Psicologa Organizacional

1 de maio de 2017

Comunicação Conjugal



Comunicação Conjugal

Texto: Provérbios 15.1

 

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. Versão Revista e Atualizada.

 

“A palavra calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” N.V. I.

 

“Uma resposta amiga e delicada acalma os nervos, mas quem responde com raiva provoca brigas e confusão” Bíblia Viva

 

Introdução

1.  A essência do livro dos Provérbios é o ensino da moral e dos princípios éticos.

2.  Possivelmente o autor fala de si mesmo, inculcando princípios de boa conduta como vindas do Senhor.

3.  Acredita-se que Salomão é o autor da maior parte do livro dos Provérbios.

4.  Foi escrito aproximadamente em 950 a 750 A.C.

5.  Os ditos nesse livro orienta-nos a viver uma vida piedosa na terra e  a aguardar com fé a vida eterna.

6.  COMUNICAÇÃO: ato ou efeito de comunicar, processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos; A capacidade de trocar ou discutir ideias, de dialogar, bom entendimento entre as pessoas. Mini dicionário Aurélio.

7.  COMUNICAÇÃO: “é o processo verbal ou não verbal de compartilhar informação com uma outra pessoa de maneira tal que ela entenda o que você está dizendo.” Jaime Kemp

 

1 – Maneiras de interpretação ao nos comunicarmos com outras pessoas

1.  O que você quer dizer com isso

2.  O que realmente você diz

3.  O que a outra pessoa ouve

4.  O que a outra pessoa responde frente ao que você comunicou

5.  O que você pensa que a outra pessoa responde

a.  Refletir sobre cada item acima

 

2 – Tipos de COMUNICAÇÃO:

1.  Conversa superficial –

a.   Cada cônjuge permanece seguro atrás do seu EU, da sua persona (máscara)

b.  Esse tipo de comunicação cria a ilusão de segurança, porque eu não me exponho.

                                                           i.      Ex: como vai sua família? Como foi o jogo? Como foi o trabalho hoje?

2.  Relatar fatos, ideias e julgamento –

a.   Falamos sobre fatos acontecidos:

                                                           i.      Ex: contamos coisas que aconteceram na família, fatos da igreja...

3.  Apresentamos possíveis ideias ou soluções

                                                           i.      Ex: se eu fosse você faria assim...

4.  Meus sentimentos e emoções

a.   Compartilhamos o que de fato achamos e sentimos

b.  Os sentimentos são externados

c.   Ao se expor corremos o risco de sermos rejeitados

                                                           i.      Ex: a companheira consegue falar dos nossos comportamentos que a machuca.

5.  Comunicação verdadeira –

a.   Todos os relacionamentos precisam ser verdadeiros.

b.  A relação conjugal precisa ser fundamentada em uma comunicação verdadeira.

c.   Muitos casais tem medo dessa etapa.

d.   Porque falar o que pensamos, o que sentimos, o que achamos é de suma importância na relação conjugal.

 

3 – Por que não nos comunicamos?

1.  Dificuldade de usar palavras adequadamente.

2.  Há pessoas que tem medo de se abrir.

3.  Há pessoas que pensam que falar não resolve.

4.  Há pessoas que pensam não ter algo pra oferecer.

5.  Há pessoas que pensam que suas ideias não tem valor.

 

Sendo assim:

1.  Aprenda a ser um bom ouvinte

a.   “se você se apressa em dar sua resposta (opinião), antes de ouvir os fatos, está mostrando que é um tolo. Você devia se envergonhar” Pv. 18.13

2.  Pense duas vezes antes de falar

a.   “todos gostam de dar um bom conselho e é formidável poder dizer a coisa certa na hora certa” Pv. 15.23

3.  Não use o silencio para frustrar seu cônjuge.

4.  Quando você estiver errado admita e peça perdão

a.   “confessem suas faltas uns aos outros e orem uns pelos outros, a fim de que vocês possam ser curados. A oração fervorosa de um homem justo tem grande poder e resultados maravilhosos” Tg 5.16

