Psicologa Organizacional

30 de abril de 2023





Pneumatologia é um termo que tem origem no grego "pneuma", que significa "espírito", e se refere ao estudo sistemático da natureza e das atividades do Espírito Santo na religião cristã.

Na teologia cristã, a Pneumatologia é uma das três áreas principais de estudo, juntamente com a Cristologia (o estudo de Cristo) e a Teologia do Pai (o estudo de Deus como Pai). A Pneumatologia se concentra na terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, e explora as diversas formas em que ele age na vida dos indivíduos e na igreja como um todo.

A Pneumatologia inclui uma ampla gama de tópicos, incluindo o papel do Espírito Santo na criação, a obra do Espírito na salvação e santificação dos crentes, o dom de línguas, a profecia e os milagres, entre outros. Muitos teólogos cristãos consideram a Pneumatologia uma área de grande importância, pois ela ajuda a entender a natureza de Deus e seu relacionamento com a humanidade.

31 de março de 2023







ACIMARLEY FREITAS CRP 04/54732


Atualmente exerce a função de Responsável Técnico e Perito do Trânsito em Minas Gerais, e Psicólogo Clinico.

É ex-professor da disciplina de Psicologia e Relações Humanas do CEEPS Adélia Teixeira/BA.
Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Clínica e Avaliação Psicológica, atuando com Psicoterapia: Abordagem Centrada na Pessoa - ACP e Avaliação Psicológica.
Ministra Palestras nas áreas de Desenvolvimento Humano, Avaliação Psicológica e Psicoterapia.


  • Graduação em Psicologia pela Faculdade Juvêncio Terra, com ênfase em Psicologia Clínica.
  • Graduação em Letras Língua Portuguesa. Universidade Estadual de Santa Cruz, UESC.
  • Especialização Lato Sensu em Psicologia do Trânsito - UNIGRAD.
  • Especialização em Psicologia Jurídica e Avaliação Psicológica. Faculdade Venda Nova do Imigrante.
  • Curso de Formação Abordagem Centrada no Cliente – ACP.
  • Curso de Capacitação em Avaliação Psicológica e Testes Psicológicos (110 horas).
  • Curso em Atendimentos Psicológicos Online.
  • Curso de Capacitação em Psicoterapia Breve.
  • Curso de Analista de Testes Psicológicos para Avaliação de Porte de Arma.
  • Curso de Formação de Peritos Judiciais.
  • Curso de Formação de Assistentes Técnicos Judiciais.
  • Curso de Aperfeiçoamento em Psicologia da Diversidade Sexual.
  • Curso de Aperfeiçoamento em Psicologia e a Adolescência.
  • Curso de Psicopatologia na Infância e Adolescência.

https://terapiadebolso.com.br/psicologo/acimarley-correia-silva-freitas

23 de março de 2023

 




SEIS ORIENTAÇÕES PARA SUPERAR A ANSIEDADE DE TIRAR A CNH NO DIA DA PROVA PRÁTICA

 

Em geral, quem está aprendendo a dirigir precisa dar atenção as orientações básicas para não passar sufoco no dia da realização da prova prática. Se você tem ansiedade em relação a isso, saiba que é possível trabalhar esse sentimento com um bom profissional da área.  Sou o Acimarley Freitas, Psicólogo Clínico e do Trânsito possuo mais de dez anos de experiência nas áreas citadas.

 

ORIENTAÇÃO 1

O PROFISSIONAL/INSTRUTOR E O CARRO

 

Sabe-se que a empatia é uma ferramenta de grande relevância no processo de ensino/aprendizagem. Pode-se dizer que empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Certamente na sua história de vida, em algum momento você já vivenciou a experiência com algum profissional em que você não conseguiu desenvolver a empatia pela maneira como a pessoa trabalhava e isso fez com que até mesmo você desistisse do tratamento, do curso ou até mesmo do trabalho.

