Psicologa Organizacional

13 de julho de 2016

Aplicação da Musicoterapia em Tratamentos Psicológicos e Clínicos


 
 
Aplicação da Musicoterapia em Tratamentos Psicológicos e Clínicos

 

A música como uma forma de tratamento tem sua origem não muito bem definida. Na antiguidade já foi muito utilizada em rituais de eliminação ou banimento de espíritos que acreditavam residir nos corpos dos enfermos. Em tal época todas as doenças eram tratadas de forma a ser uma agressão a alma e não ao corpo. Porém, como forma estruturada surgiu apenas a partir em 1950 nos Estados Unidos com o surgimento dos primeiros musicoterapeutas.

A musicoterapia é uma ciência que tem como objetivo realizar uma reabilitação neurológica a partir da interação do paciente com o ritmo, melodia e harmonia de uma música, além de atividades psicomotoras que possam ser desenvolvidas a partir destes princípios.

Já foi comprovada a efetividade terapêutica do uso destes métodos para o tratamento de vários distúrbios neurológicos e psíquicos como: Depressão, Transtorno bipolar, Esquizofrenia, dentre outros. Além disso, também é utilizado com grande sucesso para reabilitação de pacientes que sofreram lesões por acidente vascular cerebral, traumatismo crânio encefálico e degeneração neurológica.

Porém, não é necessário estar enquadrado nas situações acima para usufrui de benefícios dessa técnica. Já foi comprovado que a musicoterapia pode gerenciar o estresse, melhorar a memória, a socialização e a cognição de um indivíduo.

Uma vez observados esses aspectos o objetivo deste artigo será fazer uma breve revisão sobre como a musicoterapia é vista sobre a ótica da medicina e da psicologia. Para tal, foi realizada uma revisão da literatura existente, com pesquisa realizada de Setembro a Novembro de 2015, nas bases de dados Scielo e Google Acadêmico utilizando-se dos termos: Musicoterapia, Distúrbio bipolar e musica Depressão e música, Esquizofrenia e música e Neurociência e Música. A pesquisa foi realizada sem distinção de língua ou data de publicação.

2. Desenvolvimento


2.1 A musicoterapia utilizada em distúrbios psíquicos


A música é um elemento dinâmico que através do ritmo, do timbre, da harmonia leva o indivíduo as mais variadas sensações físicas e emocionais estimulando o pensamento, a reflexão, movimentação e pode despertar tanto a agitação como trazer tranquilidade ou irritação. Por isso a musica pode ser amplamente utilizada em tratamentos de ordem emocional ou mental como pacientes com transtornos esquizofrênicos, depressão, bipolaridade, entre outros.

De acordo com o estudo realizado por Costa e Vianna (1984) a música tem o poder de invadir a interioridade do ser e de desobstruir canais de comunicação, desde os níveis mais profundos, o que poderá ser de utilidade no tratamento do esquizofrênico, preso em seu mundo particular.

Segundo Costa e Vianna (1984):

O esquizofrênico, por meio da produção de sons organizados, começa a expressar algo da realidade interna que constitui seu modelo de mundo, particular e por isto aparentemente caótico, relacionando-se e comunicando-se através da linguagem musical. Cabe ao terapeuta auxiliar o paciente a tornar explícitas estas emoções e sentimentos, trazendo para a linguagem verbal o que estava implícito tanto nas manifestações musicais quanto em seus comentários, o que dará ao paciente uma ampliação de seu leque de alternativas e uma possibilidade de modificação de seu modelo patológico.

Dentre estes distúrbios, o transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica que é caracterizada por episódios de alterações bruscas de humor. Segundo Passoni (2006) a musicoterapia pode servir de ajuda para quem sofre desse transtorno no que diz respeito à comunicação, socialização e auto-expressão, pois se utiliza de uma abordagem não invasiva possibilitada pela música, que acaba por fortalecer estas habilidades, podendo induzir uma mudança de comportamento.

Para alguns autores a musicoterapia pode propiciar efeitos benéficos ao paciente depressivo, induzindo uma sincronização de sentimentos influenciada pela a música capaz de melhorar seu quadro clínico.

De acordo com Silva, Zanini e Pereira (entre 1996 e 2015):

Acredita-se que a musicoterapia tem condição de ajudar o paciente a entrar em contato com suas emoções, sentimentos e expressá-los através de músicas, instrumentos, sons, corpo ou qualquer outra forma que venha facilitar essa liberação de sentimentos. Quando o paciente expõe seus sentimentos, a carga fica mais leve, a culpa diminui, as relações interpessoais melhoram, as músicas alegres emergem com mais facilidade e, consequentemente, os sintomas da depressão diminuem, causando menor sofrimento. Logo, seu corpo, sua alma e sua psique cantam e dançam, enfim, agradecidos, pois o musicoterapeuta considera as potencialidades, aceitando que cada pessoa é ímpar, singular e subjetiva!

2.2 A musicoterapia aplicada à clínica médica


Para a medicina a musicoterapia tem uma ação ainda pouco estudada, porém com algum sucesso terapêutico. Além dos distúrbios psicomotores, já existem estudos que comprovam como a música pode afetar a amamentação de um recém-nascido, diminuindo a ansiedade materna e levando a continuidade da amamentação natural por um período mais longo (ARNON, 2011), bem como estimular um melhor desenvolvimento do recém-nascido devido às alterações que a música causa em frequência cardíaca e respiratória, saturação de oxigênio, pressão arterial e temperatura corporal (SILVA et al.,2013).

Alguns cientistas atribuem o efeito terapêutico da musicoterapia a atividade de neurônios espelhos. ”Os neurônios espelho, quando ativados pela observação de uma ação, permitem que o significado da mesma seja compreendido automaticamente (de modo pré-atencional) que pode ou não ser seguida por etapas conscientes que permitem uma compreensão mais abrangente dos eventos através de mecanismos cognitivos mais sofisticados“ (LAMEIRA, GAWRYSZEWSKI e PEREIRA, 2006). Ou seja, a partir da percepção de um estimulo estes neurônios são ativados de forma reflexa, de forma que o corpo se prepare para realizar uma resposta condizente. Este estímulo pode ser de qualquer natureza, inclusive musical.

