Psicologa Organizacional

18 de agosto de 2016

Inteligência Emocional


Inteligência Emocional

 


A psicologia define a Inteligência Emocional como o poder de identificar as suas emoções e as alheias, bem como o dom de trabalhar cada uma delas. O sujeito emocionalmente inteligente tem condições de incentivar a si próprio e de seguir em frente mesmo diante das desilusões; detém a aptidão de conter estímulos, transferir sentimentos para contextos adequados; exercitar a gratidão dilatada; encorajar os outros, induzindo-os a despertar em seu íntimo as maiores propensões e a participar de esforços coletivos.

 

Alguns estudiosos, como Daniel Goleman, dividem a Inteligência Emocional em cinco tendências.  Quando alguém distingue uma emoção à medida que ela se manifesta, diz-se que ela tem capacidade de Auto-Conhecimento Emocional. Já a pessoa que detém o Controle Emocional tem o dom de se ocupar dos seus sentimentos, adaptando-os a cada cenário específico.

 

No quesito Auto-Motivação o indivíduo direciona seus afetos a um propósito fundamental, e assim ele pode seguir na luta para alcançar este objetivo. Há também quem seja perito em identificar sentimentos alheios e os que são hábeis nas relações entre pessoas.

Os três primeiros fatores estão vinculados à Inteligência Intra-Pessoal, a capacidade de compreender a si próprio, de produzir uma representação autêntica e exata de seu eu e de utilizá-la permanente e criativamente. Os dois restantes se ligam à Inteligência Inter-Pessoal, o dom de compreender os outros, que elementos os estimulam, de que forma atuam, e como se deve agir com eles associativamente.

 

Charles Darwin talvez tenha sido o primeiro teórico a usar uma concepção semelhante à Inteligência Emocional. Ele defende o valor da manifestação das emoções para a subsistência e a acomodação a um determinado contexto. Apesar de alguns estudiosos ressaltarem os elementos do conhecimento na composição da inteligência, diversos outros acadêmicos famosos estão começando a destacar a significância de fatores não-cognitivos.

 

O psicometrista Robert L. Thorndike, da Universidade de Columbia, recorreu em 1920 à utilização da expressão ‘inteligência emocional’ para se referir à habilidade de entender e incentivar as outras pessoas. Vinte anos depois David Wechsler discorreu sobre a ascendência dos aspectos não pertencentes ao campo do intelecto sobre a performance da inteligência. Ele também afirmava que os padrões da inteligência só seriam plenos quando esses elementos fossem apropriadamente considerados na análise desse conceito.

 

Foi só em 1983 que o psicólogo Howard Gardner desenvolveu sua tese das Inteligências Múltiplas. Neste estudo ele inseriu o propósito de abranger tanto as concepções de inteligência intrapessoal quanto as de inteligência interpessoal. Segundo este estudioso, ferramentas como o QI não elucidam integralmente o potencial de aquisição de conhecimento.

 


 

12 de agosto de 2016

Situações Precursoras da Gravidez na Adolescência



Situações Precursoras da Gravidez na Adolescência


 


1. Introdução


Este trabalho pretende abordar um tema atual no mundo das sociedades modernas, muitas vezes sendo visto pelas próprias famílias como um problema social – a gravidez na adolescência. Ocorre, com isso, a união de dois fatores muito importantes, a travessia do período da adolescência e a inevitável vivência de uma gravidez, trazendo implicações, muitas vezes grandes desequilíbrios, pois a maternidade em si, exige reajustes importantes na vida da mulher, tanto em alterações corpóreas, como da inevitável mudança de identidade. É por isso, que a união de gravidez e adolescência pode provocar crises da adolescência e puxando mais uma, a da gravidez, sabendo-se que a mulher fica mais frágil nesta época.

