Psicologa Organizacional

1 de março de 2026

 


O EU ATUALIZANTE NA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA: FUNDAMENTOS TEÓRICOS E INTERFACES COM A ESCUTA NA PRODUÇÃO BRASILEIRA

 

 

A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), desenvolvida por Carl Rogers, fundamenta-se na concepção de que o ser humano possui uma tendência inata ao crescimento, à autonomia e à realização de suas potencialidades. Tal princípio, denominado tendência atualizante, constitui o núcleo motivacional da teoria rogeriana e sustenta a compreensão do que pode ser denominado eu atualizante, expressão que designa o movimento contínuo de desenvolvimento do self em direção à maior congruência e integração experiencial.

Na perspectiva rogeriana, o eu não é uma entidade fixa, mas um processo dinâmico de organização da experiência. O desenvolvimento do eu atualizante ocorre em contextos relacionais que favoreçam condições facilitadoras, especialmente empatia, consideração positiva incondicional e congruência.

No Brasil, a consolidação da ACP foi significativamente ampliada por autores como Mauro Amatuzzi, Virginia Moreira e Adriano Holanda, que aprofundaram a compreensão fenomenológica da experiência e da escuta clínica. Além disso, pesquisadores brasileiros que trabalham o conceito de escuta psicológica têm contribuído para a articulação entre teoria e prática clínica, reconhecendo a escuta como elemento estruturante do processo de atualização do eu.

Dessa forma, este estudo propõe analisar o conceito de eu atualizante na ACP, articulando-o às contribuições da produção científica brasileira acerca da escuta psicológica.

 

Analisar o conceito de eu atualizante na Abordagem Centrada na Pessoa, destacando suas implicações clínicas e sua relação com o conceito de escuta na produção teórica brasileira.

Descrever a tendência atualizante e sua relação com a constituição do self na teoria rogeriana; Examinar as condições facilitadoras do desenvolvimento do eu atualizante; Discutir as contribuições de autores brasileiros sobre a escuta como elemento promotor da atualização do eu.

 

O aprofundamento do conceito de eu atualizante apresenta relevância teórica e prática, pois permite compreender os fundamentos da mudança terapêutica na ACP. Em um contexto clínico marcado por demandas complexas e crescente sofrimento psíquico, torna-se imprescindível resgatar fundamentos que sustentem intervenções éticas e centradas na experiência do cliente.

No cenário brasileiro, a ampliação da escuta clínica como prática fundamentada em bases fenomenológicas e humanistas reforça a necessidade de integrar o conceito de atualização do eu às especificidades culturais e sociais do país. Assim, este estudo justifica-se pela contribuição à formação acadêmica e à qualificação da prática clínica em Psicologia.

 

Trata-se de pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo. Foram analisadas obras clássicas de Carl Rogers, bem como produções de autores brasileiros reconhecidos na Psicologia Humanista e na discussão sobre escuta clínica.

As referências foram selecionadas com base em relevância acadêmica, circulação científica e consonância com a temática proposta, observando-se as diretrizes da ABNT NBR 6023:2018 para apresentação das referências e o sistema autor-data conforme ABNT NBR 10520:2023.

 

Tendência atualizante e constituição do eu

 

Segundo Carl Rogers (1951/1992), todo organismo possui uma tendência inerente à atualização, definida como impulso direcional para desenvolver capacidades e manter ou aprimorar o organismo. Essa tendência constitui a base do funcionamento psicológico saudável.

O eu, nesse contexto, emerge como uma configuração organizada de percepções acerca de si mesmo. Quando a experiência vivida é simbolizada de forma adequada à consciência, ocorre maior congruência entre experiência e autoconceito. O eu atualizante representa, portanto, o processo no qual o indivíduo se permite integrar experiências antes negadas ou distorcidas, ampliando sua autenticidade.

A incongruência surge quando experiências ameaçadoras ao autoconceito são negadas ou distorcidas, gerando ansiedade e desorganização interna. A função do contexto terapêutico consiste em oferecer condições facilitadoras para que o indivíduo possa reorganizar seu campo experiencial.

 

Escuta e atualização do eu na produção brasileira

 

No Brasil, Mauro Amatuzzi destaca que a escuta autêntica possibilita ao sujeito reconhecer sentidos implícitos em sua vivência, favorecendo o movimento de atualização. Para o autor, a escuta não é mera técnica, mas atitude fenomenológica de abertura à experiência do outro.

Virginia Moreira amplia essa compreensão ao integrar fundamentos fenomenológicos existenciais à ACP, ressaltando que o eu se constitui na relação e na historicidade do sujeito.

Adriano Holanda enfatiza a importância da escuta clínica como espaço intersubjetivo de validação da experiência, no qual o cliente pode reorganizar significados e promover crescimento psicológico.