Outra ideia é a de que a música induziria ações de plasticidade sináptica, ou seja, a capacidade de um neurônio criar novas conexões em função do ambiente. A música é uma ferramenta capaz de causar essas alterações neurais se tornando possíveis de serem benéfica psiquicamente e cognitivamente. Já existe um estudo que comprova que músicos profissionais têm um desempenho cognitivo e motor superior devido a plasticidade sináptica (RAGERT et al, 2004), da mesma forma a musicoterapia poderia ser utilizada como forma terapêutica para doenças como o autismo.

Uma teoria não exclui a outra e autores como Piazzetta (2014) trazem ambas as opções para explicar o sucesso terapêutico da musicoterapia no tratamento de diversas enfermidades. De fato é esta interação com a música e às vezes a interação social que vem desta atividade que proporciona o estímulo necessário para amenizar um problema e melhorar a qualidade de vida do sujeito.

É importante ressaltar que o efeito adquirido da musicoterapia não só depende de estar recebendo o estimulo musical, vai variar em relação ao tipo de estímulo em relação à amplitude, ritmo e frequência (SILVA et al.,2013), além da qualidade do profissional para selecionar a atividade necessária para o tratamento e saber conduzi-la com êxito.

3. Conclusão


A partir do levantamento de vários artigos, foi possível constatar que os benefícios da musicoterapia para pacientes com distúrbios psicológicos e na clínica médica, são diversos e de extrema relevância para o sucesso terapêutico.

Associada a outros tipos de tratamento a musicoterapia é capaz de intensificar o efeito terapêutico e até mesmo melhorar a qualidade de vida de um indivíduo. A atuação conjunta entre os diversos profissionais, entre médicos, psicólogos e musicoterapeutas, é extremamente positiva, pois possibilita a realização de um tratamento holístico, voltado para todos os aspectos da vida da paciente em questão.

Portanto, o desenvolvimento deste trabalho foi extremamente enriquecedor não apenas para nossa formação acadêmica, mas também para nossas futuras atividades profissionais, pois permitiu reconhecer que os aspectos que vão além do orgânico e do bioquímico.

4 de julho de 2016

Dificuldades de Aprendizagem: Um Olhar Pedagógico e Psicológico sob a Perspectiva de Ensino/Aprendizagem


Dificuldades de Aprendizagem: Um Olhar Pedagógico e Psicológico sob a Perspectiva de Ensino/Aprendizagem


 


1. Introdução


Somos seres singulares e com subjetividades distintas, principalmente no que se refere ao modo de compreender, pensar e expressar algo. Cada um de nós, temos um tempo de processamento de informação diversificado, e este fator é concomitantemente alterado quando englobamos aspectos ambientais, emocionais e afetivos do indivíduo em formação.

Sabe-se que o ensino de forma geral ainda deixa a desejar, e que muitas vezes perante a falta de estímulos e motivação "adequados" para os professores, esse quadro fica ainda mais agravante, pois eles refletem sua baixa autoestima na sala de aula. Não podemos esquecer o velho sistema de ensino que também é outro fator que, ao invés de contribuir plenamente com esse processo de ensino/aprendizagem, se contradiz no momento em que impõe regras incongruentes na área educacional, de que, por exemplo, mediante certa faixa etária não se pode reprovar.

Pode-se compreender então que muitos discentes são aprovados sem atingirem a meta necessária, tendo que adequar-se a outra série e, deste modo, abarcando suas dificuldades na aprendizagem.  É muito comum encontrarmos um grande percentual de casos semelhantes a esse e que são rotulados como preguiçosos, desleixados, com déficit de atenção, dentre outras nomenclaturas pertinentes.

Como diz Visca (1987), "os vínculos afetivos que o indivíduo fixar com o objeto da aprendizagem, possibilita impedimentos ou possibilidades".  Complementando o pensamento do autor anteriormente citado, Kaplan (1990) enfatiza que: "a aprendizagem pode ser definida como mudança no comportamento que resulta tanto da prática quanto da experiência". Em outras palavras, fazendo a ponte de entendimento perante as definições de aprendizagem ditas acima, salienta-se que este desenvolvimento ocorre independentemente da faixa etária da pessoa e  está estritamente relacionada com as vivências diárias, seja ela positiva ou negativa, pela qual perpassa.

É importante a equipe pedagógica juntamente com o professor, ficarem atentos com as crianças principalmente na fase de alfabetização, pois é neste período que se identifica possíveis problemas relacionados à dificuldade ou distúrbio de aprendizagem. Em comentário a essa questão o autor aponta que

A dificuldade de aprendizagem pode ser caracterizada sobre duas perspectivas: dificuldade de aprendizagem decorrente de desordens neurológicas que interferem na percepção, integração, ou até de informação, caracterizando-se no aluno e na realização escolar; dificuldades de aprendizagem relacionada na aprendizagem que reflete numa incapacidade na leitura, escrita, desenvolvimento de cálculos para aquisição de aptidões sociais (PILETTE, 2002).

Como já comentado, é na escola que grande maioria dos casos são detectados. Por isso, torna-se primordial que assim que diagnosticado os primeiros sinais da dificuldade e/ou distúrbio, a escola juntamente com os pais formem uma parceria ainda mais findada com o objetivo de buscar auxílio profissional adequado, seja ele o psicopedagogo, psicólogo, neurologista, médico, entre outros, para melhores orientações a respeito das metodologias ou possíveis tratamentos.

Em breves palavras, ressalta-se que a dificuldade é distinta do distúrbio de aprendizagem. Isto interfere na definição de ambos e no processo relacionado à dinâmica educacional que cada discente necessitará, caso apresente aspectos congruentes a este fator. É preciso, mesmo que haja ainda uma defasagem estrutural escolar, mediante várias facetas, que sejam identificados com mais atenção na educação infantil, os primeiros comportamentos que levem a suspeita da problemática neste trabalho abordada, pois quanto mais cedo se "descobre", melhores resultados poderão ser atingidos com as orientações assertivas, tendo como subsídio para tal procedimento, a escola, a família e a equipe de profissionais específicos que darão o apoio mediante o quadro apresentado.

