Psicologa Organizacional

25 de dezembro de 2015

Estrada do Amor

 
 
Estrada do Amor
 
 
Segue seu caminho...
 
Não olhe para trás...
 
Não pare, a não ser para descansar e repor as energias...
 
Mesmo sem saber onde essa estrada te levará...
Continue a caminhar...
 
Beba sua água, faça o seu lanche, escreva sua poesia, curta seu amor, faça sua história...
 
Viver, caminhar, sorrir e amar...
 
Grite bem alto:
 
 "É maravilhoso amar..."

                                                              
                                       
Acimarley Freitas

PLANEJAR É PRECISO...

 
 
 
 
PLANEJAR É PRECISO...
 
PERCEBE-SE QUE O PLANEJAMENTO É A MOLA PROPULSORA PARA A REALIZAÇÃO DE UM PLANO, PROJETO OU SONHO.
 
MAS O QUE É UM PLANO?
 
PODE-SE DIZER QUE É UMA LISTA ESCRITA DE POSSIVEIS AÇÕES ELENCADAS QUE SÃO NECESSÁRIAS PARA ATINGIR O ALVO DESEJADO.

ENTÃO PENSE POR UM MOMENTO. ELABORE UMA LISTA DE COISAS PARA FAZER DIARIAMENTE. ESCREVA OS ALVOS QUE VOCÊ DESEJA ATINGIR NO DIA ESPCÍFICO. FOQUE SUA ATENÇÃO 100% EM CADA TAREFA. CADA TAREFA PRECISA DE UM TEMPO ESPCÍFICO. NÃO ADIANTA DIZER É DIFICIL, POIS SE VOCÊ NÃO CONSEGUE PLANEJAR VINTE QUATRO HORAS DA SUA VIDA, COMO VOCÊ REALIZARÁ O PROJETO DAS DUAS PRÓXIMAS DÉCADAS?

PENSE EM CADA HORA COMO UMA META A SER ATINGIDA. DISTRIBUA UMA ATIVIDADE PARA CADA HORA DO SEU DIA. ESCREVA DE FORMA CLARA EM UMA FOLHA DE PAPEL CADA UMA DAS SUAS METAS PARA O DIA.
 
PLANEJAR DÁ TRABALHO, É CANSATIVO, E CONSOME TEMPO. MAS O SUCESSO OU O ÊXITO É ALCANÇADO APÓS HORAS DE PROGRAMAÇÃO. PARA ALCANÇAR O QUE VOCÊ AMA, EM ALGUNS MOMENTOS TERÁ QUE FAZER COISAS QUE ODEIA.

O SEGREDO DO SUCESSO DO SEU FUTURO ESTÁ EM ORGANIZAR A SUA ROTINA DIÁRIA.

PARE POR UM INSTANTE E OBSERVE A ROTINA DIÁRIA DAS FORMIGAS, DIARIAMENTE ESTÃO SE PREPARANDO PARA A REALIZAÇÃO DE UM PROJETO. PASSAM TODO O VERÃO TRABALHANDO PARA NO INVERNO TEREM A PROVISÃO NECESSÁRIA PARA A SUA SOBREVIVENCIA.
 
ENTÃO COMO O ANO ESTÁ FINDANDO QUERO MOTIVAR VOCÊ A SE ORGANIZAR PARA 2016.
 
FAÇA O SEU PROJETO DE VIDA:
 
TRACE ALVOS, ESTABELEÇA METAS, TENHA OBJETIVOS A SEREM CONQUISTADOS.
 
O QUE VOCÊ DESEJA EM 2016, PARA A SUA VIDA:
 
INTELECTUAL?
 
EMOCIONAL?
 
FÍSICA?
 
SENTIMENTAL?
 
ESPIRITUAL?
 
FINANCEIRA?
 
FAMILIAR?
 
VIU QUANTA COISA DESEJA?
 
ENTÃO AGORA É HORA DE POR NO PAPEL SUAS METAS, ALVOS E SONHOS PARA 2016.
 