Foi feita uma revisão bibliográfica, através de dissertações de vários autores renomados com o tema de gravidez na adolescência. Nas leituras e pesquisas críticas de diversas obras, foram feitas anotações, incluindo questionamentos e as respectivas respostas, foi observado que o presente título é infindável e apenas haverá mudanças nas gerações, mas as problemáticas oriundas da gravidez na adolescência continuarão. Os objetivos deste trabalho é buscar melhores entendimentos sobre a gravidez na adolescência, em quais contextos ocorre e quais suas consequências, tanto materiais como mentais, para a mãe, filho e famílias.

2. Gravidez na Adolescência


Nas décadas de 70 e 80, verificou-se um acentuado aumento da incidência de relações sexuais entre os jovens e, hoje em dia, a primeira liberação sexual e a segunda a liberação feminina. Mas a educação sexual explícita foi esquecida ou preferencialmente silenciada. A maioria dos jovens tem sido preparada para a vida sexual adulta pela ignorância, auto formação, e pela troca de experiências no seu grupo de pares, igualmente (mal) formados.

Baracho (2007, p.63), afirma a gravidez cada vez mais precoce:

As liberações sexuais dos anos 60, associadas à maior segurança oferecida pelos anticoncepcionais orais, trouxeram mudanças radicais no comportamento sexual dos jovens. Desde então, a atividade sexual é mais frequente e cada vez mais precoce. Além disso, o erótico transmitido aos jovens através da mídia e o menor controle da família e da escola contribuem de forma marcante para a gravidez na adolescência.

Para  Içami Tiba (2005, p.78), “O adolescente tem conhecimentos suficientes, mas acredita em mitos como não há perigo de engravidar na primeira relação amorosa”.

Existem hoje, disponíveis, múltiplas fontes de informação/educação sexual. A mídia é uma fonte importante de informação para os jovens, mas bombardeiam a geração de rapazes e moças com imagens de corpos perfeitos, com sucessos, passando mensagens pouco realistas que podem provocar angústias enquanto negligenciam a comunicação e o apego, provocando, muitas vezes, o que por hora chamamos de “doença do século” a depressão.

Estamos perante uma realidade simultaneamente permitida e negada, dado que nem os pais, nem o sistema educativo, nem o sistema de saúde oferecem condições a estes jovens para que vivam uma sexualidade sem risco (implementando uma verdadeira educação sexual e oferecendo apoio técnico), apesar de vários programas do governo, tentativas no mínimo frustrantes. A adolescência e a juventude convertem-se em grupos de risco, em dois grandes sentidos: a possibilidade de terem experiências sexuais inadequadas; pelos riscos de gravidez não planejada e pelos riscos de contágio de doenças sexualmente transmissíveis.

Ao contrário de algumas culturas, podemos citar a cigana, nas sociedades ocidentais a gravidez na adolescência é vista como um grave problema. Qualquer gravidez extra-matrimonial é quase sempre motivo de marginalização e estigma social. Porém, enquanto as sociedades ditas primitivas encorajam precocemente o processo de autonomia e independência, na nossa sociedade a tendência é para prolongar cada vez mais a dependência econômica dos filhos em relação aos pais. Há ainda uma alta percentagem de mulheres jovens que engravidam sem desejarem, embora difícil de estimar devido à prática dos abortos clandestinos e porque, por motivos culturais, esta realidade tende a ser ocultada.

3. Gravidezes na Adolescência e seus Principais Fatores


Os adolescentes são bombardeados continuamente com mensagens e modelos de comportamento sexual, ora irresponsáveis ora nada saudáveis. A família e o sistema educativo lhes negam a formação e os serviços que precisam para poder decidir de forma responsável sobre a sua sexualidade. Isto faz com que os jovens se encontrem indefesos perante a poderosa “falta de educação” sexual que se desenvolve sistematicamente nos meios de comunicação social.