2. Dificuldades de Aprendizagem: Um olhar pedagógico e psicológico sob a perspectiva de ensino/aprendizagem


Embora tenham ocorrido muitas mudanças nos últimos tempos em termos de avanços tecnológicos dentre outros, podemos ainda pontuar um dos problemas pelo qual infelizmente ainda perpassa-se na atualidade, que é a falta de informações básicas a respeito da distinção do que é dificuldade e distúrbio de aprendizagem. Em muitos casos, até mesmo a própria escola não consegue identificar nos primeiros anos do educando tal problemática, pois às vezes não possui capacitação para lidar com esse tipo de situação no âmbito educacional.

Levamos em consideração que a família por sua vez, apesar de ser a principal referência na constituição do ser, também na maioria dos casos não consegue diagnosticar se a criança têm ou não o distúrbio e/ou a dificuldade de aprendizagem. Giurlane (2004) afirma que a influência familiar é significativa tanto sobre os problemas de comportamento como sobre as dificuldades no aprendizado acadêmico.  Em virtude do que foi mencionado, vejamos o que Smith fala sobre esse contexto: 

O desenvolvimento individual das crianças também é maciçamente influenciado por sua família, pela escola e pelo ambiente da comunidade. Embora supostamente as dificuldades de aprendizagem tenham uma base biológica, com frequência é o ambiente da criança que determina a gravidade do impacto da dificuldade. [...] Embora as dificuldades de aprendizagem sejam consideradas condições permanentes, elas podem ser drasticamente melhoradas, fazendo mudanças em casa e no programa educacional da criança (p. 20 e 21, 2001).

Podemos complementar o discurso enfatizado, relevando a hipótese de quando o diagnóstico é feito tardiamente ou quando não se é realizado os procedimentos adequados, a criança sofrerá consequências mais severas, porém nada impede que essas "dificuldades de aprendizagem" sejam sanadas.

Correia e Martins (2005) cita que: "numa perspectiva educacional, as dificuldades de aprendizagem refletem uma incapacidade ou impedimento para a aprendizagem da leitura, escrita ou cálculo para aquisição de aptidões sociais". Aproveitando fio da meada da concepção dos autores anteriormente ressaltados, vale destacar que todo distúrbio de aprendizagem acarreta consequentemente a dificuldade de aprendizagem, pois está ligado a fatores neurológicos, genéticos, etc., porém nem toda dificuldade de aprendizagem pode ser considerada um distúrbio. A dificuldade pode está sendo ocasionado por aspectos ambientais, sociais, familiares, biológicos, culturais, dentre outros.  Acerca do tema em apreço, contemplemos a seguinte definição, que abrange de modo mais "concreto" o que fora abordado até o momento:

Distúrbio de Aprendizagem (DA) como um grupo heterogêneo de transtornos que se manifesta por dificuldades significativas na aquisição e uso da escrita, fala, leitura, raciocínio ou habilidade matemática. Estes transtornos são intrínsecos ao indivíduo, supondo-se ocorrerem devido à disfunção do sistema nervoso central, e que podem ocorrer ao longo do ciclo vital. Podem existir, junto com as dificuldades de aprendizagem, problemas nas condutas de auto-regulação, percepção e interação social, mas não constituem, por si só um distúrbio da aprendizagem. Podem ocorrer concomitantemente com outras condições incapacitantes ou com influências, extrínsecas porém não são o resultado dessa condição (HAMMILL, 1988/1991).

Através das rápidas pinceladas descritas sobre os fatores e as distinções que englobam as dificuldades e o distúrbio de aprendizagem, co-relacionaremos  neste momento a "teoria" com a prática, por intermédio de duas entrevistas realizadas na qual serão relatadas a seguir. Vale apena frisar que os trechos são algumas informações relevantes das entrevistas e que por questões de sigilo, os nomes das profissionais serão substituídos por siglas fictícias.

J. S. é professora de História e está atuando há 20 anos na área.  Através de suas experiências, diz que a maior causa das dificuldades de aprendizagem geralmente  se dá pela falta de interesse e mal comportamento de alguns alunos e pela ausência de acompanhamento adequado dos pais na carreira estudantil de seus filhos.  Já em contrapartida, para G. M. que está atuando no ramo de educação infantil há 7 anos, realça em seus relatos experienciais, que compreende as causas da dificuldades de aprendizagem como um desafio, que pode superar com os próprios esforços. Sabendo das dificuldades que todos discentes passam independente se estudam na rede pública ou privada, é interessante e primordial distinguir se este problema está sendo gerado por algum motivo de base emocional/afetiva ou se tem resquícios de origem biológica/orgânica ou neurológica.

Destacando e interligando esta vertente, questionamos as professoras, se o distúrbio é distinto da dificuldade de aprendizagem. Para J. S.: “-Não, dificuldades surgem no decorrer do processo em estudo, onde pode aparecer algumas dificuldades que são sanadas. Enquanto distúrbios são características específicas que o aluno apresenta”. Mas, para G. M.: “- Não, quando o aluno tem dificuldade, o professor pode ajudar. Mas quando é um distúrbio precisa também da ajuda de outras pessoas.” Em comentário a esta questão referida, Mazer et. Al sugere que:

Uma criança que apresenta dificuldade de aprendizagem, provavelmente, já passou por diversas cadeias de circunstâncias desfavoráveis para o seu desenvolvimento  e essa dificuldade, se persistir, também acarretará novos prejuízos psicossociais, que, por sua vez, também contribuirão para a manutenção ou intensificação dos problemas de aprendizagem” (p. 15, 2009)

Cabe neste instante, também verificar os esclarecimentos de Vallet (1977), que em seu dizer expressivo, menciona que “o termo distúrbio de aprender tem sido usado para indicar uma perturbação ou falha na aquisição e utilização de informações ou na habilidade para solução de problemas”. Vimos através das reflexões teóricas expostas nas citações, a contextualização mais específica de cada resposta dada pelas docentes quando se referiram as divergências de dificuldades e/ou distúrbio de aprendizagem. Em outro ponto da entrevista, quando focado sobre a compreensão acerca do fracasso escolar e/ou problemas de aprendizagem, os relatos foram bem contraditórios com olhares peculiares a respeito. Para J. S.:  “- o problema da aprendizagem ou fracasso escolar pode ser compreendido através de vários  fatores, depende da visão de quem conceitua, porém o maior está na família". Na perspectiva de G. M., ela diz que:  “- vejo o fracasso escolar como espelho que reflete em situação da escola causando a dificuldade de aprendizagem. Se a gestão pedagógica não procurar ajuda adequada, isto tenderá a crescer e causar outros problemas.” Ciasca (p. 29, 2003), traça o seguinte esclarecimento:

Ensinar e aprender são processos lentos, individuais e estruturados, quando não se completam por alguma falha interna ou externa surgem os distúrbios e as dificuldades de aprendizagem, levando a criança não só à desmotivação quanto ao desgaste e à reprovação, transformando-a num rótulo dentro da escola, "perturbando" pais e professores que buscam, a partir daí, de classificá-las e, se possível, encontrar uma solução objetiva para o quadro. Assim, o processo de avaliação e intervenção deve ser considerado com preocupação, levando-se em consideração esses e outros fatores importantes para se resolver o problema do não aprender na escola.