5.  Procure entender a opinião do seu cônjuge, coloque-se no lugar, ou na situação dela (empatia).
 

6.  Escolha a hora certa para se comunicar

a.   “uma pessoa delicada e amável no falar ajuda os outros a viver; quem é grosseiro e implicante desanima qualquer um” Pv 15.4

 

Uma resposta amiga e delicada acalma os nervos, mas quem responde com raiva provoca brigas e confusão” Pv 15. 1 -  Bíblia Viva
 
De próprio punho
 
Acimarley Freitas
 
 
 

10 de abril de 2017

Guarda o teu coração


 
 
Guarda o teu coração

 

 

 

Sabe-se que “por volta do século 5 a.C., começa na Grécia Antiga um debate palpitante sobre a localização da alma. Diz a história que os gregos não concebem algo espiritual sem assinalar um lugar no corpo. Hipócrates, o mais famoso médico da Antiguidade, diz que a inteligência se encontra na cabeça. Platão discorda. Para ele, a alma imortal está na cabeça, mas a alma mortal, responsável pela inteligência e os sentimentos, está no coração. Os desejos sensuais, por sua vez, procedem do fígado. Aristóteles contradiz essa separação. Só existe uma alma, afirma, e ela se encontra no coração, o centro do ser humano, o fogo interno que dá calor e vida. Fica assim estabelecido pelos séculos seguintes a primazia do coração...”

O coração é um órgão muscular oco, envolto por um saco cheio de líquido chamado pericárdio, localizado no interior da cavidade torácica. Sua função é bombear o sangue oxigenado (arterial) proveniente dos pulmões para todo o corpo e direcionar o sangue desoxigenado (venoso), que retornou ao coração, até os pulmões, onde deve ser enriquecido com oxigênio novamente. Em uma pessoa saudável, o coração bate em média 70 a 80 vezes por minuto. Mas, esse número pode ser elevado para até 150 em situações de pânico ou susto. O coração bombeia em média 74 mil litros de sangue por dia – o suficiente para, ao longo de uma vida inteira, encher 100 piscinas. A pressão exercida pelo órgão também é tão forte que o sangue poderia ser jorrado a 10 metros de altura.

Além de ser um órgão de extrema importância o coração é representado de forma simbólica como sendo o centro das emoções.

Por que guardar o coração? Certamente a resposta é simples, ou não, por ser simples entende-se que, por não termos conhecimento suficiente em relação a formação subjetiva do homem, não compreendemos a nossa personalidade e muito menos os nossos afetos. E por conseqüência, muitos de nós em todo tempo estamos sofrendo, passando por dores, porque tão somente não guardamos os nossos corações.

Na jornada da vida, em muitos momentos o nosso coração fica em “lugares” que muitas vezes não deveríamos ter permitido, e muito do caos da vida que alguns se queixam foi devido a não ter guardado o coração.

Coração esse que é cheio de desejos, vontades, ambições, sonhos, projetos e amores. E como somos entregues a uma intensa carga emocional, não nos preocupamos em protegê-lo.

Sendo assim encontramos em especial, na atualidade, muitas pessoas machucadas com o amor, como pode um sentimento tão lindo, tão nobre, tão puro, nos machucar? Certamente não é o amor por si só que nos machuca, mas sim nossos corações cheios de (... cada um sabe do que está cheio...) que através do egoísmo buscar saciar seus desejos, sem mensurar as possibilidades e conseqüências das escolhas.

Nossos atos vêm sempre do coração, é o que determina as atitudes e os comportamentos. Uma vida equilibrada e saudável deve se ocupar de alguns valores como:  ambiente familiar, alimentação, vida social, emoções e sentimentos.

Uma dos siguinificados do coração, de forma conotativa nesse tempo contemporâneo é: de emoção e sentimento.

