Psicologa Organizacional

7 de maio de 2023

 


Perdão

 

O perdão é um processo pelo qual uma pessoa que sofreu uma ofensa, mágoa ou dano emocional decide renunciar ao desejo de vingança, ressentimento ou rancor em relação à pessoa que causou a dor. É um ato consciente de liberar a si mesmo do peso emocional negativo que pode estar afetando sua vida e bem-estar. O perdão não significa esquecer ou minimizar a gravidade do que aconteceu, mas sim escolher não deixar que o ocorrido afete negativamente a vida da pessoa. É um processo que pode ser difícil e levar tempo, mas muitas vezes é uma parte importante do processo de cura emocional e do desenvolvimento pessoal.

 

Sabe-se que o perdão é um tema complexo que pode trazer tanto pontos positivos quanto negativos, dependendo do contexto e da situação. Alguns dos pontos positivos do perdão incluem:

 

Alívio emocional: perdoar alguém pode ajudar a liberar sentimentos de raiva, rancor e mágoa, trazendo alívio emocional para quem perdoa.

Melhora nos relacionamentos: o perdão pode ajudar a melhorar relacionamentos que foram prejudicados por conflitos e desentendimentos. Quando uma pessoa perdoa, ela pode se sentir mais aberta para estabelecer um diálogo e reconstruir a relação.

Benefícios para a saúde: a raiva e o estresse emocional causados pelo ressentimento e pela falta de perdão podem ter efeitos negativos na saúde, aumentando a pressão arterial, enfraquecendo o sistema imunológico e causando outros problemas de saúde. Perdoar pode ajudar a reduzir esses efeitos negativos e trazer benefícios para a saúde física e mental.

Por outro lado, também existem pontos negativos associados ao perdão, tais como:

 

Sensação de vulnerabilidade: perdoar alguém pode deixar uma pessoa vulnerável, especialmente se houve traição, abuso ou outras situações que a fizeram sofrer. Isso pode fazer com que a pessoa se sinta insegura e desconfiada em relação ao futuro.

Expectativas não atendidas: quando uma pessoa perdoa, pode haver uma expectativa de que a outra parte também mudará o comportamento ou fará um esforço para reconstruir o relacionamento. Se isso não acontecer, pode gerar mais frustração e mágoa.

 

O perdão também pode ser bom para a saúde mental e física. O ressentimento e a raiva podem levar a um estresse crônico, que pode causar vários problemas de saúde, como depressão, ansiedade, hipertensão e problemas cardíacos. Perdoar pode ajudar a reduzir esse estresse e melhorar a saúde em geral.

 

Por fim, o perdão pode ajudar a pessoa a crescer e evoluir. Quando alguém perdoa, isso pode ser uma oportunidade para aprender e crescer com a situação. Pode ajudar a pessoa a se tornar mais compassiva, mais humilde e mais empática com os outros.

1 de maio de 2023

Transtorno de Personalidade







Os transtornos de personalidade são um grupo de transtornos mentais que afetam a forma como uma pessoa pensa, sente e se comporta. Eles se caracterizam por padrões persistentes e inflexíveis de comportamento e traços de personalidade que se afastam do que é considerado "normal" ou "saudável", e que geralmente causam sofrimento significativo ou interferem na vida cotidiana da pessoa.

 

Esses transtornos são diferentes dos transtornos mentais mais comuns, como ansiedade ou depressão, porque afetam não apenas o humor da pessoa, mas também sua maneira de ser e se relacionar com o mundo ao seu redor. Eles podem afetar todas as áreas da vida da pessoa, incluindo trabalho, relacionamentos, lazer e saúde física e mental.

 

Os transtornos de personalidade são divididos em três grupos principais, com base em características compartilhadas. Esses grupos são: grupo A (transtornos excêntricos ou estranhos), grupo B (transtornos dramáticos, emocionais ou erráticos) e grupo C (transtornos ansiosos ou medrosos). Alguns exemplos de transtornos de personalidade incluem o transtorno borderline, o transtorno esquizotípico, o transtorno narcisista e o transtorno de personalidade antissocial.





Metamorfose Emocional

 

Não existe um conceito científico formal de "metamorfose emocional", mas o termo pode ser usado metaforicamente para descrever um processo de mudança ou transformação emocional significativa em uma pessoa.