Por todos os argumentos apresentados, torna-se nítido os pontos discrepantes perante as entrevistas. Porém, vale lembrar que a diferença entre o tempo de atuação e formação das professoras varia em média 13 anos. Isto já é um detalhe a ser destacado, pois mostra a necessidade dos profissionais da educação irem em busca de novas especializações e não se prender as "mesmices" que absolveu em sua graduação.

Nos dias atuais, é considerável ter uma visão mais ampla e sistêmica dos fatos, principalmente quando se trata da área educacional. Posta assim a questão, refletimos sobre os métodos de ensino, sobre as concepções emocionais, psíquicas e afetivas, interpessoais, estrutura econômica e familiar, dentre outros exemplos que tanto o professor, aluno, pai/mãe, perpassam. Em razão disso, é de suma relevância a procura de conhecimentos/informações confiáveis além de profissionais adequados e capacitados, para conseguir diferenciar e possivelmente diagnosticar a problemática causadora do fracasso escolar nas crianças em seus primeiros anos como discentes, corroborando da melhor forma cabível em seu processo de desenvolvimento escolar e pessoal. 

3. Metodologia


O presente trabalho foi desenvolvido a partir de uma entrevista desenvolvida pelas acadêmicas e aplicada com duas profissionais da área escolar. Foram realizadas pesquisas em artigos e outros referenciais, estudo de caso mediante as informações obtidas (na entrevista) sobre as dificuldades no contexto escolar e consequentemente, a integração discursiva entre a teoria e a prática, quanto aos temas abordados nas aulas da atual disciplina.

4. Conclusão


Em vista dos resultados obtidos da entrevista, ficou evidente que é necessário a atualização constante dos profissionais da área da educação, para capacitar-se melhor mediante situações de alunos que apresentam dificuldades e/ou distúrbios da aprendizagem.

Em outra interface da problemática, percebe-se através dos relatos e de pesquisas que, quando o profissional da educação identifica o distúrbio e/ou a dificuldade de aprendizagem juntamente com a família e não buscam informações adequadas, esse quadro pode resultar em rotulações, exclusões sociais, evasões escolares, dentre outros aspectos que afetam de forma significativa seu desempenho intelectual, emocional e psíquico.

Em virtude das considerações supracitadas, chega-se a uma análise sucinta de que estamos constantemente expostos a estímulos que nos levam a atualizar nossos conhecimentos. Ou seja, o processo de aprendizagem é contínuo, individual, acumulativo e integrativo. Nesse sentido, deve-se dizer que as diferenças singulares levam algumas pessoas a serem mais lentas no desenvolvimento de aprendizagem, enquanto outras nem tanto. Por esta razão é importante salientar o quão importante e perspicaz os profissionais da área escolar e as famílias passarem a ter conhecimentos de pelo menos alguns dos detalhes que distinguem se a criança têm problemas de adquirir novos saberes, e também quando detectado, onde de fato se enquadram, em termos de possuírem ou não, evidências características de dificuldades e/ou de distúrbios de aprendizagem, para então a criança ser encaminhada aos profissionais cabíveis a situação que se encontra. 

Os Benefícios do Acompanhamento Psicológico em Mulheres Mastectomizadas devido ao Câncer de Mama


Os Benefícios do Acompanhamento Psicológico em Mulheres Mastectomizadas devido ao Câncer de Mama


 


O câncer de mama é uma doença que ainda hoje, é capaz de desencadear diferentes tipos de sentimentos, questionamentos e debates. Trata-se de uma condição que afeta milhares de mulheres em todo o mundo, e que apesar dos avanços técnicos, científicos e operacionais no campo da Medicina, ainda possui elevadas taxas de mortalidade. Diante disso, ser diagnosticada com o câncer de mama e ter que se submeter aos diversos tipos de tratamento, incluindo a mastectomia (intervenção cirúrgica), pode desencadear consequências negativas para o psicológico e para o fisiológico dessas mulheres.

Nesse contexto, o presente artigo teve por objetivo compreender os benefícios que o acompanhamento psicológico é capaz de proporcionar às pacientes submetidas à mastectomia decorrente de um câncer de mama. Para isso, utilizou-se como metodologia uma revisão de literatura, sendo utilizados onze artigos, pesquisados na base de dados do Scielo, compreendidos entre 1993 e 2008. Este material, a partir de um processo de investigação, análise, síntese e interpretação de dados, possibilitou o fornecimento dos subsídios necessários para que o objetivo do artigo fosse alcançado.

Inicialmente, foi realizada uma breve abordagem sobre a patologia. O câncer de mama é uma doença que ocorre devido à proliferação desordenada de células neste órgão, que por sua vez, levam ao desenvolvimento de nódulos e que podem migrar para diversos sítios de implantação no organismo (metástase). Tais nódulos são possíveis de serem identificados através do auto-exame da mama. Com isso, este procedimento deve ser incentivado e propagado, pois a detecção precoce do câncer de mama, melhoram o prognóstico da doença e aumentam as possibilidades de cura.

Após esta abordagem, discutiu-se sobre as formas de tratamento e suas possíveis consequências para a mulher. Nem sempre a intervenção cirúrgica é necessária, sendo nesses casos o tratamento feito por outros meios, como, por exemplo, através da radioterapia e/ou quimioterapia. Entretanto, quando se faz preciso, a mastectomia é capaz de desencadear preocupações, medos, insegurança e descontentamento nestas pacientes, pois muitas questionam sua identidade feminina e sua aceitação social após a cirurgia.