Assim, a literatura brasileira converge ao reconhecer que a escuta empática e não julgadora constitui condição essencial para o florescimento do eu atualizante.

 

A análise teórica evidencia que o eu atualizante não deve ser compreendido como estado idealizado de perfeição, mas como processo contínuo de integração experiencial. A atualização do eu ocorre quando o indivíduo encontra ambientes relacionais que favoreçam autenticidade e aceitação.

As contribuições brasileiras ampliam a teoria rogeriana ao enfatizar dimensões culturais e contextuais da escuta, reconhecendo que a experiência humana é atravessada por fatores históricos e sociais. A escuta clínica, nesse sentido, configura-se como prática ética e política, ao legitimar a subjetividade do cliente.

Observa-se que o fortalecimento do eu atualizante depende menos de intervenções diretivas e mais da qualidade da relação terapêutica, corroborando a hipótese central da ACP acerca das condições necessárias e suficientes para a mudança terapêutica.

 

Conclui-se que o conceito de eu atualizante constitui elemento fundamental da Abordagem Centrada na Pessoa, representando o movimento intrínseco de desenvolvimento e integração do self.

A produção teórica brasileira reforça a centralidade da escuta como condição facilitadora desse processo, ampliando a compreensão da ACP no contexto sociocultural nacional.

Desse modo, reafirma-se que a prática clínica fundamentada na empatia, congruência e consideração positiva incondicional favorece a emergência de um eu mais integrado, autêntico e aberto à experiência.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

AMATUZZI, Mauro Martins. O resgate da fala autêntica. Campinas: Papirus, 1989.

 

HOLANDA, Adriano Furtado. Fenomenologia e psicologia: diálogos e possibilidades. Curitiba: Juruá, 2014.

 

MOREIRA, Virginia. Psicopatologia crítica. São Paulo: Escuta, 2012.

 

ROGERS, Carl R. Terapia centrada no cliente. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

 

ROGERS, Carl R. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

 

ROGERS, Carl R. Um jeito de ser. São Paulo: EPU, 1983.

 

(Referências organizadas conforme ABNT NBR 6023:2018.)

 

 


O SELF SEGUNDO A ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS E INTERFACES COM O CONCEITO DE ESCUTA NA PSICOLOGIA BRASILEIRA

 

A compreensão do conceito de self ocupa posição central na teoria da personalidade desenvolvida por Carl Rogers, fundador da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). Para o autor, o self constitui-se como uma organização perceptual fluida e dinâmica, formada a partir das experiências vividas pelo organismo, especialmente aquelas simbolizadas na consciência. Essa organização estrutura a maneira como o indivíduo percebe a si mesmo e se relaciona com o mundo, influenciando diretamente seus processos de ajustamento psicológico.

No contexto contemporâneo da Psicologia brasileira, o estudo do self, articulado ao conceito de escuta, ganha relevância diante das demandas clínicas que exigem intervenções pautadas na ética, na empatia e na compreensão fenomenológica da experiência subjetiva. Autores brasileiros como Rogério Paes de Barros, Mauro Amatuzzi e José Célio Freire têm contribuído significativamente para a consolidação da escuta como instrumento técnico e atitude fundamental no exercício clínico, dialogando com os pressupostos rogerianos.

Dessa forma, investigar o conceito de self segundo a ACP e suas interfaces com a prática da escuta psicológica no cenário brasileiro configura-se como relevante aporte teórico e prático para a formação e atuação do psicólogo clínico.

Analisar o conceito de self na Abordagem Centrada na Pessoa, articulando-o com as contribuições de teóricos brasileiros acerca do conceito de escuta no contexto da prática psicológica.

Descrever a concepção de self segundo a teoria de Carl Rogers; Identificar a relação entre self, experiência e tendência atualizante na ACP;  Discutir as contribuições de autores brasileiros para a compreensão da escuta como elemento estruturante do desenvolvimento do self.

 

O estudo do self na perspectiva rogeriana apresenta relevância científica e social, uma vez que fundamenta práticas clínicas centradas na valorização da subjetividade e na promoção da autonomia do indivíduo. Em um cenário marcado por crescente sofrimento psíquico, torna-se imprescindível compreender como a escuta qualificada pode favorecer processos de reorganização do self e ampliação da consciência experiencial.

No Brasil, a consolidação da Psicologia Humanista e da ACP tem sido fortalecida por produções acadêmicas que reafirmam a centralidade da escuta empática como condição facilitadora de crescimento pessoal. Assim, esta investigação justifica-se pela necessidade de integrar fundamentos teóricos clássicos com contribuições contemporâneas da produção científica nacional.