De acordo com estudos, a “menarca”, primeira menstruação, hoje chega aproximadamente com dez meses de antecedência, se levar em conta a geração anterior, esquecemos que antigamente as mulheres menstruavam, ou seja, possivelmente entravam em dias férteis aproximadamente 40 vezes em sua vida e hoje em tempos de anticoncepcionais e métodos contraceptivos, menstruam por volta de 400 vezes. Isso tudo e mais a questão higiênica das melhorias sanitárias e de estilo de vida, seja socioeconômica e nutricional, podendo ter nestes as causas do início precoce das relações sexuais, consequentemente adiantando a idade em que a criança passa a ser adolescente e já pula uma fase para se tornar mãe.

 As atitudes individuais são condicionadas, seja pela família como pela sociedade. Sendo a segunda, passando por profundas mudanças em sua estrutura, tornou-se cada vez mais tolerante e permissiva em relação à aceitação das relações sexuais na adolescência e antes do casamento, por vezes até mesmo permitindo ou preferindo que tudo aconteça em seus lares e, também, em relação à gravidez na adolescência. Os tabus desapareceram e a atividade sexual disparou. A isto acresce uma forte pressão social exercida pelos meios de comunicação, pelas amizades e por alguns membros adolescentes da própria família (BARACHO, 2007).

Charboneau (1987), para as gerações anteriores, as relações pré- conjugais eram consideradas como deslize ou uma “exceção”, mas hoje (nos dias atuais) esta sendo considerada como algo natural e normal. É importante que o adolescente tenha consciência das consequências que tal prática pode acarretar e decidir se isso  realmente irá ser importante, pois é algo que pode influenciar sua vida inteira. O argumento usado para justificar tal prática consiste na necessidade de se ter uma identidade. São movidos pelo desejo do prazer e não por amor, “porque o amor nasce devagar, enquanto o desejo que se torna cobiça estoura no começo da puberdade”.

Em certos casos uma atitude incorreta das mães que, para evitarem a gravidez, acabam por se tornarem as principais fornecedoras de contraceptivos para as suas filhas, ao invés de terem um diálogo aberto e esclarecedor sobre sexualidade e métodos anticonceptivos. Esta prática banaliza a sexualidade e deformam a consciência, consequências que aumentam a vulnerabilidade das adolescentes não apenas a gravidez quanto a doenças sexualmente transmissíveis.

A ausência da presença materna ou do bem cuidar materno pode ser também um fator relevante, já que muitas destas adolescentes não têm presente a tal membro. A isto, há que juntar que muitas delas concebem as relações sexuais como forma de vingança ou castigo em relação aos pais.

As jovens que engravidam apresentam um perfil pessoal caracterizado por rendimento escolar baixo ou já desistente, desinteresse pela aprendizagem, ausência de aspirações profissionais, entre outros, os quais podem perceber que sempre as levam ironicamente para um elo onde pessoas não as podem aconselhar, o que em contra partida, para evitar a solidão, algumas adolescentes creem que ter um filho satisfará as necessidades afetivas, que não conseguiram alcançar em suas famílias. Outras, pelo contrário, acreditam que ter um filho ajudará a “prender” o namorado, a sair de casa, a mostrar que já não é uma criança ou até para provar que também pode ser mãe. Noutras circunstâncias, o início das relações sexuais é mais um ato de rebeldia contra as normas sociais estabelecidas. Outros fatores ligados ao início precoce das relações sexuais estão a diminuição do prestígio e do valor familiar.

4. Repercussões da Gravidez na Adolescência


4.1 Nível físico e psicológico


A gravidez é um período de grandes mudanças e para a adolescente é ainda  maior, pois tem que se tornar adulta mais depressa, significando ter de abrir mão da infância. É na adolescência que ocorrem as últimas e mais importantes transformações do corpo, sabemos que uma gravidez entre os 12 e os 18 anos, mesmo com todas as tecnologias na área hospitalar, é uma gestação considerada de risco, quanto mais baixa a faixa etária da adolescente maior é a proporção de complicações obstétricas e maiores são os níveis de mortalidade, tanto da criança quanto da mãe. Os riscos para o futuro bebê são: a prematuridade, maior mortalidade, baixo peso à nascença, anomalias no sistema nervoso central, dificuldade respiratória, hiperglicemia, convulsões, entre outras.