Tais sentimentos negativos podem evoluir para quadros de ansiedade grave e até mesmo depressão. Além disso, estudos apontam que problemas psicológicos podem reduzir a responsividade do sistema imunológico, além de possibilitar um aumento na taxa de não adesão ao tratamento.

Assim, fez-se necessário a realização de uma discussão sobre a importância do acompanhamento psicológico nas pacientes submetidas à mastectomia. Esse tipo de acompanhamento é capaz de facilitar a compreensão da mulher sobre a situação em que está submetida, possibilitando o desenvolvimento de estratégias que a ajude a enfrentar seus conflitos e as situações estressantes vivenciadas durante o tratamento contra o câncer. Além disso, é extremamente importante que nesse processo exista uma integração e uma participação ativa dos familiares e da equipe de saúde envolvida na terapêutica, pois assim a paciente se sentirá acolhida e isso irá influenciar de forma benéfica todos os aspectos do seu adoecimento, de forma global e humanizada.  

2. Desenvolvimento


 2.1 O câncer de mama


O câncer de mama ou carcinoma mamário, de acordo com Andrade e Duarte (2003), pode ser definido como o “resultado de multiplicações desordenadas de determinadas células que se reproduzem em grande velocidade, desencadeando o aparecimento de tumores ou neoplasias malignas”. De acordo com estes mesmos autores, tal doença pode vir a afetar tecidos vizinhos e provocar metástases. Afirmam ainda que este tipo de câncer aparece sob forma de nódulos e, na maioria das vezes, podem ser identificados pelas próprias mulheres, por meio da prática do autoexame.

Os cânceres ou neoplasias malignas vêm assumindo um papel cada vez mais relevante entre as doenças que acometem a população feminina, representando, no Brasil e no mundo, importante causa de morte entre as mulheres adultas. O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o primeiro entre as mulheres (SILVA, 2008).

O Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde responsável, entre outras ações, pela prevenção dos mais variados tipos de câncer, admite que a maioria das ações dirigidas para o controle do câncer de mama são voltadas para a sua detecção precoce. São três as ações de saúde consideradas fundamentais para o diagnóstico precoce do câncer de mama: a) auto-exame das mamas, realizado de forma adequada; b) exame clínico das mamas, feito por um profissional especializado e; c) mamografia. Essas ações podem contribuir para que, no surgimento de um tumor maligno, o tratamento apropriado não requeira uma intervenção cirúrgica agressiva para o corpo feminino (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2000).

O prognóstico do câncer de mama é bom, caso o diagnóstico e tratamento seja realizado precocemente e de forma oportuna. Nesse contexto, “o principal fator que dificulta o tratamento o estágio avançado em que a doença é descoberta. Em nosso país, a maioria dos casos são diagnosticados em estágios avançados, correspondendo acerca de 60% dos diagnósticos, por isso o número de mastectomias realizadas no Brasil é considerado alto” (MAKLUF, DIAS e BARRA, 2006).

2.2 O tratamento e suas consequências


A mastectomia é o tratamento primário no câncer de mama. Trata-se de uma intervenção cirúrgica que pode ser restrita ao tumor, atingir tecidos circundantes ou até a retirada da mama, dos linfonodos da região axilar e de ambos os músculos peitorais. A mais frequente, em torno de 57% das intervenções realizadas, é a mastectomia radical modificada, aquela que remove toda a mama juntamente com os linfonodos axilares. Tratamentos complementares geralmente são necessários, como a radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. O prognóstico e a escolha do tratamento são embasados na idade da paciente, estágio da doença, características do tumor primário, níveis de receptores de estrógeno e de progesterona, medidas de capacidade proliferativa do tumor, situação da menopausa e saúde geral da mulher (MALZYNER, CAPONERO e DONATO, 2000).

A cirurgia que promove a remoção da massa tumoral (a mastectomia nesse caso), apesar de frequente, nem sempre é um procedimento necessário. Este recurso pode levar a uma mutilação (parcial ou total) da mama. Assim, de acordo com Rossi e Silva (2003), “esse procedimento altamente invasivo traz repercussões emocionais importantes, danificando não somente a integridade física, como também alterando a imagem psíquica que a mulher tem de si mesma e de sua sexualidade”.

Silva (2008) complementa, afirmando que, “pelas suas características, o tratamento traz repercussões importantes no que se refere à identidade feminina”. Isso ocorre devido ao fato de que além da remoção da mama de forma total ou parcial, os tratamentos complementares podem desencadear outros efeitos, como, por exemplo, a perda dos cabelos, alterações no ciclo menstrual, e até mesmo uma possível infertilidade. Todos estes fatores contribuem com a fragilização crescente do sentimento de identidade na mulher.

A partir do diagnóstico confirmado, a paciente vê sua vida tomar um rumo diferente do que poderia imaginar, já que o câncer pode acarretar alterações significativas nas diversas esferas da vida como trabalho, família e lazer. Dessa forma, acaba trazendo implicações em seu cotidiano e nas relações com as pessoas do seu contexto social (VENÂNCIO, 2004).

Sales et al (2001) ao realizarem pesquisas à cerca da qualidade de vida de mulheres tratadas contra o câncer de mama, associando este tratamento ao funcionamento social, “evidenciam que as mudanças no trabalho, lazer, relações familiares e sociais dessas mulheres são provocadas mais por problemas psicológicos do que físicos”.

2.3 O acompanhamento psicológico


Diante das alterações emocionais e psicológicas vivenciadas pelas mulheres submetidas à mastectomia, o acompanhamento psicológico pode funcionar como um potente e benéfico recurso terapêutico.

De acordo com Gimenez (1997), “o psicólogo atuante na área de psicologia oncológica visa manter o bem-estar psicológico do paciente, identificando e compreendendo os fatores emocionais que intervêm na sua saúde”. Além disso, de acordo com esses mesmos autores pode-se definir também como possíveis objetivos para o trabalho desses profissionais: “prevenir e reduzir os sintomas emocionais e físicos causados pelo câncer e seus tratamentos, levar o paciente a compreender o significado da experiência do adoecer, possibilitando assim re-significações desse processo”.