 

O presente estudo caracteriza-se como pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e natureza exploratória. Foram analisadas obras clássicas de Carl Rogers, bem como produções científicas de autores brasileiros reconhecidos na área da Psicologia Humanista e da prática da escuta clínica.

A seleção das fontes considerou publicações indexadas, livros acadêmicos e artigos científicos que abordam o conceito de self e a escuta psicológica, priorizando materiais alinhados às normas vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR 6023:2018).

 

O conceito de self na Abordagem Centrada na Pessoa

 

Para Carl Rogers (1951/1992), o self refere-se a uma configuração organizada de percepções que o indivíduo tem de si mesmo, incluindo características, valores e relações. Trata-se de uma estrutura fenomenológica que emerge da interação entre o organismo e o ambiente.

O autor distingue entre o self real (experiencial) e o self ideal, sendo que a incongruência entre essas dimensões pode gerar sofrimento psicológico. A tendência atualizante, conceito central da ACP, representa a força motivacional inerente ao organismo humano para desenvolver suas potencialidades. Quando o indivíduo encontra um ambiente facilitador  caracterizado por empatia, consideração positiva incondicional e congruência ocorre maior integração do self.

 

A escuta como condição facilitadora do desenvolvimento do self

 

No contexto brasileiro, Mauro Amatuzzi enfatiza que a escuta fenomenológica possibilita ao sujeito reconhecer e simbolizar sua experiência, favorecendo a ampliação da consciência e a reorganização do self.

De modo semelhante, José Célio Freire destaca que a escuta clínica, quando pautada na empatia e na suspensão de julgamentos, cria um espaço intersubjetivo que legitima a experiência do cliente, promovendo crescimento psicológico.

Essas contribuições dialogam diretamente com a proposição rogeriana de que a mudança terapêutica ocorre quando o indivíduo se sente profundamente compreendido em sua experiência interna.

 

A análise do conceito de self na ACP evidencia que sua constituição não ocorre de forma isolada, mas em permanente relação com o outro. A escuta, nesse contexto, não se reduz a uma técnica, mas configura-se como atitude ética e epistemológica.

Os autores brasileiros revisados ampliam a compreensão rogeriana ao enfatizar a dimensão cultural e relacional da escuta no cenário nacional, reconhecendo que o desenvolvimento do self está imerso em contextos históricos e sociais específicos.

Observa-se que a incongruência, entendida como discrepância entre experiência e autoconceito, pode ser atenuada por meio de uma escuta que favoreça a simbolização adequada das vivências. Assim, a prática clínica fundamentada na ACP reafirma a centralidade da relação terapêutica como espaço privilegiado de transformação.

 

Conclui-se que o conceito de self, segundo Carl Rogers, constitui elemento estruturante da Abordagem Centrada na Pessoa, estando intrinsecamente relacionado à qualidade das relações interpessoais vivenciadas pelo indivíduo.

As contribuições de teóricos brasileiros reforçam a importância da escuta como condição facilitadora do crescimento psicológico, ampliando o entendimento da ACP no contexto nacional.

Dessa forma, o estudo reafirma que a prática clínica orientada pela escuta empática e pela consideração positiva incondicional favorece a integração do self, promovendo maior autenticidade e congruência existencial.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

AMATUZZI, Mauro Martins. O resgate da fala autêntica. Campinas: Papirus, 1989.

 

FREIRE, José Célio. A escuta clínica e a ética do cuidado. Fortaleza: Edições UFC, 2002.

 

ROGERS, Carl R. Tornar-se pessoa. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

 

ROGERS, Carl R. Terapia centrada no cliente. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

 

ROGERS, Carl R. Um jeito de ser. São Paulo: EPU, 1983.

 

(Organizado conforme ABNT NBR 6023:2018.)

 


ESCUTA NO SETTING TERAPÊUTICO SEGUNDO A ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA

 

 

A escuta constitui elemento estruturante do processo psicoterapêutico, especialmente no âmbito da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), desenvolvida por Carl Rogers. Nesse referencial teórico, a escuta ultrapassa a dimensão técnica e instrumental, configurando-se como atitude relacional fundamentada na empatia, na consideração positiva incondicional e na congruência do terapeuta.

 

No setting terapêutico, a escuta é compreendida como condição facilitadora do desenvolvimento da tendência atualizante, conceito central da teoria rogeriana, possibilitando ao cliente ampliar a consciência de sua experiência imediata e reorganizar seu self. Assim, o processo terapêutico não se estrutura a partir de interpretações diretivas, mas da criação de um clima psicológico favorável ao crescimento pessoal.

