Psicologa Organizacional

5 de agosto de 2026

 


Teatro da Vida

 

A vida é palco, luz e emoção,

Mistura de sonhos, coragem e chão.

Em cada cena, um novo papel,

Ora tempestade, ora pedaço do céu.

 

Há dias de riso, há noites de dor,

Há lágrimas regando as flores do amor.

Vivemos, choramos, sorrimos também,

Aprendendo que o tempo é o maior mestre que tem.

 

Amamos, perdoamos, erramos sem ver,

Caímos, erguemo-nos para renascer.

Ganhamos, perdemos, voltamos a lutar,

Pois quem crê na esperança não deixa de sonhar.

 

Estudamos, trabalhamos, o suor vem cair,

Mas cada conquista nos faz prosseguir.

O pão da vitória tem gosto de fé,

De quem nunca desiste, de quem fica de pé.

 

O sol nasce manso, depois vai dormir,

E a vida nos ensina que tudo há de partir.

Acordar é um presente, dormir é confiar,

Que um novo amanhã Deus fará despertar.

 

Há saúde que canta, doença a ensinar,

Há silêncios profundos que nos fazem mudar.

Prazeres e espinhos caminham de mãos dadas,

Tecendo a beleza das nossas jornadas.

 

No grande teatro que a vida compôs,

Não importa o aplauso que venha depois.

Importa viver com verdade e paixão,

Fazendo do amor o roteiro do coração.

 

Porque, no fim da peça, quando a cortina cair,

Não será o sucesso que irá definir;

Mas a forma sincera de amar e servir...

Pois viver é a mais bela arte de existir.

 

 Acimarley Freitas

 



Norte de Minas

 

Do sertão da Bahia um dia eu parti,
Levando sonhos, coragem e o peito a florir.
Foi Deus quem guiou meus passos na estrada,
Até encontrar, em Minas, uma nova morada.

 

Por aqui cheguei e amigos logo encontrei;
Laços sinceros com carinho plantei.
Percorri caminhos de rara beleza,
Descobrindo um povo de alma e nobreza.

 

Salinas me acolheu com um abraço sem fim;
Taiobeiras sorriu e fez morada em mim.
Rio Pardo de Minas, São João do Paraíso,
Guardam lembranças que jamais desperdiço.

 

Conheci Porteirinha de encanto singelo,
Fruta de Leite com seu povo tão belo.
Novorizonte e Montezuma também visitei;
Que imenso é este Norte por onde caminhei!

 

Vi homens e mulheres de mãos calejadas,
Pela luta da terra, pela vida marcadas.
No rosto, o sol desenhava o cansaço do chão,
Mas nos olhos brilhava uma viva esperança em oração.

 

Quantas vezes sentei à sombra do terreiro,
Ouvindo histórias de um povo verdadeiro.
Recebi tantos convites para entrar em cada lar,
Onde um café coado era motivo de celebrar.

 

Quando chegam as chuvas, tudo volta a florescer;
O verde renasce, ensinando a viver.
A terra fecunda reparte seus dons,
Entre lavouras, frutos, aromas e sons.

 

Mas quando o tempo da seca insiste em chegar,
O cinza domina o horizonte e o olhar.
A aroeira resiste, altiva na amplidão,
Como símbolo eterno da força do sertão.

 

Mesmo diante da poeira e da estiagem severa,
A esperança floresce e jamais desespera.
Porque esse povo aprendeu, desde cedo, a acreditar
Que Deus sempre faz o impossível brotar.

 

Aqui, um aperto de mão vale mais que um contrato;
Um dedo de prosa transforma qualquer retrato.
Acolhimento sincero é riqueza sem igual,
Tesouro escondido no sertão de Minas Gerais.

 

Hoje compreendo o motivo da minha jornada:
Não foi apenas trabalho, nem simples caminhada.
Foi plantar sementes de afeto, respeito e gratidão,
Enquanto este povo também cultivava meu coração.

 

Sou baiano de origem, nordestino por tradição;
Mas o Norte de Minas conquistou meu coração.
Entre montanhas, veredas e gente de tanto valor,
Descobri que também se pertence onde se encontra amor.

 

E se um dia o destino pedir que eu vá além,
Levarei comigo o que este chão me fez bem.
Pois foi no Norte de Minas, com fé e simplicidade,
Que plantei minha semente e colhi fraternidade.

 

Acimarley Freitas