Psicologa Organizacional

10 de maio de 2026

 


A Saudade Que Continua Abraçando

 

Por Acimarley Freitas

 

Há pessoas que passam pela vida como o vento.

Outras… permanecem mesmo depois da partida.

 

Hoje, no Dia das Mães, enquanto muitos celebram com abraços, fotografias e almoços em família, existe também um silêncio sentado à mesa de alguém.

Existe um quarto vazio.

Uma ligação que não pode mais ser feita.

Uma voz que mora apenas na lembrança.

 

E talvez, para alguns, este seja um dos dias mais difíceis do ano.

 

Porque a ausência de uma mãe não termina no funeral.

Ela reaparece nos detalhes mais simples da vida.

No cheiro de um café recém-passado.

Na comida que nunca mais teve o mesmo gosto.

Na vontade de contar algo importante e perceber que aquela pessoa que mais vibrava por você já não está fisicamente aqui.

 

A dor da perda tem um jeito estranho de visitar o coração.

Às vezes ela chega silenciosa.

Outras vezes, atravessa a alma sem pedir licença.

 

Mas hoje… eu queria convidar você a olhar para essa saudade de uma outra forma.

 

Quem foi sua mãe dentro da sua história?

 

Talvez ela tenha sido abrigo quando o mundo parecia assustador.

Talvez tenha sido aquela mulher cansada, imperfeita, humana… mas que fazia o possível para cuidar de você.

Talvez tenha deixado conselhos que você só compreendeu depois de adulto.

Talvez as repreensões dela tenham se transformado em proteção quando a vida lhe ensinou certas dores.

 

E mesmo que existam feridas, ausências emocionais ou palavras nunca ditas… ainda assim, algo dela continua vivendo em você.

 

Porque mães não permanecem apenas nas fotografias.

Elas permanecem nos gestos que aprendemos sem perceber.

Na forma como cuidamos de alguém.

Na maneira como enfrentamos a vida.

Na força que encontramos em dias difíceis.

 

A saudade dói porque o amor foi verdadeiro.

 

E talvez o grande desafio deste dia seja justamente transformar a dor da ausência em gratidão pela presença que um dia existiu.

 

Sentir saudade da voz.

Do cheiro.

Do carinho.

Dos conselhos repetidos tantas vezes.

Das orações silenciosas que ela fazia sem que ninguém soubesse.

 

Talvez hoje você chore.

E tudo bem.

 

Mas entre as lágrimas, tente também perceber uma verdade delicada:

de todas as mulheres do mundo… justamente ela foi a sua mãe.

 

E isso nunca poderá ser apagado pelo tempo.

 

O amor verdadeiro encontra maneiras de permanecer.

Às vezes na memória.

Às vezes no coração.

Às vezes naquele pequeno detalhe da vida que faz a gente sorrir enquanto os olhos se enchem de lágrimas.

 

Hoje, mais do que lembrar da perda, permita-se honrar a história.

Honrar o amor vivido.

Honrar os momentos simples que agora se tornaram eternos dentro de você.

 

Porque algumas pessoas partem da vida…

mas nunca deixam de habitar a alma de quem ficou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário