histriônica questiona sobre a origem de seus sintomas perguntando se “você acha que eu quero estar doente?”, é bom lembrar que as atitudes histriônicas são involuntárias e intencionais, ou seja, a pessoa não opta para agir e sentir a vida histrionicamente, isso vem de sua personalidade, não obstante, pode haver um propósito ou objetivo inconsciente para sua teatralidade.

Paralelo à teatralidade, a personalidade histriônica se aproxima da mentira e se afasta da afetuosidade autêntica. Isso, algumas vezes, dificulta relacionamentos afetivos estáveis ou mais profundos. Boa parte dos problemas psicológicos ou orgânicos da pessoa histriônica é conseqüência da inclinação a enganar a si mesma sobre a natureza de seus próprios sentimentos. Trata-se de um auto-engano, sufocando ou ocultando de si mesma seus sentimentos autênticos.

Personalidade histriônica é sinônimo de personalidade histérica, um termo criado possivelmente para ludibriar as pessoas que usam o termo histérico quando querem depreciar alguém. O transtorno histriônico de personalidade é caracterizado por um comportamento colorido, dramático e extrovertido, enfim, sempre exuberante. Está classificado no 2º. grupo dos transtornos de personalidade, onde estão os casos que apresentam comportamento com tendência à dramaticidade, apelação e emoções que se expressam intensamente.

As pessoas histriônicas tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações sempre que percebem não ser o centro das atenções, quando não recebem elogios e aprovações. Por outro lado, freqüentemente são pessoas animadas e dramáticas, tendem a chamar as atenções sobre si mesmas e podem de início, devido ao seu entusiasmo, encantar as pessoas com as quais travam conhecimento.

As pessoas com esse tipo de transtorno da personalidade manifestam pronunciados traços de vaidade, egocentrismo, exibicionismo e dramaticidade. Atrai muito a personalidade histriônica os estímulos externos potentes, os escândalos, as sensações, as celebridades, enfim, tudo que impressiona, que seja desmedido, incomum ou extremo. No afã de representar um papel mais glorioso, os histriônicos fazem teatro para si e para todos os outros, sua grande platéia. Pode haver momentos onde já não sabem onde termina a realidade e começa a fantasia, passando a acreditar em seus próprios mitos e em suas próprias encenações.

Para a personalidade histriônica atrair as luzes dos refletores ela necessita representar sempre um papel interessante, mesmo que isso custe o mal estar de outras pessoas e ainda que essas outras pessoas sejam entes queridos. Quando não chama atenção pela doença, o faz através do papel de mártir, de sofredora. A representação teatral como vítimas, menosprezadas, coitadinhas, enfim, esse papel de “a grande sofredora desinteressada” tem o nome de messianismo.

Uma das marcas mais características das pessoas com Transtorno da Personalidade Histriônica é tentar controlar as outras pessoas através da manipulação emocional ou sedução. Por causa disso, e depois de algum tempo, eles tendem afastar os amigos com as exigências de constante atenção.

As mães com esta personalidade podem idealizar manobras que fazem seus filhos se compadecerem de seu estado "lastimável" e provocar arrependimentos vários. São pessoas que estão sempre a se queixar de incompreensão dos outros, mas jamais tentam compreender os outros ou entender que os outros não têm obrigação de compreendê-los.

Devido ao fato das pessoas histriônicas cultuarem a doença e as queixas somáticas elas acabam atribuindo todos seus fracassos ou limitações a eventuais transtornos orgânicos que as perturbam, apesar de sua “sempre presente boa vontade”. A somatização, dissociação e repressão são os mecanismos de defesa mais intensamente utilizados pelos histriônicos.

Sexualmente a personalidade histriônica determina nas pessoas um comportamento sedutor, provocante e com tendência a erotizar mesmo as relações não sexuais do dia-a-dia. As fantasias sexuais com as pessoas pelas quais estão envolvidos são comuns e, embora sejam volúveis, o arremate final do jogo sexual costuma não ser satisfatório. Essa característica de desempenho sexual problemático faz com que as pessoas histriônicas sejam consideradas pseudo-hiper-sexuais.

O DSM-IV  e o CID-10 recomendam como critérios para o diagnóstico do Transtorno Histriônico da Personalidade, um padrão generalizado de excessiva emotividade e busca de atenção, indicado pelas seguintes características:

Critérios estabelecidos pelo DSM-IV e pelo CID-10 para o diagnóstico de Transtorno Histriônico da Personalidade

a) busca constante ou exigência de afirmação, aprovação ou elogios;
b) autodramatização, teatralidade e expressão exagerada das emoções;
c) alta sugestionabilidade, facilmente influenciada pelos outros ou por certas circunstâncias;
d) sedução inapropriada em aparência ou comportamento;
e) preocupação excessiva com a atratividade física;
f) expressão de emoções exageradamente;
g) expressão de emoções rapidamente mutável;
h) egocentrismo nas satisfações;
i) intolerância severa às frustrações e à não-satisfação;
j) discurso impressionista e superficial.
 

  

O Transtorno da Personalidade Histriônica proporciona um alto grau de sugestionabilidade. Suas opiniões e sentimentos são facilmente influenciados pelos outros e por tendências do momento. Muitas vezes a pessoa histriônica considera os relacionamentos mais íntimos do que são de fato, dirigindo-se a qualquer pessoa recém conhecida como "meu querido, meu amigo" ou chamando pessoas que deveriam determinar um relacionamento formal pelo seu prenome sem nenhum cuidado com a titularidade.

As pessoas com Transtorno Histriônico da Personalidade costumam ter intolerância ou frustração mais forte que os demais, costumam não se adaptar em situações que envolvem adiamento da gratificação (não sabem esperar), sendo que suas ações freqüentemente são voltadas à obtenção de satisfação imediata.

 

Fonte: http://www.consultoriodamente.com/index.php?option=com_content&view=article&id=184:transtorno-histrionico-da-personalidade&catid=48:salas-de-estudos-tecnicos&Itemid=65