Para a aquisição da CNH é preciso que o candidato encontre um profissional/instrutor (teórico ou prático) que literalmente ensinará a você todo o ABC do processo teórico como também a parte prática na aquisição da Carteira Nacional de Habilitação. É preciso que role empatia entre candidato e instrutor para que o processo alcance o êxito desejado. É necessário que o veículo que você realizará os treinamentos também esteja em perfeito estado de conservação, etc.

 

ORIENTAÇÃO 2

COMUNICAÇÃO EFICAZ

 

Desenvolva uma boa comunicação com o seu instrutor, solicitando um feedback a cada aula, como está seu processo de ensino/aprendizagem. Sempre salientado os pontos fortes e os fracos, buscando juntos estratégias de melhoria para o desempenho do candidato nos pontos fracos que necessitam de melhoria. Lembre-se tudo deve ser feito respaldado na empatia.

 

ORIENTAÇÃO 3

CHEGOU O DIA DA PROVA

 

Muitas aulas, muitos feedbacks, muito treinamento, exercícios de memorização, mentalização das ações a serem executadas, então bate aquela ansiedade. Esse é o momento da decisão, então controle as emoções, domine seus pensamentos, governe o seu corpo. Você é maior do que essa ansiedade que tenta dominar sua vida. Então mantenha o foco.

No “PROJETO MOTORISTA UAU” aprenderemos a vencer a ansiedade. Pois eu posso te auxiliar a administrar essa ansiedade. Mesmo que você seja de outra região através da terapia online, podemos juntos vivenciar o “Projeto Motorista UAU”. Entre em contato para maiores informações: WhatsApp (77-981115100).

Vários podem ser os fatores que podem estar interferindo no seu sucesso na hora da prova por isso busque ajuda especializada, a terapia pode te ajudar a descobrir o que está acontecendo e assim reverter essa situação a seu favor. Saiba que profissionais desta área (PSICÓLOGO DO TRANSITO) desenvolvem técnicas com o objetivo de identificar, compreender, diagnosticar e tratar o nível de ansiedade dos candidatos de modo a otimizar o desempenho positivo dos mesmos na situação de avaliação do processo à obtenção da CNH.

 

ORIENTAÇÃO 4

FAÇA SEU MAPA MENTAL

 

Um mapa mental é uma ferramenta de gestão de informações. Mapas Mentais são utilizados para otimizar a memorização a partir da representação visual de conceitos e ideias de forma simplificada. Então estude o percurso da prova prática, se possível vá ao local onde será realizada a prova. Desenhe o espaço, escreva cada etapa a ser executada, etc. Exercite sua memória. A repetição é uma ferramenta poderosa que nos ajuda a aprender e dominar habilidades, conteúdo ou qualquer coisa que deseja memorizar.

 

ORIENTAÇÃO 5

CONHEÇA AS PONTUAÇÕES

 

É de suma importância que o candidato saiba qual falta que for cometida, durante o exame, é eliminatória, quantos pontos podem ser perdidos, caso o automóvel apague, ou não coloque o cinto de segurança, etc. é fundamental ir para o dia da avaliação conhecendo seus direitos e deveres, então se aproxime do seu instrutor, leve sua agenda, pergunte, anote todas as dicas, e mentalize.

 

ORIENTAÇÃO 6

PENSAR POSITIVO

 

O pensamento positivo consiste em acreditar que as coisas vão dar certo e que se tem a capacidade para alcançar os próprios objetivos. Pensar positivo é ser otimista. Desenvolva a vigilância sobre os pensamentos. E, quando perceber que um pensamento negativo surgiu, substitua-o, por um pensamento oposto. Ei condutor: não alimente preocupações. Ei condutor: com paciência e coragem, supere os obstáculos e desafios. Ei condutor: viva o aqui e o agora e seja mais tranquilo e equilibrado. Fique em paz!

 

Chegou o momento da sua conquista.