Então guarda o teu coração para que sentimentos negativos e emoções destruidoras não venham abatê-lo.

 

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”

Provérbios 4:23

 

De próprio punho

 

Acimarley Freitas

2 de abril de 2017

Autismo


 
 
Autismo

 

Os primeiro sintomas do autismo manifestam-se, necessariamente, antes dos 3 anos de idade, o que faz com que os profissionais da área da saúde busquem incessantemente o diagnóstico precoce.

A principal área prejudicada , e a mais evidente, é a habilidade social. A dificuldade de interpretar os sinais sociais, e as intenções dos outros impede que as pessoas com autismo percebam corretamente algumas situações no ambiente em que vivem. A segunda área comprometida é a da comunicação verbal e não verbal. A terceira é a das inadequações comportamentais.

Percebe-se que crianças com autismo apresentam repertório de interesses e atividades restritos e repetitivos (como interessar-se somente por trens, carros,  dinossauros etc.), tem dificuldade de lidar com o inesperado e demonstram pouca flexibilidade para mudar rotinas. Essa é a tríade de sintomas do comportamento autistíco.

 

Sabe-se que a dificuldade de socialização é a base da tríade de sintomas do funcionamento autistíco. O ser humano é um ser social. Pis é através da socialização que o ser humano aprende as regras e os costumes da sociedade em que habita. É notório que pessoas com autismo apresentam muitas dificuldades na socialização, com variados níveis de gravidade. É necessário entender a fundo os sentimentos e percepções dos portadores desse funcionamento mental para que possamos ajudá-los. Um dos granes desafios do tratamento do funcionamento autistíco é ensinar a essas pessoas os mecanismos e os prazeres contidos nos momentos de convivência. Crianças com autismo buscam contatos sociais, mas não sabem exatamente o que fazer para mantê-los. Crianças com autismo tendem a fazer pouco contato visual.

As pessoas com autismo apresentam grandes dificuldades na capacidade de se comunicar pela linguagem verbal e não verbal e, com isso, permanecem isoladas e distintas em seus mundinhos particulares. A linguagem verbal é a escrita ou falada, ou seja, é o poder que temos de nos comunicar por meio de cartas, emails, textos, livros, vocalizações, conversas, pedidos ou discursos eloqüentes. A linguagem não verbal, por sua vez, é composta pelo conjunto de sinais e símbolos, com os quais nos deparamos no dia a dia. Como exemplo de linguagens não verbal, temos as placas e os sinais de trânsito,, que nos passam mensagens indicativas – por meio de símbolos, imagens e cores – como devemos agir: reduzir velocidade,parar o carro, atravessar a rua etc. a linguagem não verbal também é constituída por sinais que emitimos o tempo todo, como gestos, posturas corporais e expressões faciais. Aprendemos, desde muito cedo, a interpretar expressões faciais e a linguagem corporal das pessoas com quem interagem. Grande parte da comunicação vem da linguagem não verbal. Falhas ou problemas na evolução da linguagem constituem os primeiros sinais de que o desenvolvimento de uma criança não está conforme o esperado e podem sugerir um funcionamento autistíco. Assim como nas questões relacionados a socialização, nos deparamos aqui, com um espectro de alterações. As crianças com funcionamento autistíco, dificilmente, contam eventos passados e, exatamente por isso, ensina-las  a narrar suas vivências é prioridade no tratamento., até para que possamos identificar situações constrangedoras e humilhantes no espaço escolar, como o bullying.