 

Assim como a metamorfose biológica, que envolve uma transformação gradual de uma forma de vida para outra, a metamorfose emocional pode envolver uma mudança significativa na forma como uma pessoa pensa, sente e se comporta. Por exemplo, uma pessoa que passa por uma grande perda pode experimentar uma metamorfose emocional ao longo do tempo, à medida que aprende a lidar com a dor e encontrar significado e propósito em sua vida de novas maneiras.

 

A metamorfose emocional também pode ocorrer como resultado de eventos positivos, como o nascimento de um filho ou a conquista de um objetivo importante, e pode levar a um aumento da resiliência emocional e da capacidade de enfrentar desafios futuros. Em resumo, a metamorfose emocional é uma transformação interna que pode levar a uma nova perspectiva de vida, autoconhecimento e crescimento pessoal.


 Irritabilidade: causas e tratamentos para o mau humor excessivo




 

Saiba o que pode estar por trás de sua irritabilidade crônica — e como se livrar dela.

 

Quais as causas e tratamentos para irritabilidade excessiva?

 

As causas da irritabilidade excessiva podem estar relacionadas a alterações hormonais — incluindo problemas na tireoide.

 

A irritabilidade está relacionada tanto às nossas respostas ao ambiente quanto às condições psicológicas e/ou fisiológicas que experimentamos.

 

Vamos pensar a irritabilidade usando um exemplo ilustrativo.

 

Digamos que você tenha usado um produto de limpeza e sua pele ficou irritada.

 

Talvez você seja alérgico a algum componente (e, se usar de novo, a irritação se repetirá).

 

Talvez tenha exagerado na medida.

 

Ou utilizado o produto de um jeito errado.

 

Talvez, o problema tenha aparecido em função do que estava na sua pele antes do produto chegar — assim como o que foi usado depois.

 

Veja, determinar a causa da irritabilidade tem a ver com perceber o contexto no qual ela ocorre.

 

E, se ela se repete, significa que insistimos em ignorar alguma informação.

 

Porque a irritabilidade é uma reação normal — ou melhor, funcional.

 

Ela surge como estratégia de enfrentamento de algum tipo de estresse.

 

Tal como acontece com o bebê, que expressa irritabilidade no choro, comunicando sua fome.

 

Na verdade, a irritabilidade está tentando nos proteger de estímulos agressivos ao nosso bem-estar.

 

Esses estímulos podem vir de insatisfações básicas — como a fome, que mencionamos —, desequilíbrios hormonais (importante ficar atento a essa possibilidade) ou sensações e pensamentos que nos perturbam.

 

Veja alguns exemplos:

 

Causas da irritabilidade

 

Lembre da última vez (ou de algum episódio específico) em que você se sentiu muito irritado.

 

Na lista abaixo, avalie se alguma destas condições poderia estar presente naquele momento:

 

·        constrangimento;

·        preocupação;

·        medo;

·        estresse;

·        contrariedade;

·        desafios que parecem ir além de suas capacidades;

·        dificuldade de entendimento (de algo ou com pessoas);

·        interrupção da concentração;

·        cansaço;

·        abstinência de alguma substância;

·        sensação de dor;

·        sono;

·        carência de vitaminas;

·        baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia);

·        problemas no sistema digestivo;

·        alterações hormonais (como as que ocorrem na menopausa, andropausa, tensão pré-menstrual ou em função da tireoide);

·        exaustão emocional.

 

irritabilidade o que pode ser

 

É possível que a irritabilidade indique a necessidade de descanso. Verifique se está dormindo o suficiente, caso note variações em seu humor.

Note que a irritabilidade está sempre associada a algum desconforto.

 

Portanto, uma vez que o desconforto seja superado, a reação se despede.

 

Mas, se a irritabilidade é tão constante que já nem parece estar relacionada a uma causa provável?

 

Quando a irritabilidade merece cuidados

falta de paciência e irritabilidade

Saiba reconhecer os sinais de que a falta de paciência e irritabilidade podem significar um problema de saúde.

Vamos voltar à nossa conversa sobre a pele irritada.

 

Imagine seu incômodo, caso ela permanecesse assim por um longo período. Certamente, estaria mais sensível à dor e qualquer toque poderia deixá-la ainda pior.

 

Você cuida da irritação na pele porque não quer que ela seja um inconveniente.

 

Você sabe que, se for desleixado, a irritação pode se tornar uma ferida, bem mais difícil de tratar.