 

Acimarley Freitas

Psicólogo do Trânsito

CRP -04/54732

 

21 de fevereiro de 2023

 

Aprendendo um pouco sobre psicoterapia na Abordagem Centrada na Pessoa - ACP

 





A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) foi desenvolvida por Carl Rogers na década de 1940. Foi considerado, na época, um ato revolucionário, uma vez que o proposto por Rogers se distanciava do modelo tradicional de terapia praticado na época.

 

Essa nova maneira de guiar o acompanhamento psicoterápico é baseada na ideologia de que todo ser humano é capaz de se esforçar a fim de atingir o seu potencial máximo. Agora, o setting terapêutico não era composto por um especialista e um leigo, mas sim por um especialista em teorias e técnicas de terapia e um especialista na experiência do cliente — ele mesmo.

 

Quer saber o que Rogers propôs de tão inovador? Então, continue a leitura!

 

O que é a Abordagem Centrada na Pessoa?

 

A terapia rogeriana pode ser definida como uma abordagem não-diretiva e empática, com o objetivo de empoderar e motivar o cliente ao longo do seu processo terapêutico. Ou seja, valoriza a experiência do cliente/paciente.

 

Grande parte das outras abordagens praticadas na época viam o sujeito como inerentemente imperfeito, dotado de pensamentos e comportamentos problemáticos que o faziam buscar acompanhamento psicológico.

 

Apresentando um novo pensamento, Rogers elaborou esse modelo de terapia sob o entendimento de que cada pessoa tem capacidade e desejo de crescimento pessoal. Para ele, essa “tendência de atualização” impulsionava o sujeito a buscar terapia.

 

Nessa abordagem, o terapeuta tem o desafio de aprender a reconhecer e confiar no potencial humano, ao fazer o uso da empatia e da consideração positiva incondicional para ajudar o cliente no seu processo de desenvolvimento pessoal. Assim, o terapeuta oferece suporte, orientação e estrutura para que o sujeito possa descobrir soluções personalizadas dentro de si.

 

Quais são os objetivos da Abordagem Centrada na Pessoa?

 

Os objetivos da Terapia Centrada na Pessoa vão ser estabelecidos pelo próprio cliente. Essa definição dependerá de uma série de fatores, praticamente infinitos, que serão identificados pelo paciente como gatilhos para uma mudança.

 

Contudo, conseguimos concentrar grande parte desses objetivos em algumas categorias mais comuns:

 

1.  Facilitar o crescimento e desenvolvimento pessoal;

2.  Eliminar ou mitigar sentimentos de angústia;

3.  Aumentar a autoestima;

4.  Potencializar a abertura para experiências novas;

5.  Aumentar a compreensão do cliente sobre si mesmo.

 

O diferencial dessa abordagem é que o mais comum é o cliente propor seus próprios objetivos para a terapia. A Terapia Centrada no Cliente postula que o terapeuta não pode estabelecer metas eficazes para o sujeito, devido à sua falta de conhecimento do que é a experiência real daquela pessoa.

 

O terapeuta jamais saberá como é exatamente sentir o que o cliente relata. Então, a teoria defende que apenas o sujeito tem conhecimento suficiente de si mesmo para definir metas eficazes e desejáveis ​​para a terapia.

 

Como funciona a Abordagem Centrada na Pessoa?

 

Antes de tudo, é importante entender que o sucesso desta abordagem está diretamente ligado à conexão estabelecida entre cliente e terapeuta. Logo, esse relacionamento tem que ser pautado em confiança, autenticidade e sentimentos positivos sendo emanados de ambos os lados.

 

Além disso, Rogers estabeleceu algumas condições necessárias para que a terapia rogeriana funcione de forma assertiva:

 

·      O cliente e o terapeuta estão em contato psicológico (um relacionamento).

·      O cliente está emocionalmente perturbado, ou seja, em um estado de incongruência.

·      O terapeuta tem uma intenção genuína e está ciente de seus próprios sentimentos.

·      O terapeuta tem consideração positiva incondicional pelo cliente.