Na Coletânea de Leis e Resoluções (2009, p. 187), esclarece a gravidez na adolescência é considerada de alto risco:

O comportamento reprodutivo das mulheres brasileiras vem mudando nos últimos anos, com o aumento da participação das mulheres mais jovens no padrão da fecundidade do país. Chama a atenção o aumento da proporção de mães com idades abaixo de 20 anos. Este aumento é verificado tanto na faixa de 15 a 19 anos de idade como na de 10 a 14 anos de idade da mãe. A gravidez na adolescência é considerada de alto risco, com taxas elevadas de mortalidade materna e infantil.

Normalmente as novas mulheres, ficam com uma estatura definitiva inferior às que amadurecem mais tarde, com todos os sofrimentos e alegrias advindos de uma gravidez. O desequilíbrio nutritivo pode manifestar-se por emagrecimento ou obesidade, o que ocorre na maior parte dos casos, ocasionando também a depressão pós-parto.

Bolsanello, A., Bolsanello, M. (1996, p.403), esclarece que: “O fato é que a gravidez inesperada costuma deixar marcas irreparáveis nas grávidas adolescentes”. Ao descobrir que está grávida sem planejamento, a mesma entra em pânico, algumas garotas tem a esperança de estarem enganadas com a tal situação, a maioria das jovens se abre com sua melhor amiga, uma professora, as reações são bem variadas. Quanto mais cedo se descobrir a gravidez mais fácil será de controlar as emoções, o pânico e de tomar decisões (COATES 1994).

A instabilidade psicológica e insegurança podem conduzi-la a estados de ansiedade e depressão para os quais contribuem o afastamento dos amigos e a relação instável com o namorado e com a família (PEIXOTO, 2004).

Podemos considerar que as adolescentes grávidas têm que enfrentar graves e grandes crises: os problemas e conflitos de identidade, dependência, autonomia e autocontrole que todo o adolescente tem; a crise de aceitação a rápidas mudanças corporais acentuadas pela gravidez, sobretudo por se tratar de uma idade em que o aspecto fisco é tão importante e desafiador; e finalmente, a dificuldade em aceitar o papel de mãe precisamente no momento em que começava a poder chamar-se "mulheres", mais que outra coisa pelo seu desenvolvimento físico, bem como em alguns casos aceitar o papel de esposa.

De acordo com Charbonneau (1987), As alternativas a serem tomadas pela adolescente grávida são três escolhas para a tal gestação, ou aborta, que é doloroso, ou ela será mãe solteira, condição detestável que ela carregará durante toda a sua existência, ou fará um casamento dificultoso que será frustrante para os dois.  Como resultado destas crises a adolescente sente-se frustrada, desamparada e com baixa autoestima, com manifestações de ansiedade, depressão e hostilidade, sendo a taxa de suicídio relativamente alta nesta populações.

4.2 Nível social e familiar


Acarretam vários problemas, nomeadamente a exclusão, com a consequente pressão que a adolescente sente na escola e a imposição do casamento. A maior parte dos adolescentes não possui educação sexual, dado que provêm de matrizes familiares desestruturadas, onde os problemas a nível emocional são uma constante, aliados ainda a fracos recursos socioeconômicos.

Com a gravidez muitas adolescentes deixam a escola, ou após o nascimento do filho, são muitos fatores precursores que levam a jovem abandonar os estudos, são eles; os cuidados a serem tomados a respeito da criança fazem a adolescente não ter tempo para estudar, o preconceito dos colegas da escola, depressão, falta de interesse, a proibição do marido, entre outros (PEIXOTO, 2004).

