Psicologa Organizacional

30 de julho de 2026

 


Quem sou eu?

 

 

Não gosto de caber em rótulos.

 

Sou psicólogo, porque acredito que ouvir alguém é uma das formas mais profundas de amar.

 

Sou filósofo, porque as respostas definitivas quase sempre empobrecem as grandes perguntas.

 

Sou sociólogo, porque nenhum ser humano existe sozinho; somos filhos da história, da cultura, das relações e dos encontros.

 

Sou teólogo, porque, para mim, Deus não é uma hipótese acadêmica. É presença. É fundamento. É esperança.

 

Sou letrólogo, porque as palavras constroem pontes, curam feridas, despertam consciências e, às vezes, salvam vidas.

 

Mas, acima de tudo, sou professor por vocação.

 

Ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento. Sempre foi aprender enquanto ensino, crescer enquanto caminho e descobrir que cada aluno também é um mestre disfarçado.

 

Amo ouvir pessoas.

 

Cada história é um universo. Cada lágrima possui uma gramática. Cada sorriso guarda um capítulo que ninguém mais consegue escrever.

 

Continuo acreditando que o ser humano pode evoluir.

 

Não porque seja perfeito, mas porque é capaz de reconhecer seus erros, recomeçar e reinventar a própria existência.

 

Creio que Deus existe.

 

Não porque eu consiga explicá-Lo completamente, mas porque a vida seria pequena demais sem a possibilidade do eterno.

 

Creio que o amor é um dos pilares da existência humana.

 

Ele não elimina a dor, mas dá sentido ao sofrimento. Não impede a queda, mas ensina a levantar.

 

E a fé...

 

A fé é o porto seguro quando todas as bússolas deixam de funcionar.

 

Entre todas as realizações da minha vida, poucas se comparam ao privilégio de ser pai.

 

Pedro e Augusto Freitas não são apenas meus filhos.

 

São orações que ganharam nome, rosto, abraço e voz.

 

Quanto aos meus relacionamentos...

 

Amei cada pessoa à minha maneira.

 

Nem sempre acertei. Nem sempre fui compreendido. Mas posso dizer, com serenidade, que entreguei o melhor que eu sabia oferecer em cada tempo da minha vida.

 

A vida?

 

Não é um problema a ser resolvido.

 

É um mistério a ser vivido, um dia de cada vez.

 

O futuro?

 

Não tenho pressa de alcançá-lo.

 

Estou ocupado vivendo o presente, porque, quando ele chegar, também será chamado de hoje.

 

O passado?

 

Não desejo morar nele.

 

Prefiro transformá-lo em professor.

 

O perdão é um doce remédio para a alma.

 

Ele não muda os fatos, mas muda quem escolhe continuar vivendo.

 

A morte?

 

Não é inimiga da vida.

 

É parte dela.

 

Talvez seja justamente por saber que somos finitos que aprendemos a valorizar o tempo, os afetos e os abraços.

 

E o prazer?

 

É uma das mais belas expressões da existência humana quando vivido com responsabilidade, respeito e consciência.

 

No fim das contas, continuo sendo apenas um aprendiz.

 

Alguém que acredita que pensar é um ato de coragem, amar é um ato de fé, ensinar é um ato de esperança e viver é a maior filosofia de todas.

 

Acimarley Freitas

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