Em sua atuação, o psicólogo deve estar atento também aos distúrbios psicopatológicos, como depressão e ansiedade graves. Sua prática é exercida em todas as etapas do tratamento, habilitando o paciente a confrontar-se com o diagnóstico e com as dificuldades dos tratamentos decorrentes, ajudando a desenvolver estratégias adaptativas para enfrentar as situações estressantes (VENÂNCIO, 2004).

No acompanhamento psicológico, num espaço de acolhimento e escuta o terapeuta deve sempre trabalhar com a realidade. Quanto mais informado o paciente estiver de sua doença, maior será a sua capacidade de enfrentar o adoecer e mais confiança terá na equipe que participa de sua recuperação.  Pacientes bem informados reagem melhor ao tratamento. Dessa forma, o psicólogo deve preocupar-se em falar numa linguagem acessível ao paciente e sempre checar se as informações e orientações dadas pela equipe foram efetivamente compreendida (SALES, et al, 2001).

Martins (1997) afirma que “é imprescindível incluir a família na terapêutica aplicada às mulheres mastectomizadas, já que são personagens fundamentais no auxílio aos pacientes para o enfrentamento da doença”. Quando a paciente recebe o suporte afetivo e psicológico de seus familiares, eles podem se constituir como importantes aliados na recuperação do paciente, assim como também podem auxiliar no trabalho da equipe de saúde.

 Nesse contexto, Venâncio (2004) acrescenta dizendo que “a interação entre todos os profissionais envolvidos no tratamento do câncer de mama é fundamental para a conquista de um bom resultado, já que a atuação passa a ser global, envolvendo todos os aspectos implicados no adoecimento”.

A literatura especializada mostra que pacientes submetidos ao acompanhamento psicológico durante o tratamento do câncer de mama, incluindo a mastectomia, obtêm ganhos significativos, tais como: melhora do estado geral de saúde; melhora da qualidade de vida, melhor tolerância aos efeitos adversos da terapêutica oncológica (quimio/ radioterapia e cirurgia) e melhor comunicação entre paciente, família e equipe (LEAL, 1993).

Para Carvalho (1996), um trabalho psicoterápico realizado de forma eficaz, possibilita como outro benefício, “a participação mais ativa e positiva da paciente durante o tratamento, resultando numa melhor adesão, evitando assim, o abandono do mesmo”. O mesmo autor ainda complementa dizendo que, “estudos evidenciam que quando a paciente encontra-se mais participativa durante o tratamento, há menor probabilidade do surgimento de intercorrências clínicas e psicológicas no mesmo”.  

Podemos afirmar ainda, que não são apenas os pacientes e familiares das mulheres mastectomizadas que se beneficiam com o atendimento psicológico. As instituições de saúde também lucram, já que a ampliação do âmbito da assistência resulta na diminuição do uso de serviços médicos em geral, reduzindo o tempo de hospitalização, consequentemente caindo os custos hospitalares (VENÂNCIO, 2004).

3. Conclusão


A partir do levantamento de vários artigos, foi possível constatar que os benefícios do acompanhamento psicológico às mulheres submetidas à mastectomia, decorrente do câncer de mama, são diversos e de extrema relevância para o sucesso terapêutico.

O cuidado com os aspectos emocionais e psicológicos deste grupo de pacientes é necessário, não apenas no momento da confirmação do diagnóstico, mas também durante e após o tratamento. Isso se justifica, principalmente, pelo fato de que, as alterações nos aspectos citados são capazes de desencadear problemas físicos e biológicos que podem influenciar negativamente a evolução e o tratamento da doença.

Vale acrescentar ainda, que é imprescindível, desde a vida acadêmica até as práticas laborais aplicadas, o reconhecimento da importância do trabalho interdisciplinar. A atuação conjunta entre os diversos profissionais, como por exemplo, entre médicos enfermeiros e psicólogos, é extremamente positivo, pois possibilita a realização de um tratamento holístico, voltado para todos os aspectos da vida da paciente em questão.

Portanto, o desenvolvimento deste trabalho foi extremamente enriquecedor não apenas para nossa formação acadêmica, mas também para nossas futuras atividades profissionais, pois permitiu reconhecer que os aspectos que vão além do orgânico e do bioquímico, precisam de uma atenção mais especial e direcionada, não apenas na oncologia, mas nas diversas práticas em saúde.

22 de junho de 2016

Frigidez


 
FRIGIDEZ

 O que é ?

 

Frigidez é uma disfunção ou alteração da função sexual feminina, principalmente no que tange ao desejo sexual. Apresenta-se como um bloqueio total ou parcial da resposta psico-fisiológica de excitação. A frigidez é classificada pelo DSM IV (classificação norte americana de doenças mentais), como "transtorno do desejo sexual hipoativo".

 

As características principais deste transtorno são a deficiência ou ausência de fantasias sexuais e a ausência do desejo de ter atividade sexual, com conseqüentes sofrimentos ou dificuldades interpessoais. A mulher pode vivenciar este quadro na totalidade da expressão de sua sexualidade (global), ou apenas com determinado parceiro ou em situações específicas (situacional).

 

A mulher que vive este transtorno tem pouca ou nenhuma motivação para a atividade sexual. Ela dificilmente procura o parceiro para uma relação sexual e quando este a procura tende a relutar em acompanhá-lo. Ela tem a tendência a não se sentir frustrada ao ficar privada de oportunidades de vivenciar sua sexualidade.

 

Da onde vem?

 

 A primeira grande divisão que devemos fazer entre os diversos fatores que concorrem para o surgimento deste quadro, é em relação à origem: psicológica, orgânica ou se envolve os dois fatores.  Citaremos aqui as causas mais freqüentes:

 

Origem orgânica: dispareunias (dor na relação sexual), alterações hormonais, debilidade física em função de doenças ou pelo uso incorreto de medicamentos.

 

Origem psicológica ou social: educação sexual castradora, fatores religiosos, tabus, crendices, violência sexual (abuso ou estupro), medo de engravidar, experiências obstétricas traumáticas, envelhecimento, dificuldades do cotidiano, baixa autoestima, auto-exigência exacerbada, ansiedade, excessiva preocupação com o desempenho, insegurança, estresse, depressão, desconhecimento do próprio corpo.