·      O terapeuta tem uma compreensão empática do cliente e de seu quadro de referência interno e procura comunicar essa experiência ao cliente.

·      O cliente reconhece que o conselheiro tem uma consideração positiva incondicional por eles e uma compreensão das dificuldades que estão enfrentando.

 

Através da ACP, ambos discutem os problemas e demandas atuais. Nessa relação, o profissional pratica a escuta ativa e empática com o cliente/paciente, enquanto que este decide por si mesmo o que está errado e o que pode ser feito para corrigi-lo, contando com o suporte do terapeuta.

 

Assim, o processo terapêutico acontece por meio de três condições facilitadoras, que orientarão cliente e terapeuta.

 

Empatia

A empatia é uma condição facilitadora, pois é imprescindível que todos os envolvidos na relação terapêutica sintam-se verdadeiramente disponíveis para ela.

 

É importante reforçar que o terapeuta deve ser capaz de deixar seus princípios e valores de lado para ter mais disponibilidade interna de enxergar com clareza a busca que o cliente está desenvolvendo em rumo à sua atualização. É entender o universo do outro sem ser o outro.

 

Congruência

O terapeuta precisa ser autêntico no que tange seus sentimentos e percepções em relação ao cliente. Ele deve, com cuidado, empatia e respeito, ser capaz de pontuar ao cliente o que sente na sessão.

 

Ao assumir seus sentimentos como seus, o terapeuta abre espaço para o sujeito pensar a respeito e, pouco a pouco, compartilhar e assumir seus sentimentos livre de ameaças e apoiado na aceitação, na autenticidade e no acolhimento.

 

Aceitação positiva

Por fim, a aceitação positiva incondicional propõe que o terapeuta aceite o outro de forma positiva. Quando ele consegue de fato ser empático e ter a convicção de que o outro busca sempre as alternativas, de acordo com o que entende como melhor dentro do seu repertório interno, por meio da tendência atualizante, fica mais fácil aceitar à pessoa, mesmo não entendendo ou não concordando.

 

Ao praticar a aceitação positiva incondicional, o terapeuta assume o papel de acolher o outro com suas experiências, desejos e angústias sem julgar ou demonstrar qualquer tipo de desaprovação. Isso porque a sabedoria do cliente tem um peso igualmente importante ao conhecimento do profissional de saúde.

 

A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) valoriza a aceitação, acolhimento e a autenticidade, ou seja, o terapeuta dentro da sua autenticidade partilha dos princípios centrados na pessoa. Trata-se de uma abordagem que é mais do que apenas um compilado de técnicas e normas. É uma forma de se desprender de julgamentos para se conectar mais verdadeiramente com o outro.

 

Agora que você já conheceu mais sobre a Abordagem Centrada na Pessoa, que tal contar com a ajuda do profissional?

 

É só agendar.

Atendimento online: 77981115100

 

Acimarley C.S. Freitas

CRP 04/54732

 

 

 

FONTE: https://iptc.net.br/abordagem-centrada-na-pessoa/

4 de janeiro de 2023

 

Como o transtorno de humor é abordado pela ACP – Abordagem Centrada na Pessoa

 




 

Os transtornos de humor ou transtornos afetivos se manifestam através de vários sintomas, como por exemplo:

·         O TAB (Transtorno afetivo Bipolar),

·         Episódio depressivo,

·         Ansiedade,

·         Transtornos relacionados a traumas e transtornos relacionados a estressores.

O transtorno afetivo bipolar era conhecido antigamente como psicose maníaco-depressiva, e apresenta como principal característica a alternância de humor, ou seja, oscilação dentre dois polos, mania ou euforia e depressão.

No entrando, entre essas fases de oscilações, as pessoas que sofrem deste transtorno ficam assintomáticas, com humor estável, o que dificulta muitas vezes o diagnóstico. 

As crises podem variar entre leve, moderada e grave. Variando também em frequência, podendo se manifestar uma vez ao ano, uma vez na semana, podendo durar dias, semanas ou meses.