A adolescente grávida vive um desajustamento a nível social suscitando sentimentos entre; vergonha e culpa, medo e insegurança, face aos comportamentos dos familiares, amigos e da própria sociedade. Todos estes aspectos levam a adolescente a não procurar desenvolver projetos de vida para si e para o seu bebê. O abandono escolar provoca uma obtenção precoce de uma ocupação profissional, cuja remuneração é baixa e com fracas possibilidades de satisfação profissional. Por vezes, a adolescente depende de ajuda econômica da família, do estado, enfim de outras instituições que possa lhe dar o que realmente precisa. As mães adolescentes que continuam a viver sobre tutela dos pais, têm índices mais elevados de estudos, porque possuem possibilidades de completá-los, devido ao suporte para sustentar o seu filho.

Peixoto (2004, p.1089), O adolescente, será prejudicado no plano profissional como:

A maioria das adolescentes do nível social menos favorecido que engravida não completou o ensino fundamental, o que limita sua possibilidade de emprego futuro às atividades braçais e de menor remuneração. O parceiro geralmente está em condições escolar semelhante e também interrompe seus estudos pra trabalhar e colaborar com as despesas advindas da nova situação. Os planos profissionais para o futuro se tornam inviáveis, pois o ingresso precoce no mercado de trabalho inviabiliza a formação profissional mais especializada. Entretanto, a não realização dos planos profissionais para o futuro não significa que, obrigatoriamente, não vencerão as primeiras dificuldades e conseguirão se emancipar economicamente; isso pode ocorrer, mas em condições precárias.

A adolescente tem o futuro profissional mais prejudicado que o homem, pois interrompe os estudos, não ingressa no mercado, acomodando-se na situação de dependente dos pais ou do parceiro.

A maternidade precoce leva certo ar de estigma destas jovens, a causa desta censura acontece na maioria das ocasiões porque esta situação ocorre muitas vezes em subgrupos específicos, nomeadamente em contextos sociais caracterizados por fracos recursos econômicos.

Segundo Coates (1994, p. 21) esclarece que: “Os dois podem estar desempregados e descobrir que o esforço de ficarem juntos 24 horas por dia é maior do que esperavam”. Igualmente resultado da maternidade precoce é a imposição de um compromisso, o casamento. A união com o parceiro, quando ocorre, é instável e imatura. Este por sua vez, pela própria imaturidade e pela ausência de um vínculo afetivo com frequência abandona a mãe e o filho.

O acontecimento de uma gravidez, associado a todas as pressões a nível psicossocial que uma adolescente tem de enfrentar conduz por vezes, à tomada de decisões no sentido de continuar ou não essa gravidez, contudo, podemos observar que por vezes o recurso ao aborto surge como a solução mais viável. Esta solução de interrupção da gravidez através do aborto varia do nível socioeconômico da adolescente. As adolescentes provenientes de meios sociais desfavorecidos possuem uma taxa mais baixa de abortos em comparação com as de estratos mais elevados.

Contudo, na maioria dos casos, os pais deixam transparecer uma posição de desapontamento, vergonha e até mesmo agressividade, isto pode levar adolescente a pôr-se à parte. No caso de famílias desestruturadas a gravidez pode agravar a falta de estrutura. Os pais da adolescente grávida são subitamente transformados em avós, em muitos casos terão que ser eles a assumir parcial ou integralmente a responsabilidade pelo neto.

No início da gestação, a jovem deixa de conviver com os amigos, pois sua atenção se volta para o namorado e seus próprios pais diante do fato, as adolescentes começam a se afastar dos amigos e do circulo de amizades (PEIXOTO, 2004).

A adolescente grávida precisa de todo o apoio familiar, pois as mudanças físicas, psicológicas e sociais da adolescência, aliadas a uma gravidez precoce e à aproximação do parto desencadeiam na adolescente necessidade de afeto e apoio.