 

Um outro conjunto de fatores muito comum está ligado a qualidade da relação afetiva. É muito freqüente a visita ao consultório de mulheres que se consideram frígidas por não conseguirem viver a sexualidade no casamento.  Quando observamos com mais cuidado, o casamento está extremamente desgastado, sem diálogo e com uma montanha de ressentimentos entre os cônjuges.  Percebe-se uma monotonia conjugal, com práticas sexuais pouco gratificantes.  Essas mulheres se sentem frustradas por não conseguirem viver a relação sexual com alguém com quem não se sentem bem.  Em outras palavras, queixam-se por não poderem fazer amor com alguém que efetivamente não estão amando naquele momento. A busca da sexualidade em uma relação que não traga segurança também pode resultar em fracasso, isso é muito comum, por exemplo, em relações extraconjugais, onde em alguns casos o sentimento de culpa e o medo se fazem presentes de forma impeditiva.

 

Como tratar ?

 

 Quando a origem é emocional existem dois caminhos de tratamento. Um passa pelo processo psicoterapêutico da mulher que apresenta os sintomas e o outro passa pela terapia de casal.  Em determinadas situações a conjunção dos dois processos se faz necessária -  A superação de um quadro como esse passa pelo aprendizado, pelo auto conhecimento e normalmente gera transformações que vão alem da sexualidade, tendo expressão nas diversas áreas da vida humana.  O espaço que existe para facilitar esse aprendizado, esse desenvolvimento é o espaço psicoterapêutico, aonde um profissional especializado orienta o indivíduo no seu processo de desenvolvimento pessoal.

 

No atendimento individual a ampliação do auto conhecimento permite que a mulher identifique como está construindo tal sintoma, o que gera a natural superação do quadro.  Na terapia de casal a busca é de aprender sobre o funcionamento daquela relação, sobre como o casal está fazendo para se distanciar, para se desencontrar.  Não existe uma receita pronta sobre como vai acontecendo o desgaste dos casais.  Cada casal é único e isso pode acontecer de muitas formas diferentes. No consultório podemos observar com muita freqüência como vai sendo criada uma montanha de lixo entre as duas pessoas, ressentimentos, mágoas, frustrações, etc.  Aos poucos essa montanha torna-se tão grande que os cônjuges passam a não se enxergarem mais, a relação vai se estagnando, se tornando repetitiva, previsível e extenuante.  Em alguns casos a sexualidade passa a ser uma obrigação, não mais um prazer.

 

Quanto à origem orgânica o encaminhamento é dado pelo ginecologista de acordo com o quadro de cada mulher.

 

Quando observamos tanto fatores emocionais quanto orgânicos na origem do quadro de frigidez, o tratamento indicado é o acompanhamento em psicoterapia associado ao tratamento ginecológico.

 

14 de junho de 2016

10 coisas que você precisa saber sobre Psicologia




10 coisas que você precisa saber sobre Psicologia

 A Psicologia é uma ciência fascinante com muitas contribuições sobre vários aspectos da nossa vida. Assim, a primeira vista pode parecer muito difícil e assustador entender tudo o que a Psicologia pode oferecer, já que a Psicologia engloba muitos tópicos diferentes e complexos.

Por esta razão, eu resolvi selecionar 10 coisas essenciais que podem te ajudar a ter uma visão mais geral sobre as principais contribuições da Psicologia e te dar noções básicas para que você possa explorar melhorar essa fascinante área do conhecimento.

1. A Psicologia é ao mesmo tempo uma ciência e uma profissão

Quando se fala em Psicologia é preciso entender que nos referimos ao mesmo tempo a uma ciência e a uma profissão.


A Psicologia é uma área de estudos científicos que na qual se estuda a mente e o comportamento. Essa ciência norteia a profissão do Psicólogo.

Os Psicólogos usam os conhecimentos da Psicologia para melhorar a vida das pessoas em aspectos como saúde, educação, trabalho e família.

Leia mais sobre o que como a Psicologia pode te ajudar clicando aqui.

2. Psicologia é, sobretudo, o estudo da mente e do comportamento.


Embora você possa encontrar diferentes definições sobre o que é Psicologia e qual seu objeto de estudos, na Psicologia se propõe estudar, sob diferentes perspectivas, como as pessoas (e também os animais) pensam, sentem e se comportam sozinhas e nas relações com os demais membros da sociedade.  Assim, a Psicologia é, sobretudo, o estudo da mente e dos comportamentos.

Os psicólogos têm diversos interesses e realizam muitos estudos diferentes, algumas das questões estudadas por psicólogos são: como as crianças aprendem; porque as pessoas se lembram mais de fatos que foram acompanhados por fortes emoções; como as pessoas fazem escolhas, porque algumas pessoas são mais extrovertidas e outras mais introvertidas, e etc.

Leia mais sobre o que é psicologia clicando aqui.

3. Psicologia é uma ciência e utiliza métodos científicos.

É preciso deixar bem claro que a Psicologia é uma ciência e, portanto, o conhecimento produzido na Psicologia é obtido com base no método científico. Muitas pessoas confundem Psicologia com outros tipos de conhecimentos que também são importantes, mas não são científicos, mas é preciso entender que a Psicologia é sim uma ciência.

Os psicólogos utilizam diferentes técnicas para conduzir seus estudos sobre a mente e o comportamento, tais como observação naturalística, experimentos, estudos de caso, entrevistas e questionários.

Leia mais sobre métodos de pesquisa em Psicologia clicando aqui.
 

4. A Psicologia tem muitas abordagens e subcampos diferentes.


Não existe só um caminho possível em Psicologia, todos os fenômenos podem ser vistos de diferentes perspectivas. Essas várias perspectivas permitiram a construção de diferentes teorias em Psicologia que são usadas nas mais diversas facetas da nossa vida.

Muitas vezes é possível ouvir o termo “Psicologias” para ressaltar essa multiplicidade de teorias e abordagens na Psicologia. No entanto, isso é um erro, na verdade só existe uma Psicologia com várias abordagens teóricas e diferentes áreas de atuação ou subcampos.