 

No contexto brasileiro, autores como Maria Lúcia Tiellet Nunes, José Célio Freire e Jorge Ponciano Ribeiro têm contribuído para a consolidação da ACP e para a reflexão sobre a escuta clínica como fenômeno ético, intersubjetivo e transformador. Além disso, teóricos como Paulo Freire ampliam a compreensão da escuta enquanto ato dialógico e humanizador, ainda que em campo epistemológico distinto da psicoterapia.

 

Diante desse panorama, torna-se relevante investigar a escuta no setting terapêutico sob a perspectiva da ACP, articulando fundamentos teóricos clássicos e contribuições contemporâneas brasileiras.

 

Analisar o conceito e a função da escuta no setting terapêutico segundo a Abordagem Centrada na Pessoa.

Descrever os fundamentos teóricos da escuta na perspectiva de Carl Rogers; Identificar contribuições de teóricos brasileiros acerca da escuta clínica; Discutir as implicações éticas e técnicas da escuta no processo psicoterapêutico centrado na pessoa.

 

A escuta, embora amplamente mencionada na literatura psicológica, muitas vezes é reduzida a habilidade comunicacional, desconsiderando sua dimensão ontológica e relacional. Na ACP, ela constitui condição essencial para a mudança terapêutica, sendo considerada um dos pilares do encontro clínico.

A relevância deste estudo reside na necessidade de aprofundar a compreensão da escuta como atitude facilitadora do crescimento humano, especialmente no contexto brasileiro, onde a formação clínica demanda fundamentação teórica consistente e alinhada às diretrizes éticas da profissão.

 

Trata-se de pesquisa de natureza qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, realizada por meio de revisão bibliográfica. Foram analisadas obras clássicas de Carl Rogers, bem como produções de teóricos brasileiros da Abordagem Centrada na Pessoa e autores que discutem o conceito de escuta no campo das ciências humanas.

A seleção do material considerou relevância acadêmica, reconhecimento científico e alinhamento com a temática proposta, conforme preconiza a NBR 6023/2018 da ABNT.

 

Para Rogers (1957; 1961), a mudança terapêutica ocorre quando o terapeuta oferece três condições necessárias e suficientes: empatia, consideração positiva incondicional e congruência. A escuta empática consiste na capacidade de perceber o mundo interno do cliente como se fosse o próprio, sem, contudo, perder a condição de “como se”.

A empatia, nesse contexto, não se reduz à compreensão intelectual, mas implica ressonância afetiva e presença autêntica. A escuta, portanto, torna-se instrumento de validação da experiência subjetiva do cliente, favorecendo a integração do self.

Ribeiro (1998) enfatiza que a escuta na ACP exige suspensão de julgamentos e abertura fenomenológica, permitindo que o cliente encontre sentido em sua própria narrativa. Nunes (2004) destaca que o setting terapêutico centrado na pessoa constitui espaço de segurança psicológica, no qual a escuta promove reorganização interna e fortalecimento da autonomia.

Sob perspectiva dialógica, Paulo Freire (1996) compreende a escuta como atitude ética fundamental ao encontro humano, defendendo que ninguém educa ninguém, mas todos se educam em comunhão. Embora em contexto pedagógico, essa compreensão dialoga com o pressuposto rogeriano de horizontalidade na relação terapêutica.

 

A análise teórica evidencia que a escuta, na ACP, não pode ser compreendida como técnica isolada, mas como expressão de uma postura existencial do terapeuta. Diferentemente de abordagens interpretativas ou diretivas, a escuta centrada na pessoa prioriza a experiência subjetiva do cliente como fonte legítima de conhecimento.

Autores brasileiros reforçam a importância de contextualizar a escuta na realidade sociocultural do país, reconhecendo desigualdades, atravessamentos históricos e dimensões éticas do cuidado psicológico. Assim, a escuta torna-se instrumento de promoção de dignidade e autonomia.

Observa-se que, ao proporcionar ambiente facilitador, a escuta favorece processos de autoexploração, redução de incongruências e ampliação da consciência emocional.

 

Conclui-se que a escuta, no setting terapêutico segundo a Abordagem Centrada na Pessoa, configura-se como condição essencial para o processo de mudança psicológica. Fundamentada na empatia, na aceitação incondicional e na congruência, ela possibilita a atualização das potencialidades humanas.

As contribuições de teóricos brasileiros ampliam a compreensão da escuta como prática ética, contextualizada e comprometida com a promoção da autonomia.

Assim, reafirma-se que a escuta, mais do que procedimento técnico, constitui atitude relacional transformadora, sustentando o encontro terapêutico e favorecendo o crescimento pessoal.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

NUNES, Maria Lúcia Tiellet. A relação terapêutica na abordagem centrada na pessoa. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004.

RIBEIRO, Jorge Ponciano. Abordagem centrada na pessoa: teoria e prática. São Paulo: Summus, 1998.

ROGERS, Carl. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1961.