 

Então, use esse mesmo raciocínio para analisar a irritabilidade como um todo.

 

Você observa que a irritação se impõe, se manifestando em diversas ocasiões da rotina?

 

Ela atrapalha suas experiências, convivências e atividades?

 

Em resumo, ela te incomoda?

 

Se a resposta for “sim”, procure avaliações de um profissional de saúde (exatamente como você faria para cuidar da constante irritação na pele).

 

Sinais de que sua irritabilidade está além do normal

 

·        Você está tendo explosões de raiva com muita frequência.

·        Você percebe que a irritabilidade está se tornando seu humor típico.

·        Sua impaciência está repercutindo em seus relacionamentos (pessoais, sociais ou profissionais).

·        Você está sendo muito agressivo (física ou verbalmente) ao reagir às irritações.

·        Para se acalmar, você recorre a comportamentos prejudiciais.

·        Irritabilidade crônica e problemas de saúde

·        É necessário conversar com um profissional de saúde porque a irritabilidade excessiva pode ser o sintoma de um problema maior.

 

As possibilidades incluem:

 

·        hipertireoidismo;

·        diabetes;

·        síndrome dos ovários policísticos (SOP);

·        condições do sistema nervoso (tumores e derrame, por exemplo);

·        baixa testosterona;

·        deficiências de vitaminas do complexo B;

·        nutrição inadequada;

·        insônia ou má qualidade do sono;

·        vícios ou compulsões;

·        distúrbios de atenção, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH);

·        estresse crônico;

·        transtornos de humor, incluindo depressão, distimia, ansiedade e bipolaridade;

·        efeito colateral de medicamentos.

 

Veja também: Pressão alta emocional: saiba o que é, seus sintomas e como prevenir

 

Tratamentos para a irritabilidade

O primeiro passo é buscar orientação médica e fazer exames laboratoriais — que mostrem sua saúde hormonal ou possíveis deficiências nutricionais.

 

Se a causa da irritabilidade for orgânica, o tratamento poderá ser realizado com terapia hormonal, suplementação e mudanças no estilo de vida.

 

Também é possível contar com medicação para ajudar a driblar outras causas da irritabilidade, como a insônia.

 

Porém, em muitas circunstâncias, os medicamentos — sozinhos — não são suficientes.

 

Quanto mais a irritabilidade estiver associada a uma condição mental, maior a necessidade de obter um tratamento psicológico.

 

Saiba mais: O que é saúde mental?

Por que o tratamento psicológico é indicado?

A função da psicoterapia é desenvolver o entendimento a respeito de nossos comportamentos.

 

Afinal, quando compreendemos os motivos que nos levam a certos impulsos ou reações, podemos encontrar modos de administrá-los com maior consciência.

 

Ora, se a irritabilidade compromete nossos julgamentos, raciocínios e relacionamentos, por que ignorá-la? Por que mantê-la como resposta comum? Por que deixá-la no controle?

 

Irritabilidade não é uma “doença sem cura”.

 

Irritabilidade é um sintoma.

 

Se a causa for orgânica, você encontra soluções recorrendo aos tratamentos focados na saúde física do corpo.

 

Mas, se as causas estiverem localizadas em seus hábitos, se indicarem algo relacionado à sua saúde mental e emocional, é com o psicólogo que você encontrará meios para superá-la.

 

Independente da origem da irritabilidade, pare de aceitá-la como uma característica de sua personalidade!

 

O que nos faz mal não deve ter o poder de nos definir.

 

Onde obter ajuda psicológica

O psicólogo Acimarley Freitas, especialista em Psicologia Clínica, com formação em Abordagem Centrada na Pessoa, oferece atendimento psicoterapêutico online e presencial, em Salinas, Minas Gerais.

 

Fonte:

https://psicologaluananodari.com.br/irritabilidade/

30 de abril de 2023

 





Eu ideal versus eu real: definição e diferença


Eu Real vs. Ideal


Em psicologia, o eu real e o eu ideal são termos usados ​​para descrever os domínios da personalidade. O verdadeiro eu é quem realmente somos. É como pensamos, como sentimos, olhamos e agimos. O eu real pode ser visto pelos outros, mas como não temos como saber verdadeiramente como os outros nos veem, o eu real é a nossa autoimagem .

