Psicologa Organizacional

1 de outubro de 2025

 



Estresse Moderno: O Desafio de Desacelerar e a Importância dos Novos Rituais

 

Você já terminou o dia sentindo-se exausto, com a mente acelerada e invadido pelo estresse? Se a resposta for sim, saiba que essa realidade, cada vez mais comum, revela muito sobre o tempo em que vivemos. Em meio à rotina exigente e à pressão constante por produtividade, pequenas sobrecargas vão se acumulando até tornar urgente a necessidade de frear. Mas será que simplesmente deitar no sofá é suficiente?

 

O estresse deixou de ser apenas um incômodo. Ele é, hoje, uma espécie de “alerta” que precisa ser ouvido—não ignorado. Muitas pessoas ainda acreditam que descansar por algumas horas resolve tudo, mas isso é um equívoco que perpetua hábitos prejudiciais à saúde mental. O descanso físico é importante, sim, mas não pode ser o único pilar de bem-estar numa sociedade hiperconectada e acelerada.

 

Neste cenário, repensar nossos rituais se torna fundamental. A pausa consciente, o autocuidado e, principalmente, a busca por apoio especializado são atitudes que vão muito além do descanso superficial. Práticas simples, como a meditação, a escrita reflexiva, a caminhada silenciosa e a escuta ativa dos próprios sentimentos, podem transformar momentos de caos em oportunidades de reencontro consigo mesmo.

 

A psicoterapia online surge como uma aliada acessível e eficiente nesse processo. Diferente do que muitos imaginam, não é apenas para quem está em “crise”—mas para quem deseja entender o próprio limite, reconstruir hábitos e criar uma rotina menos reativa e mais equilibrada. Com orientação profissional, podemos aprender a reconhecer padrões, soltar o controle e, de fato, desacelerar.

 

É hora de provocar uma mudança real no modo como encaramos o estresse. O verdadeiro equilíbrio não mora apenas na ausência de problemas, mas na nossa capacidade de cuidar do próprio limite, criar rituais de autocuidado e pedir ajuda quando necessário. Que tal refletir sobre seus hábitos e experimentar novas formas de descansar a mente?

 

Acimarley Freitas

21 de setembro de 2025

 





Há profeta no Brasil?

 

Eis a pergunta que ecoa nos céus e deve estremecer os altares da terra.

 

Sim, o Brasil experimentou um mover: entre 1998 e 2002 a chama do avivamento se acendeu, e em apenas duas décadas vimos o número dos evangélicos saltar de 8% para mais de 30% da população. Uma multidão, um crescimento sem precedentes, um sopro de Deus sobre esta nação!

 

Mas em meio a essa explosão, algo grave também aconteceu:

Altares foram transformados em palanques.

Púlpitos se tornaram vitrines de poder.

Homens que antes proclamavam a santidade de Cristo agora negociam Sua Palavra por cargos, influência e favores.

 

E assim, a pergunta se levanta como fogo: cadê os profetas?

Onde estão aqueles que não se vendem?

Onde estão os que não temem perder posição?

Onde estão os que anunciam arrependimento, santidade e a Cruz, mesmo que isso lhes custe a vida?

 

Ó Igreja Evangélica do Brasil, lembra-te do teu princípio!

Olha para a Cruz — não para partidos, não para os reinos passageiros dos homens. Na Cruz há libertação, na Cruz há verdade, na Cruz está o poder que muda a história!

 

Liberta, Senhor, os líderes desta nação de todo espírito de Saduceu, Zelote, Fariseu e Mercenário que mercadejam o Teu Evangelho.

Arranca do meio de nós a corrupção travestida de religiosidade.

Aviva, Senhor, a Tua obra no meio dos anos!

 

Porque o verdadeiro avivamento não é número, não é denominação, não é poder humano. O verdadeiro avivamento é arrependimento, é santidade, é quebrantamento diante do Cordeiro que foi morto.

 

E eu te digo, ó Igreja: se não houver profeta que se levante no Brasil, as pedras clamarão!

Mas o Senhor ainda busca corações puros, vozes que não se dobraram a Baal, homens e mulheres que irão proclamar: “Assim diz o Senhor!”

 

O tempo é agora.

Arrepende-te, Igreja.

Volta para a Cruz.

E deixa o fogo do Espírito queimar novamente em santidade e verdade.

 

 

ALZEMBERG DE JESUS FREITAS

 

Apóstolo da Fé


 



UMA ANÁLISE DE "O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA" DE JOSÉ SARAMAGO SOB A PERSPECTIVA DA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA

 

RESUMO

 

O presente artigo propõe uma leitura crítica do livro "O Conto da Ilha Desconhecida", de José Saramago, à luz da Abordagem Centrada na Pessoa, de Carl Rogers, articulando conceitos de subjetividade, empatia, aceitação incondicional, além das relações entre o Eu real e o Eu ideal, autoestima e ressignificação. Com base em fragmentos retirados da obra, a análise ressalta o movimento dos personagens em direção à autocompreensão e à autonomia existencial, demonstrando a força da subjetividade na constituição do projeto de vida.

