Psicologa Organizacional

1 de abril de 2026

 


Emprestar: devo ou não?

 

Esse é um tema mais comum do que parece e também mais delicado do que muitos imaginam.

 

Em algum momento da vida, alguém próximo pode nos pedir algo emprestado: um carro, uma ferramenta, uma quantia em dinheiro… E, junto com esse pedido, surgem dúvidas, receios e até conflitos internos.

 

Muitas vezes, não queremos emprestar. E tudo bem reconhecer isso.

 

Pode ser o medo de um prejuízo financeiro, como no caso de um carro que pode sofrer um acidente. Mesmo com seguro, nem sempre terceiros estão cobertos, além dos custos com franquia. Pode ser uma ferramenta que pode ser danificada, ou um dinheiro que talvez não seja devolvido.

 

Perceba: não se trata apenas do objeto mas das consequências emocionais, financeiras e até familiares envolvidas.

 

Em muitos casos, a decisão de emprestar não afeta só você. Pode gerar desconforto com a esposa, com a mãe, com os filhos. E isso já nos mostra que a situação exige reflexão.

 

🔎 E por que é tão difícil dizer “não”?

 

Porque muitas pessoas ainda não desenvolveram a habilidade da assertividade ou seja, a capacidade de se posicionar com clareza, respeito e firmeza.

 

Dizer “não” não é ser egoísta.

Dizer “não” não é ser mal-educado.

Dizer “não” é, muitas vezes, um ato de cuidado consigo mesmo.

 

E um ponto importante: você não precisa se justificar excessivamente para negar algo. O “não” faz parte das relações humanas saudáveis.

 

Por outro lado, também existe quem pede emprestado e tem dificuldade em ouvir esse “não”. Pode se sentir rejeitado, ofendido ou desvalorizado. Em alguns casos, relações são abaladas por conta disso.

 

💭 Então, o que considerar antes de pedir algo emprestado?

 

É fundamental desenvolver autoconsciência:

 

Se algo acontecer, você teria condições de arcar com o prejuízo?

 

Está preparado para assumir a responsabilidade caso quebre, perca ou danifique?

 

Esse pedido é realmente necessário ou existe outra alternativa?

 

 

Muitas vezes, não pensamos nessas possibilidades até que algo aconteça.

 

📎 Reflexão final

 

Emprestar ou pedir emprestado envolve muito mais do que um simples ato. É uma situação delicada, que exige maturidade emocional, responsabilidade e respeito mútuo.

 

Sempre que possível, avalie se há outras formas de resolver a necessidade: contratar um serviço, adiar a demanda ou buscar alternativas mais seguras.

 

Nem tudo que é possível, é necessário.

E nem todo “sim” vale o preço da sua paz.

 

💬 Se esse conteúdo fez sentido para você, talvez ele também possa ajudar alguém próximo.

 

Acimarley Freitas


 


Acimarley Freitas

 

Ele não se tornou quem é de uma vez.

Foi sendo… camada por camada, como quem aprende a ler a vida antes mesmo de explicá-la.

 

Aos 50 anos, carrega nos olhos mais do que teorias, carrega histórias.

E talvez por isso sua presença não seja apenas técnica… seja encontro.

 

A Psicologia, em suas mãos, não é ferramenta fria.

É abraço invisível.

É silêncio que acolhe.

É palavra que chega devagar, respeitando o tempo do outro.

 

Mas dentro dele, há mais…

 

A Filosofia sussurra perguntas enquanto ele escuta:

“Quem é esse que sofre?”

“Que sentido há por trás dessa dor?”

E assim, ele não oferece respostas prontas

ele caminha junto na construção delas.

 

A Sociologia o lembra, com firmeza,

que ninguém adoece sozinho.

Há mundos dentro de cada história,

há pesos que não nasceram no indivíduo,

mas foram colocados sobre seus ombros ao longo do caminho.

 

A Teologia, suave como uma brisa,

o ensina a reconhecer o invisível —

a dor que vira oração,

o silêncio que vira busca,

a esperança que insiste em não morrer.

E ele acolhe isso… sem impor, sem invadir… apenas respeitando o sagrado do outro.

 

E as Letras…

ah, as Letras o ensinaram a escolher palavras como quem cuida.

Porque ele sabe:

uma frase pode ferir…

mas também pode curar.

 

Ele não é feito de áreas separadas.

É feito de pontes.

Entre razão e emoção,

entre indivíduo e mundo,

entre dor e sentido,

entre o humano e o transcendente.

 

E talvez, no fundo…

sua maior sabedoria não esteja no que ele sabe,

mas no modo como ele permanece diante de alguém:

 

inteiro,

presente,

humano.

 

Como quem diz, mesmo em silêncio:

Você pode ser quem é aqui… eu estou com você.


Acimarley Freitas