Alguns exemplos de abordagens teóricas são: Psicologia Cognitiva, Psicologia Sócio-histórica (histórico-cultural), Psicologia Comportamental (behaviorista), Psicologia Psicodinâmica (psicanálise), Psicologia Fenomenológica, Gestalt etc.

Exemplos de áreas de atuação incluem: Psicologia Escolar, Psicologia Clínica, Psicologia Comunitária, Psicologia Hospitalar e Psicologia Social.

Leia mais sobre as diferentes áreas da Psicologia.

5. Psicologia não é apenas Psicoterapia.


Quando se ouve falar em Psicologia muitas vezes a primeira coisa que pensamos é na abordagem Clínica e mais especificamente na Clínica Psicanalítica, com a figura clássica do terapeuta e de um divã.

No entanto, essa é apenas uma das inúmeras possibilidades de atuação dos psicólogos.

Existem psicólogos que trabalham com a educação, psicólogos que trabalham em comunidades, psicólogos que trabalham em empresas, psicólogos jurídicos, psicólogos do esporte, psicólogos que trabalham em laboratórios.

Além disso, a própria psicoterapia, não se restringe a abordagem psicodinâmica (psicanalítica), existem outras abordagens como a cognitivo-comportamental, a abordagem centrada na pessoa e a gestalt-terapia.

6. A psicologia estuda tanto o comportamento típico quanto o atípico.


É muito comum pensar que a Psicologia estuda apenas o comportamento atípico (anormal), o comportamento inadequado, a “loucura”. No entanto, a psicologia estuda todo e qualquer comportamento.

A Psicologia têm contribuições não só para o tratamento de doenças mentais, mas também para a promoção e manutenção da saúde mental.

Uma das mais importantes áreas da Psicologia, por exemplo, é a Psicologia do Desenvolvimento Humano e esta se ocupa do estudo do desenvolvimento geral do seres humanos, tanto o normal quanto o patológico.

Mais recentemente, por exemplo, uma nova área da Psicologia tem conquistado cada vez mais espaço, trata-se da chamada Psicologia Positiva. O foco da psicologia positiva é no crescimento pessoal, em vez do estudo das patologias (doenças), como é comum entre outros quadros dentro do campo da psicologia. Nesta área se estudam o papel dos sentimentos positivos, de pontos fortes, virtudes, talentos, felicidade, bem como as formas que estes podem ser promovidos por sistemas e instituições sociais.


7. A Psicologia está em todos os lugares


Como muitos associam Psicologia à saúde mental ou a algo muito difícil, comumente as pessoas podem pensar que a Psicologia se restringe aos consultórios ou faculdades de Psicologia. No entanto, a Psicologia está em todos os lugares, desde a formulação de métodos de ensino mais eficazes baseados em psicologia da aprendizagem até na organização dos produtos em supermercados e a elaboração de comerciais de produtos que se baseiam em psicologia do marketing.

Outros temas da Psicologia também são conhecidos por todos, como por exemplo identificar sentimentos dos outros e saber como as crianças se desenvolvem. A grande diferença entre esses saberes populares, também chamados de Psicologia do senso comum é que os Psicólogos estudam cientificamente esses conhecimentos. Ao produzir conhecimentos científicos os psicólogos podem ajudar as pessoas de modo mais eficiente, por exemplo sabendo exatamente o que se esperar em cada fase do desenvolvimento das crianças e como ajudar as crianças a atingirem todo seu potencial e melhorar seu desenvolvimento.


8. Psicólogos objetivam  descrever, explicar, predizer e modificar comportamentos.


Como a Psicologia é uma ciência e se utiliza do método científicos, os psicólogos realizam parte de seus estudos observando e descrevendo comportamentos e pensamentos o que possibilita explicar o porque esses comportamentos e pensamentos ocorrem.

As explicações formuladas pelos psicólogos são reunidas em teorias que possibilitam predizer comportamentos e entender como modificá-los para melhorar a vida dos indivíduos e da sociedade como um todo.

Na graduação em Psicologia, os estudantes de psicologia entram em aprendem essas diversas teorias e também aprendem métodos básicos de pesquisa. No mestrado e doutorado os psicólogos aprendem mais sobre essas teorias e métodos de pesquisa e passam também a produzir novas teorias e reformular teorias antigas.


9. A Psicologia oferece muitas possibilidades de carreiras.


Se você pretende fazer uma faculdade de Psicologia irá se surpreender com a variedade de carreiras possíveis. Você encontrará psicólogos em praticamente todos os lugares em que existam pessoas.

Psicólogos podem trabalhar nas mais diversas áreas desde escolas e hospitais até grandes empresas, comunidades, ONGs, no governo, nas forças armadas, em departamentos de trânsito e no planejamento de políticas públicas.

Psicólogos podem ser profissionais autônomos ou trabalhar para alguma empresa e seguir uma carreira tradicional. Eles também podem ser professores de psicologia nos diferentes segmentos educacionais, mas comumente no ensino superior lecionando para futuros psicólogos e pessoas que tenham profissões em que a Psicologia é necessária como em cursos de formação de professores, administradores, marketing e etc.

10. Psicólogos exploram questões básicas e aplicadas.


As vezes pode parecer difícil de entender algumas das questões básicas que psicólogos estudam, por parecerem muito distantes da nossa realidade cotidiana. Porém, psicólogos teóricos precisam estudar questões muito pontuais como, por exemplo, investigar como a intensidade da luminosidade pode afetar a percepção de cores. Resultados de pesquisas como essa podem servir para formular teorias mais aplicadas e orientar questões importantes, como por exemplo, orientar o porquê o vermelho, verde e amarelo são as melhores cores para serem usadas em semáforos, já que o vermelho pode ser visto em distâncias maiores.

A Psicologia aplicada, portanto, se vale dos conhecimentos básicos produzidos em Psicologia para resolver problemas práticos nas mais diferentes facetas da nossa vida.

Enfim, essa lista sintetiza 10 coisas importantes que vão te ajudar a conhecer um pouco mais sobre as diferentes coisas que um psicólogo pode fazer e como a Psicologia está envolvida em nossas vidas diárias, mesmo que não percebamos.

O que você achou desse artigo, você tem alguma dúvida da Psicologia? Deixe seus comentários e compartilhe essa informação com seus amigos.

Fonte: http://www.psicologiaexplica.com.br/dez-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-psicologia/