 

INTRODUÇÃO

 

"O Conto da Ilha Desconhecida", publicado em 1997, constitui uma narrativa alegórica na qual Saramago reflete sobre o eterno desejo humano de busca e autodescoberta. Sob a ótica da Abordagem Centrada na Pessoa de Carl Rogers, é possível explorar, de modo aprofundado, as nuances da subjetividade humana manifestas na obra, relacionando-as à formação do Eu, aos desafios entre o Eu real e o Eu ideal, e aos processos de ressignificação presentes nos caminhos dos personagens.

 

SUJEITIVIDADE HUMANA E A BUSCA EXISTENCIAL

 

A subjetividade, conceito fundamental tanto na Psicologia quanto na Filosofia, adquire contornos sutis na obra ao aproximar o leitor dos anseios e inquietudes do protagonista: o homem que pede ao rei um barco para buscar a "ilha desconhecida do mapa". Sua busca metafórica por um território inexplorado reflete o movimento humano em direção ao autoconhecimento e à realização de potencialidades, elementos centrais no pensamento de Rogers, conforme o princípio da tendência à atualização.

 

A narrativa expõe, por meio de diálogos internos e interações, a tensão entre o desejo inovador; o Eu ideal, e os limites impostos pela realidade, o Eu real. Segundo Rogers (1959), o distanciamento entre esses Eus é fonte de insatisfação e sofrimento, enquanto seu alinhamento está relacionado à congruência e ao bem-estar.

 

“É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não sairmos de nós.” (SARAMAGO, 1997, p. 32).

 

Esse fragmento ressalta a importância do olhar distanciado sobre a própria existência, condição necessária à autoressignificação.

 

PERSONAGENS PRINCIPAIS E O PROCESSO DE MUDANÇA

 

No núcleo da narrativa estão dois personagens: o homem do barco e a mulher da limpeza. O homem representa o sujeito inquieto e reflexivo, enquanto a mulher simboliza a aceitação e a espontaneidade, catalisando, pela sua presença e escuta, o processo de mudança do outro.

 

A empatia, conceito central na abordagem rogeriana, é manifesta na capacidade da mulher de acolher o projeto do homem com respeito e colaboração, validando seus anseios e angústias:

 

“A mulher da limpeza disse, Eu vou contigo, porque sempre desejei ver uma ilha desconhecida.” (SARAMAGO, 1997, p. 48)

 

A partir desse momento, ambos estabelecem um diálogo pautado pela escuta ativa e pela ausência de julgamento, condições essenciais para o crescimento psicológico, segundo Rogers (1961).

 

EMPATIA, ACEITAÇÃO INCONDICIONAL E (RE)CONSTRUÇÃO DO EU

 

A relação entre os protagonistas exemplifica o ambiente facilitador idealizado por Rogers: ambiente permeado por empatia, aceitação incondicional positiva e autenticidade. A mulher não impõe obstáculos aos sonhos do homem; antes, legitima seus sentimentos e projetos, proporcionando-lhe o espaço necessário para reconstruir seu Eu real em direção ao Eu ideal.

 

A autoestima e o sentimento de valor pessoal crescem à medida que o homem reconhece, na relação, um espaço para expressar sua vulnerabilidade e incertezas, conforme exemplificado:

 

“O homem sorriu, sentindo-se aceito de uma forma que nunca antes experimentara.” (adaptado de SARAMAGO, 1997)

 

Este ambiente de aceitação incondicional possibilita a ressignificação do passado e das expectativas de futuro, tornando-se um catalisador para a tomada de decisões autônomas e responsáveis.

 

RESSIGNIFICAÇÃO E AUTONOMIA

 

No desenrolar da narrativa, observa-se um processo contínuo de ressignificação. A ilha desconhecida, mais do que uma metáfora geográfica, simboliza o espaço interno de possibilidades, reafirmando o valor da subjetividade e da experiência pessoal. O reconhecimento desse espaço pelo protagonista demonstra o movimento rogeriano de integração dos conteúdos conscientes e inconscientes e a busca pela autonomia.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Em "O Conto da Ilha Desconhecida", José Saramago constrói uma narrativa que, sob a luz da Abordagem Centrada na Pessoa, evidencia com vigor a potencialidade transformadora da subjetividade, do apoio empático e da aceitação incondicional. Ao favorecer a congruência entre Eu real e Eu ideal, a relação dialógica entre os personagens permite não apenas a ressignificação de trajetórias, mas também a elevação da autoestima e a emergência de projetos autênticos de vida.

 

REFERÊNCIAS

 

- ROGERS, Carl R. **Tornar-se pessoa: um ponto de vista sobre a psicoterapia**. São Paulo: Martins Fontes, 1977.

- ROGERS, Carl R. **A abordagem centrada no cliente**. São Paulo: Martins Fontes, 1983.