Tipos de transtornos bipolar

·         Tipo 1: Apresenta de maneira intensa sintomas de mania, estado de euforia, que geralmente duram 7 dias, e uma fase depressiva.

·         Tipo 2: Apresenta de maneira mais branda alternância entre a hipomania (estado de euforia mais leve) e depressão.

·         Ciclotímico: Oscilação de humor mais leve do Transtorno Bipolar, apresenta oscilação crônica de humor, podendo acontecer no mesmo dia, sendo frequentemente confundido com traços de personalidade forte e responsabilidade.

Tratamento para transtorno bipolar 

Infelizmente o TAB (transtorno afetivo bipolar) não tem cura, mas a pessoa pode levar a vida funcional com o acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Os estabilizadores de humor são medicamentos de primeira linha, como por exemplo o lítio, o ácido valproico entre outros, sendo receitados em conjunto com a psicoterapia.

Transtorno de humor e a abordagem centrada na pessoa (ACP)

O pressuposto fundamental da ACP é que todo indivíduo tem dentre de si uma força que o impulsiona a desenvolver e atualizar seu potencial em direção ao seu crescimento de forma positiva e construtiva. Essa força Carl Rogers, um dos mais renomados psicólogo do século XX e criador da ACP, chamou de tendência atualizante

Independente do diagnóstico, a pessoa com transtorno de humor também possui essa força, uma tendência inerente ao organismo para seu crescimento, desenvolvimento e autorrealização.

Então, essa pessoa, que apresenta transtorno de humor, é vista pela ACP como um indivíduo que possui dentro de si mesmo vastos recursos para sua autocompreensão e para alterar seu autoconceito, suas atitudes básicas e seu comportamento. Essas mudanças ocorrerão se um clima favorável definido como atitudes facilitadoras forem oferecidas no processo psicoterápico.

Segundo Rogers, há atitudes psicológicas que facilitam a tendência atualizante, são eles:

·         Congruência,

·         Consideração positiva incondicional,

·         Compreensão empática ou empatia.

Congruência é ser genuíno na relação, significa que devo estar consciente de meus próprios sentimentos, o mais que puder, ao invés de representar alguém que não sou. É somente ao apresentar a realidade genuína que está em mim, que a outra pessoa pode procurar pela realidade em si com êxito.

Aceitação incondicional significa uma aceitação das atitudes do cliente sem julgamentos, sejam elas positivas ou negativas, gerando assim uma relação de afeto, segurança e de ser aceito com seus sentimentos, independentemente de serem contraditórias com outras atitudes que ele sustinha em seu passado. Essa aceitação de acordo com Rogers é extremamente importante em uma relação de ajuda.

Empatia é somente quando percebo e compreendo os sentimentos e pensamentos do cliente, mesmo sendo bizarros ou terríveis para ele, quando os vejo como ele os vê e aceito como se fossem meus, o cliente se sente livre para adentrar em sua experiência interior e quase sempre esquecida, rejeita, e passa a sentir uma liberdade para explorar a si mesmo em níveis consciente e inconsciente. 

Dessa forma, ainda de acordo com Rogers, a relação considerada útil se constitui de transparência dos sentimentos reais do terapeuta e por aceitação da outra pessoa, enxergando seu mundo particular através de seus olhos.

Quando essas condições são oferecidas, sou companhia para meu cliente na busca de si mesmo, onde ele se sente livre. A ACP é considerada uma abordagem que parte de uma visão de homem e de valores expressos pelo respeito e pela dignidade humana, que confia na capacidade de vivenciar e experienciar um processo de mudança direcionado ao crescimento.

Podemos considerar que para aplicar os princípios da Abordagem Centrada na Pessoa, além destas atitudes facilitadoras, é necessário disponibilidade na relação para formação do vínculo, ter uma postura ética de não julgamento e sempre mostrando ao cliente a necessidade da ampliação da consciência. Creio que somente com essa postura pessoal nas relações será possível despertar no outro a confiança interna, para se tornar quem verdadeiramente se é sem máscaras ou fachadas, sendo possível enxergar novas formas de vivências e experiências, sendo congruente e buscando ser feliz dentro das possibilidades que lhes são apresentadas, mesmo que algumas sejam contraditórias. 