5.Conclusão


A desinformação e a fragilidade da educação sexual são fatores relevantes na gravidez precoce. Ter um filho requer desejo tanto do pai quanto da mãe, além de muita consciência, responsabilidade e um amplo planejamento, quando isso não acontece a iminência de acontecerem problemas é muito grande. Na procura de uma identidade e de um reconhecimento com o mundo exterior, os jovens descobrem a sexualidade, o envolvimento, a revelação e muitas vezes com atitudes e comportamentos que geram consequências, por vezes imprevistas ou indesejadas. É neste âmbito que surge a gravidez, que vem como uma barreira no desenvolvimento normal dos jovens, das meninas em particular; podendo acarretar implicações que isso causará para sua saúde física, emocional e social. As repercussões são muitas, como o fator social, aceitação em geral, evasão escolar, aborto, estatura física que esta em desenvolvimento, e as dificuldades para sobreviver, a maioria não têm uma definição profissional. Em relação à família, acarreta transtornos principalmente no aspecto emocional, e a fase de adaptação da adolescência e ainda a gravidez sem planejamento.

Após a execução deste estudo com o auxílio da pesquisa literária realizada para este fim, considera-se que os objetivos propostos no início do trabalho foram alcançados, contudo as épocas mudam e com elas a forma de pensar e analisar as situações que surgem em cada geração, portanto é necessário que apesar da modernidade e da evolução de costumes entre jovens; os pais e responsáveis procurem aproximar se de seus filhos, dialogar e criar laços de amizade para que essa cumplicidade livre-os de atos impensados e de suas consequências.

28 de julho de 2016

Depressão pós-traição





































































Ballone, GJ - Depressão pós-traição, in. PsiqWeb, Psiquiatria Geral, disponível na Internet em http://www.psiqweb.med.br/, 2011

 



 

 

 

27 de julho de 2016

A Importância da Assistência Psicológica no Pré e Pós Operatório de Pacientes Submetidos à Cirurgia Bariátrica


 

A Importância da Assistência Psicológica no Pré e Pós Operatório de Pacientes Submetidos à Cirurgia Bariátrica


 


A obesidade pode ser definida, de forma simplificada, como uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, sendo consequência de balanço energético positivo e que acarreta repercussões à saúde com perda importante não só na qualidade como na quantidade de vida (MENDONÇA; ANJOS, 2004).

Para reduzir este acúmulo de gordura, obesos mórbidos buscam a cirurgia bariátrica a fim de melhorar a qualidade de vida e a própria autoestima. No entanto, é necessário acompanhamento do profissional terapeuta antes, durante e após a cirurgia, pois esses pacientes ficam vulneráveis a distúrbios psíquicos e alimentares. A psicoterapia também reintroduz os indivíduos na sociedade, visto que eram marginalizados pelo preconceito, pelas piadas e pelo padrão físico imposto no cotidiano.

O papel do terapeuta foi trabalhado no artigo dividido em dois momentos: pré-operatório e pós-operatório, e, se mostra de extrema relevância nestes períodos.

 


Em alguns casos, na obesidade mórbida, pode ser observada a alimentação como objeto adicto. O indivíduo que não se desenvolve emocionalmente de forma adequada apresenta dificuldades em lidar com suas angústias, medos e decepções, e, com a intenção de inibir esses sentimentos negativos, abusa na comida. O alimento passa a ser visto como algo que gere prazer e um remédio para o psíquico, atingindo um nível de compulsão que ultrapassa a real necessidade da quantidade ingerida. É aqui que se faz necessário a psicoterapia no período pré-operatório, visando mostrar ao paciente que seus problemas e sentimentos que o fazem alimentar excessivamente não se resolverão com a cirurgia. Ele precisará aprender a lidar com o que lhe aflige sem descontar na alimentação, já que sua massa corporal poderá ser reduzida, mas se repetir as mesmas atitudes pode engordar outra vez.

Os obesos se veem fora do padrão físico imposto pela sociedade e comumente são vítimas de preconceito e piadas reproduzidas em ambientes que frequentam, fazendo com que haja retraimento social, e, cabe ao terapeuta a introdução deste paciente na sociedade novamente, permitindo-lhe o desenvolvimento da autoconfiança que fora perdida.