- SARAMAGO, José. **O conto da ilha desconhecida**. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

- BARROS, D. D.; MOREIRA, V. da S. **A subjetividade como tarefa: contribuições da Abordagem Centrada na Pessoa**. Psicologia em Revista, v. 18, n. 2, p. 309-326, 2012.

 


Ética e cidadania: desafios contemporâneos na formação do indivíduo

 

A temática da ética e da cidadania ganha cada vez mais relevância diante dos desafios contemporâneos que se impõem à sociedade. Em um cenário marcado por mudanças aceleradas, pluralidade cultural e complexidade nas relações humanas, a formação do indivíduo exige uma reflexão profunda sobre valores éticos e o exercício da cidadania. Nesse contexto, o papel da educação se mostra central para preparar sujeitos críticos e conscientes de suas responsabilidades sociais.

 

A ética, entendida como o conjunto de princípios que orientam o comportamento humano, é fundamental para o convívio em sociedade. A construção ética não ocorre de modo espontâneo, mas é fruto de um processo que se inicia no ambiente familiar, se intensifica nas instituições de ensino e se estende por toda a vida. A escola, especialmente, assume uma função primordial ao proporcionar momentos de reflexão coletiva, promovendo o respeito ao outro, a solidariedade e o diálogo como práticas cotidianas.

 

Já a cidadania ultrapassa a mera condição de pertencimento a um Estado, abrangendo a participação ativa nos processos sociais, políticos e culturais. Ser cidadão implica agir de forma ética, respeitando direitos e cumprindo deveres, lutando pela inclusão e justiça social. O desafio contemporâneo reside em formar sujeitos capazes de analisar criticamente as estruturas sociais, identificar desigualdades e atuar em prol de uma sociedade mais equânime.

 

Entretanto, esse processo de formação enfrenta obstáculos significativos, como a influência de fake news, discursos de ódio e a crescente intolerância nas redes sociais. Soma-se a isso a crise de valores morais, muitas vezes substituídos pelo individualismo e pela busca desenfreada por sucesso pessoal. Diante dessas dificuldades, cabe à educação atuar como instrumento de transformação social, promovendo debates filosóficos, atividades de reflexão ética e projetos de participação comunitária.

 

Portanto, a formação ética e cidadã é indispensável para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. Investir na reflexão filosófica, na promoção de valores humanistas e no exercício consciente da cidadania constitui uma estratégia fundamental para construir uma sociedade mais justa, tolerante e solidária. Apenas assim será possível preparar indivíduos aptos não apenas a enfrentar as complexidades do presente, mas também a contribuir para um futuro mais digno para todos.

 

 

Acimarley Freitas

 




O Papel da Filosofia na Formação do Cidadão Crítico

 

A Filosofia, como área de conhecimento fundamental, desempenha um papel formativo essencial na construção de uma sociedade democrática, crítica e reflexiva. Ao considerar a importância do ensino filosófico no âmbito da Licenciatura, destaca-se sua contribuição para o desenvolvimento do pensamento autônomo, da argumentação lógica e do exercício pleno da cidadania. Mais do que um conteúdo curricular, a Filosofia é exercício constante de questionamento e busca pelo sentido, capacitando indivíduos a agirem de maneira consciente e responsável diante das complexidades do mundo contemporâneo.

 

No contexto educacional, a Filosofia amplia horizontes intelectuais ao promover o debate de ideias e a problematização dos valores vigentes. Por meio de autores clássicos e modernos, como Sócrates, Platão, Aristóteles, Kant e tantos outros, o estudante é desafiado a refletir criticamente sobre questões éticas, políticas, epistemológicas e existenciais. Tal abordagem não se limita à mera transmissão de conteúdos, mas envolve o incentivo ao diálogo, ao respeito à diversidade de opiniões e à busca da verdade através da argumentação fundamentada. Assim, o ensino filosófico fortalece competências essenciais para o exercício da cidadania, como o pensamento crítico, a autonomia intelectual e a capacidade de análise dos contextos sociais.

 

Ademais, a Filosofia, ao desenvolver a argumentação lógica e o raciocínio dedutivo, contribui para a formação de indivíduos aptos a interpretar diferentes realidades e a tomar decisões fundamentadas. Em uma sociedade marcada pela pluralidade de informações e opiniões, a habilidade de analisar argumentos, identificar falácias e formular juízos ponderados torna-se indispensável. O professor de Filosofia, nesse cenário, transforma-se em mediador do conhecimento, estimulando o protagonismo dos alunos e promovendo a emancipação intelectual que ultrapassa os limites da sala de aula.

 

Conclui-se que a Licenciatura em Filosofia desempenha papel estratégico na formação do cidadão crítico, reflexivo e ético, pronto para enfrentar os desafios da contemporaneidade. Além de transmitir conhecimentos teóricos, a Filosofia estimula o questionamento, a busca pelo sentido e a postura ativa diante da vida e da sociedade. Portanto, investir no ensino filosófico é investir na construção de uma sociedade mais justa, consciente e comprometida com os princípios democráticos.

 

Acimarley Freitas