 

Os padrões de comportamento das pessoas com autismo independem de raça, nacionalidade, ou credo desses indivíduos. É fácil identificar comportamentos autistícos, pois não estão relacionados a costumes de um povo e sim ao desenvolvimento particular dessas pessoas. Os comportamentos são divididos em duas categorias: primeiro  trata-se dos comportamentos motores estereotipados e repetitivos, como pular, balançar o corpo e/ou as mãos, bater palmas, agitar ou torcer os dedos e fazer caretas. São sempre realizados da mesma maneira e alguns pais até relatam que observam algumas manias na criança que desenvolve tais comportamentos. Algumas crianças com autismo são muito agitadas, não seguem os comandos, fazem apenas o que é de seu interesse. Querem sempre as mesmas coisas, do mesmo jeito, na mesma seqüência. A segunda categoria  está relacionada a comportamentos disruptivos cognitivos, tais como compulsões, rituais, rotinas, insistência, mesmice e interesses circunscritos que são caracterizados por uma aderência rígida a alguma regra ou necessidade de ter as coisas somente por tê-las.

Estudos na área da neuropasicologia têm demonstrado que indivíduos com autismo aparentam ter dificuldades na área cognitiva de funções executivas. Essas funções são um conjunto de processos neurológicos que permitem que a pessoa planeje coisas, inicie uma tarefa, se controle para continuar na tarefa, tenha atenção e, finalmente, resolva o problema. Os padrões restritos e repetitivos de comportamento dominam as atividades diárias de crianças com autismo, e causam impacto em suas habilidades de aprendizagem e nos desenvolvimentos de comportamentos adaptativos.

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento infantil que se manifesta antes dos três anos de idade e se prolonga por toda a vida. Para compreender melhor o autismo é necessário que o leitor se aprofunde mais no assunto.

 

Fonte:

SILVA, Ana Beatriz. Mundo singular: entenda o autismo. Rio de Janeiro : Objetiva, 2012.

25 de março de 2017

Como escolher o "pastor" ideal


 
 
Como escolher o "pastor" ideal?

 

 

A vida cristã, como bem disse um dos principais autores bíblicos, é uma vida "renovada", uma "nova vida". Os velhos "pré" conceitos deveriam ficar de lado, e darem lugar a novos horizontes, novas maneiras de ver o mundo... e principalmente... as pessoas.

 

Veja a lista de candidatos abaixo, e reflita se eles seriam aceitos, através de seus currículos, para uma possível vaga de pastor em sua igreja... Leia o texto como se a "análise curricular" estivesse acontecendo em alguma reunião de Comissão..

 

O que se segue é um relatório confidencial sobre vários candidatos sendo considerados para o pastorado.

 

Adão: Bom homem, mas com problemas com a esposa. Também houve uma informação de que ele e a esposa se comprazem em caminhar nus pela mata.

 

Noé: Pastorado anterior de 120 anos, sem obter sequer um converso. É muito dedicado a projetos de edificação extravagantes.

 

Abraão: Embora tenhamos informações sobre prática de troca de esposas, os fatos parecem indicar que nunca dormiu com a esposa de outro homem, mas ele ofereceu compartilhar sua própria esposa com outro homem.

 

José: Um grande pensador, mas um tanto convencido que acredita em sonhos, pondo-se a interpretá-los. Temos registro de passagem pela prisão.

 

Moisés: Homem modesto e manso, mas um pobre comunicador, chegando às vezes a gaguejar. Houve ocasiões em que perdeu a paciência e agiu de modo rude. Há quem diga que deixou uma igreja anterior sob acusação de assassinato.

 

Davi: O líder mais promissor de todos, até que descobrimos um caso que teve com a esposa de um dos seus obreiros.

 

Solomão: Grande pregador, mas nossa casa pastoral não teria espaço para aquelas tantas esposas [e sogras] dele.

 

Elias: Dado à depressão. Entra em pânico sob pressão.

 

Oséias: Um pastor terno e amorável, mas nosso pessoal não terá como lidar com a ocupação da esposa.

 

Débora: Forte líder e parece ser ungida, mas é mulher.

 

Jeremias: Emocionalmente instável, alarmista, negativista, sempre lamentando coisas. Relata-se que fez uma longa viagem para sepultar roupas íntimas às margens de um rio.