O paciente, inicialmente, é direcionado ao tratamento clínico baseado em aumento de atividade física combinada a dietas hipocalóricas e uso de medicações, porém, muitas vezes essa tentativa não obtém sucesso em pacientes obesos grau III, sendo a cirurgia bariátrica considerada a abordagem mais eficaz até o momento.

A cirurgia bariátrica é realizada visando restringir significativamente a quantidade de alimento ingerido, combinado a desabsorção de nutrientes e, dessa maneira, ela acaba por interferir apenas no lado metabólico da patologia (AKAMINEI; ILIASII, 2013).

O terapeuta possui papel fundamental no período pré-operatório, pois ele é responsável por analisar o comportamento do paciente e o que o levou à obesidade, esclarecer a necessidade de mudanças nos hábitos alimentares e explicar a possibilidade de surgimento de distúrbios psíquicos recorrente dessa restrição alimentar, compreender o motivo pela qual o indivíduo engordou e auxiliar na tomada de decisão a respeito da operação. Juntamente a esse terapeuta, deve-se estar presente uma equipe multidisciplinar composta por cirurgião, endocrinologista e nutricionista, segundo as diretrizes decretadas pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Esta equipe é responsável, principalmente, por auxiliar o paciente psicologicamente, visto que os danos psíquicos pré e pós-operatórios podem ser severos, como o desenvolvimento de depressão.

No período pós-operatório, a psicoterapia é necessária para ensinar ao paciente a lidar com as novas mudanças metabólicas, físicas e psíquicas. Com a redução do estômago, a alimentação se torna uma tarefa muito difícil já que são sentidos muitos desconfortos, logo, os alimentos devem ser líquidos ou pastosos e em pequenas quantidades.

De acordo com (JR.; CHAIM; TURATO, 2009), a obesidade vivida por todos como um grande problema, é também, no fundo, uma resposta para todos problemas e o fato de abdicar de diferentes alimentos que antes davam prazer ao paciente impede que ocorra todo o sistema defensivo em torno da alimentação.  Isso obriga o indivíduo a lidar com suas mágoas e angústias por outros meios, o que nem sempre é possível, e, caso essa pessoa não seja bem auxiliada, inicia-se os problemas psíquicos.

(JR.; CHAIM; TURATO, 2009) ainda afirma que a primeira reação da maioria dos pacientes é sentirem-se vitoriosos ao conseguirem reverter a condição anterior de sobrepeso, pensam como se todo os problemas tivessem sido resolvidos na cirurgia, condição essa reforçada pela mudança drástica do corpo no primeiro momento, compensando qualquer sofrimento. Porém, com o passar do tempo, caso o indivíduo não tenha passado por um eficiente auxilio terapêutico, a ameaça de que o peso pode voltar se impõe e o sintoma “obesidade” que foi impedido pela cirurgia pode começar a aparecer em novas vias de expressão sendo elas a depressiva e a compulsiva.

A via depressiva pode apresentar sintomas iniciais como angústia e sensação de vazio e evoluir para transtornos depressivos manifestos. Por outro lado, a via compulsiva pode levar o paciente de volta ao encontro com o excesso alimentar, passando a ingerir sorvetes, leite condensado e chocolate que são alimentos digeridos facilmente, não causando incômodo gastrointestinal e, a partir desse momento, começa o “temido” aumento de peso que, se não revertido, pode levar o indivíduo novamente ao quadro de obesidade (JR.; CHAIM; TURATO, 2009).

 


Portanto, é de extrema importância a ação conjunta da equipe multidisciplinar e, principalmente, o trabalho terapêutico em pacientes que pretendem aderir à cirurgia bariátrica para reverter o quadro de obesidade. Este profissional é responsável por auxiliar na manutenção do equilíbrio psíquico e reintrodução social dos pacientes nos momentos pré e pós-cirúrgico.