O eu ideal, por outro lado, é como queremos ser. É uma imagem idealizada que desenvolvemos ao longo do tempo, a partir do que aprendemos e vivenciamos. O eu ideal pode incluir componentes do que nossos pais nos ensinaram, o que admiramos nos outros, o que nossa sociedade promove e o que pensamos ser de nosso interesse.

A importância do alinhamento

Se o jeito que sou (o eu real) está alinhado com o que eu quero ser (o eu ideal), terei uma sensação de bem-estar mental ou paz de espírito. Se o jeito que eu sou não está alinhado com o que eu quero ser, a incongruência , ou falta de alinhamento, resultará em sofrimento mental ou ansiedade. Quanto maior o nível de incongruência entre o eu ideal e o eu real, maior o nível de sofrimento resultante. Vamos dar uma olhada em alguns exemplos específicos:

Exemplo # 1: Minha autoimagem ideal inclui honestidade

Quando meus pais me perguntam por que eu estava voltando tarde para casa depois de uma noite fora, e eu sou honesto e digo a eles que não queria deixar a festa porque estava me divertindo muito, apesar das ramificações (como ser repreendido ), Terei uma sensação de bem-estar mental.

Se eu for desonesto e disser a eles que meu carro não pegaria, o desalinhamento entre meu eu real e o eu ideal resultará em angústia mental ou ansiedade. O fato de eu ter mentido resulta em sentimentos negativos.

Exemplo # 2: Minha autoimagem ideal inclui uma forte ética de trabalho

Se eu assistir a todas as minhas aulas na faculdade, ler as tarefas, estudar para os exames e trabalhar duro em meu trabalho de conclusão de curso, o resultado será uma nota que está de acordo com uma forte ética de trabalho. Sentirei paz de espírito em relação à congruência entre meu eu ideal e meu eu real.

Eu fui reprovado em alguns cursos universitários e fui colocado em liberdade condicional acadêmica. Se eu admitir para mim mesmo que não acompanhei as leituras designadas, não estudei para as provas e não entreguei meus trabalhos de conclusão de curso, ficarei angustiado ou ansioso como resultado da discrepância entre meu trabalho real ética e a ética de trabalho ideal que criei para mim.

Carl Rogers e a psicologia humanística

Carl Rogers foi um psicólogo humanista que teorizou que usamos a negação e a distorção como táticas para evitar a ansiedade e o sofrimento que sentimos quando nosso eu real e ideal não estão suficientemente alinhados. A negação é quando não reconhecemos e lidamos com o conflito interno, em um esforço para evitar a ansiedade. A distorção consiste em mudar os fatos relacionados ao conflito, de modo que haja menos ou nenhuma ansiedade. Quanto mais se usa essas defesas, maior se torna a discrepância entre o eu ideal e real. De acordo com Carl Rogers, isso pode levar a uma psicose , uma condição durante a qual uma pessoa tem uma identidade destruída.

Rogers também teorizou que quanto mais nosso eu real ou autoimagem estiver alinhado com nosso eu ideal, maior será nosso verdadeiro senso de identidade; essa congruência entre o eu real e o ideal resulta em alto valor próprio ou auto-estima. Em outras palavras, se quero me sentir bem comigo mesmo, vou me sentir impelido a trabalhar em direção a um alinhamento entre o eu real e o eu ideal. Carl Rogers se referiu a isso como o processo de autoatualização.

Resumo da lição

Em psicologia, o eu real e o eu ideal são termos usados ​​para descrever os domínios da personalidade. O eu real é quem eu sou e o eu ideal é quem eu quero ser. O grau em que os dois eus são congruentes é igual ao grau de paz de espírito. Quanto maior a discrepância entre os dois, maior o nível de angústia ou ansiedade. De acordo com o psicólogo humanista Carl Rogers, isso pode levar a uma psicose, uma condição durante a qual uma pessoa tem uma identidade destruída.

Resultados de Aprendizagem

Ao terminar o vídeo, você deve tentar:

  • Distinguir entre o eu ideal e o eu real
  • Considere o sofrimento mental que pode ocorrer devido à incongruência entre o eu ideal e o eu real
  • Descreva as teorias de Carl Rogers sobre negação e distorção em referência ao choque entre os eus reais e ideais
  • Definir psicose
fonte: 
https://pt.estudyando.com/eu-ideal-versus-eu-real-definicao-e-diferenca/