É nesse contexto que a Abordagem Centrada na Pessoa realiza suas intervenções junto a pessoas que apresentam algum transtorno de humor, mostrando que a vida é um processo de fluidez, onde nada está pronto ou fixo e mesmo com as oscilações de humor impostas pelo transtorno, o cliente pode aprender a reconhecer e validar suas emoções, tornando-se mais consciente e capaz de abstrair alguns eventos estressores e ressignificando aquilo que for possível.

A intersecção entre psiquiatria e psicologia demonstra outra possibilidade de intervenção e aplicação da Abordagem Centrada na Pessoa, sendo uma proposta de modo diferente, já que a ACP não realiza diagnóstico, ao contrário, os rótulos não fazem parte da relação terapêutica.

No entanto, faz-se necessário que o terapeuta tenha conhecimentos dos quadros nosográficos, somente através desses conhecimentos é possível realizar um atendimento com uma equipe interdisciplinar, identificado situações de riscos como ideação suicida, muitas vezes presente em pessoas com transtorno de humor e que se faz necessário ajuda familiar nos cuidados de saúde da pessoa acompanhada.

Em nossa prática clínica percebemos que pessoas com transtorno de humor, em  acompanhamento conjunto com o psiquiatra, conseguem identificar a proximidade de momentos de crise assim como os eventos que podem desencadear a mesma. Com essa capacidade de identificar a chegada da crise a pessoa portadora do transtorno de humor aprende novas formas que promove o desenvolvimento de recursos de prevenção e os cuidados necessários para a integridade física e mental do cliente e das pessoas com as quais se relaciona.

Os terapeutas rogerianos, como são chamados aqueles que atuam através da Abordagem Centrada na Pessoa, também utilizam de recursos para ajudar seus clientes a desenvolverem novos hábitos que contribuíram para uma melhor qualidade de vida independente de qualquer diagnóstico.

As intervenções realizadas serão de acordo com o nível cognitivo e educacional de cada cliente, levando em conta sua subjetividade e singularidade e os dados colhidos na anamnese, entrevistas com familiares ou colegas de trabalho, visita a escola, técnicas como a clarificação, que focaliza no que o cliente fala, para que ele repita o que disse e consiga escutar sua fala ou queixa, no caso de atendimento com crianças a ludoterapia, que utiliza recursos lúdicos para acessar o mundo simbólico através do brincar, sendo necessário o conhecimento sobre o desenvolvimento infantil psicomotor, cognitivo, social e afetivo, permitindo que o terapeuta consiga acessar a compreensão que a criança tem de si mesma e de sua realidade a partir dos recursos que sua fase de desenvolvimento oferece.

Na prática a Abordagem Centrada na Pessoa, busca-se compreender as dificuldades das pessoas com relação a si mesmas, seus sentimentos, suas relações interpessoais, além de trabalhar a capacidade de assumirem as responsabilidades inerentes ao seu momento atual, o hoje, independentemente de serem crianças, adolescentes, adultos ou idosos, cada período ou ciclo carrega seus desafios e suas possibilidades, que somente com a ampliação da consciência, o autoconhecimento, somos impulsionados a fechar ciclos que pedem um fechamento para que novos ciclos se iniciem, como já foi dito no início: a vida é um processo de fluidez onde nada está pronto e nada está fixo, é sempre um devir.

Movimento ininterrupto e atuante como uma lei geral do universo, que dissolve, que cria e transforma todas as realidades existentes, sendo válido para todos independente se têm diagnóstico ou não, esta é uma das possibilidades de atuação da Abordagem Centrada na Pessoa.

 

 

 

Fonte:

https://blog.psicologiaviva.com.br/transtorno-de-humor-e-acp/