 

Isaías: Reivindica ter visto anjos na igreja. Tem problemas com a linguagem.

 

Jonas: Recusou o chamado de Deus ao ministério até ser forçado a obedecer, sendo engolido por um grande peixe. Ele nos disse que o peixe mais tarde o vomitou numa praia perto daqui. Deixamos em suspenso.

 

Amós: Muito atrasado e sem polimento. Com alguma instrução no seminário poderia oferecer alguma promessa, mas se encrenca com pessoas ricas. Poderia adequar-se melhor a congregações mais humildes.

 

Melquisedeque: Grandes credenciais no atual local de trabalho, mas de onde procede esse sujeito? Não há informação em seu "Currículo" a respeito de ocupações anteriores. Todos os espaços a respeito de seus pais foram deixados em branco e ele se recusa a fornecer a data de nascimento.

 

João: Diz que é batista, mas definitivamente não se veste como alguém que o seja. Dormia por meses ao ar livre, e emprega um regime alimentar esquisito, além de provocar líderes denominacionais.

 

Pedro: Muito proletário. Tem um mau temperamento, e soube-se que chegou até a xingar. Teve uma discussão "face-a-face" com Paulo, outro candidato a pastor. É agressivo, mas tem um grande coração.

 

Paulo: Líder poderoso, do tipo Alto Executivo, e pregador fascinante. Contudo, tem pouco tato, é implacável com jovens ministros, muito severo e soube-se que prega a noite toda. Também tem problemas nos olhos, o que lhe afeta a visão até para escrever.

 

Tiago e João: Pacote vantajoso de pregador e associado que a princípio parecia bom, mas descobriu-se que tinham um problema de ego com respeito a colegas de trabalho e posições. Ameaçaram uma cidade inteira após um insulto. Também sabe-se que tentaram desanimar obreiros que não se dispunham a acompanhá-los.

 

Timóteo: Muito jovem!

 

Matusalém: Muito velho! Aliás, BEM velho mesmo!

 

Jesus: Tem tido ocasiões de popularidade, mas uma vez Sua igreja alcançou 5.000 e Ele conseguiu ofender essa gente toda. Daí a igreja diminuiu para doze pessoas. Raramente permanece num só lugar por muito tempo. E, logicamente, há o problema de ser solteiro.

 

Judas Iscariotes: Suas referências são sólidas. Um grande planejador. Conservador. Tem boas ligações. Sabe como lidar com finanças. Estamos convidando-o para pregar neste sábado. Vemos possibilidades aqui.

 

"Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração" - 1Sam. 16:7.

 

 

CUIDADO COM OS JULGAMENTOS!

 

QUEM QUER VER SÓ O NEGATIVO SEMPRE VAI ENCONTRAR!

 


 

22 de março de 2017

RACISMO E SAÚDE MENTAL


 

RACISMO E SAÚDE MENTAL
 
O Brasil é o país com o maior contingente de negros e negras fora da África, correspondendo a 52,9% dos brasileiros.I É a segunda maior população de negros e negras de todo mundo - 104,2 milhões de pessoas, atrás apenas da Nigéria.
 
Quando confrontamos os indicadores sociais – saúde, renda, educação, moradia, emprego, justiça ou qualquer outro que queiramos, a população negra está sempre em desvantagem quando comparada à população branca, o que nos permite assinalar a dimensão da desigualdade racial, para além da desigualdade social brasileira.
 
Esses dados aliados a história de escravização dos afrodescendentes determinam não só a ocupação de um lugar social, como também, a ocupação de um lugar simbólico no imaginário da sociedade brasileira que contribui para a perpetuação do racismo, através da discriminação e da exclusão de grande parcela deste segmento.
 
