Acimarley
Freitas
Ele
não se tornou quem é de uma vez.
Foi
sendo… camada por camada, como quem aprende a ler a vida antes mesmo de
explicá-la.
Aos 50
anos, carrega nos olhos mais do que teorias, carrega histórias.
E
talvez por isso sua presença não seja apenas técnica… seja encontro.
A
Psicologia, em suas mãos, não é ferramenta fria.
É
abraço invisível.
É
silêncio que acolhe.
É
palavra que chega devagar, respeitando o tempo do outro.
Mas
dentro dele, há mais…
A
Filosofia sussurra perguntas enquanto ele escuta:
“Quem
é esse que sofre?”
“Que
sentido há por trás dessa dor?”
E
assim, ele não oferece respostas prontas
ele
caminha junto na construção delas.
A
Sociologia o lembra, com firmeza,
que
ninguém adoece sozinho.
Há
mundos dentro de cada história,
há
pesos que não nasceram no indivíduo,
mas
foram colocados sobre seus ombros ao longo do caminho.
A
Teologia, suave como uma brisa,
o
ensina a reconhecer o invisível —
a dor
que vira oração,
o
silêncio que vira busca,
a
esperança que insiste em não morrer.
E ele
acolhe isso… sem impor, sem invadir… apenas respeitando o sagrado do outro.
E as
Letras…
ah, as
Letras o ensinaram a escolher palavras como quem cuida.
Porque
ele sabe:
uma
frase pode ferir…
mas
também pode curar.
Ele
não é feito de áreas separadas.
É
feito de pontes.
Entre
razão e emoção,
entre
indivíduo e mundo,
entre
dor e sentido,
entre
o humano e o transcendente.
E
talvez, no fundo…
sua
maior sabedoria não esteja no que ele sabe,
mas no
modo como ele permanece diante de alguém:
inteiro,
presente,
humano.
Como
quem diz, mesmo em silêncio:
Você pode ser quem é aqui… eu estou com você.
Acimarley Freitas
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