O campo da educação são espaços privilegiados para transformação e mudança de crenças e preconceitos, ao contrário disto, temos constatado como esses espaços têm sido ao longo do tempo, campos privilegiados para o silenciamento do racismo, dificultando as ações para o desenvolvimento de subjetividades coerentes e compatíveis com os pertencimentos raciais da realidade brasileira. Isto ocorre ora com a conivência, ora com a ignorância sobre relações raciais por parte dos profissionais que atuam nas instituições.
 
A identificação desses fatores podem favorecer por um lado, a intervenção na dimensão subjetiva dos indivíduos, necessária para trazer à consciência as representações depositadas no imaginário social, que brancos e negros têm de si e do outro e, por outro, a formulação de ações estratégicas que garantam, conforme os princípios do SUS, a equidade na atenção à saúde dos diferentes grupos que compõem a sociedade brasileira.
 
A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra – PNSIPN , em seu processo de construção, passou por todas as instâncias de decisão até sua aprovação e publicação no Diário Oficial em 2009. Assim a PNSIPN “rezou” na cartilha do SUS, cumpriu todos os passos para sua institucionalização.
 
No entanto, o planejamento elaborado para a implantação da política jamais foi colocado efetivamente em prática e sequer foi monitorado e avaliado.
 
O Estatuto da Igualdade RacialII transforma a políticaIII em lei “... O direito à saúde da população negra será garantido pelo poder público mediante políticas universais, sociais e econômicas destinadas à redução do risco de doenças e de outros agravos.”
 
O Ministério da SaúdeIV assinala que
 
“A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) é uma resposta do Ministério da Saúde às desigualdades em saúde que acometem esta população e o reconhecimento de que as suas condições de vida resultam de injustos processos sociais, culturais e econômicos presentes na história do País. (...) não há como negar que persiste ainda hoje, na nossa sociedade, um racismo silencioso e não declarado. A persistência desta situação ao longo desses anos é facilmente observada na precocidade dos óbitos, nas altas taxas de mortalidade materna e infantil, na maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas, bem como nos altos índices de violência urbana que incidem sobre a população negra. (...)”.


A Marca da política é o “ reconhecimento do racismo, das desigualdades étnico -raciais e do racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde, com vistas à promoção da equidade em saúde ”, e suas diretrizes gerais preconizam:

 

Inclusão dos temas racismo e Saúde da População negra nos processos de formação e educação permanente dos trabalhadores da Saúde e no exercício do controle social na Saúde;

 

Ampliação e fortalecimento da participação do Movimento Social Negro nas instâncias de controle social das políticas de saúde, em consonância com os princípios da gestão participativa do SUS, adotados no Pacto pela Saúde;

 

Incentivo à produção do conhecimento científico e tecnológico em saúde da população negra;

 

Promoção do reconhecimento dos saberes e práticas populares de saúde, incluindo aqueles preservados pelas religiões de matrizes africanas;

 

Implementação do processo de monitoramento e avaliação das ações pertinentes ao combate ao racismo e à redução das desigualdades étnico-raciais no campo da saúde nas distintas esferas de governo;

 

Desenvolvimento de processos de informação, comunicação e educação, que desconstruam estigmas e preconceitos, fortaleçam uma identidade negra positiva e contribuam para a redução das vulnerabilidades.

 

Portanto, é dentro da perspectiva de promoção da saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualdades étnico-raciais, a discriminação e o enfrentamento ao racismo e sexismo nas instituições e serviços do SUS, é que esperamos dos gestores e dos trabalhadores da saúde o compromisso com inclusão da temática em todas as ações da Rede de Atenção Psicossocial de Saúde, em particular, nas ações de educação permanente quando se pensa na formação dos servidores frente à nova proposta de reorganização dos serviços.

 

É importante salientar que “O exercício da prática desta política e o aperfeiçoamento da gestão solidária e participativa irão contribuir para a consolidação do Sistema Único de Saúde, objetivo de todos que lutam pelo direito universal à saúde como uma condição para a democracia participativa”.