UM FORTE ABRAÇO

ACIMARLEY FREITAS

22 de dezembro de 2015

Puberdade e Adolescência

 
 
 
 

A puberdade se refere aos fenômenos fisiológicos que são mudanças corporais e hormonais e adolescência se refere ao nível psicológico e social.
A puberdade culmina na primeira menstruação (menarca) nas meninas e nos meninos a primeira ejaculação.
Essas mudanças hormonais fazem com que o adolescente cresça, perca as roupas e se afaste da infância, e com o corpo de um adulto começa a ser cobrado pelos pais atitudes e comportamentos mais responsáveis.
Junto com essas mudanças corporais, vêm as mudanças no humor e nos estados de ânimo, pois o adolescente vive tudo de forma mais intensa. O adolescente que agora está rindo pode ficar irritado por nada e acaba tendo uma explosão comportamental, Ai vem aquela famosa frase: ”ninguém me entende”.
Não é que ninguém o entende, e sim que ele muda de opinião muito rápido. O adolescente ama hoje uma pessoa e amanhã pode odiá-lo da mesma forma. Os pais se assustam, mas o próprio adolescente se assusta com a intensidade das suas emoções.
O adolescente é impulsivo, tem vontade de fazer e faz, sem parar para refletir. É ai que entra a queixa dos pais. Se acharmos que tudo que os filhos fazem é definitivo, nós nunca vamos entender nada sobre eles.
Temos que lembrar que todos esses comportamentos fazem parte do processo de amadurecimento e formação de uma identidade.
Identidade que se forma a partir de identificações com os pais, por isso os pais devem procurar responder perguntas com objetividade, sem rodeios. Muitas vezes, o que observamos são pais dizendo “não”, mas não explicando para o adolescente o porquê desses “não”.
Outra coisa que notamos é o pai dizer “não” e a mãe dizer “sim” ou vice-versa, ou ainda o pai diz: “pergunte para sua mãe” e a mãe diz: “pergunte para seu pai” e o filho fica como bola de pingue-pongue pulando de lá para cá a espera de uma resposta. Sabemos que é mais difícil construir uma identidade a partir de incoerências.
A identidade é construída a partir de interações com os pais e com o grupo que o adolescente esta inserido.        
É difícil tanto para os pais como para os filhos a passagem do mundo infantil para o mundo adulto, pois para os dois há um luto pela perda. Para o adolescente há o luto pela perda do mundo infantil, e para os pais o luto pela mudança do filho infantil para um filho adulto.
Muitas vezes os pais podem reviver no adolescente, frustrações e conflitos mal resolvidos de sua própria adolescência, afetando assim a interação com os filhos.
O curso natural do desenvolvimento afetivo, emocional e social do adolescente é ir criando aos poucos sua independência, tendo clareza de sua identidade, amadurecer. E os pais participarem desta mudança de fase, aceitando e respeitando o amadurecimento e curtindo essa fase maravilhosa.
 
 
 

3 de dezembro de 2015

O Bullying no local de trabalho


O Bullying no local de trabalho



Diferente do que se imagina, a prática do bullying não ocorre somente dentro das salas de aulas. Também não acontece somente entre alunos: os mais populares e os nerds; ou entre os maiores e os menores.

A prática do bullying, esse comportamento tão eficaz e destrutivo da nossa autoestima, está presente também entre adultos em seus locais de trabalho. Com pouquíssimas diferenças nas suas definições e muita semelhança nas suas consequências, o bullying no local de trabalho pode se tornar um grande pesadelo para muitas pessoas.



O bullying no local de trabalho pode ser definido como:

“A exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego”.

Margarida Maria Silveira Barreto (2000), Médica do Trabalho

O bullying no local de trabalho frequentemente envolve o abuso ou mau uso do poder. A prática do Bullying inclui comportamentos que intimidam, denigrem, ofendem ou humilham um trabalhador, normalmente na frente de outras pessoas.  A prática do bullying cria sentimentos de impotência no alvo e minimiza o direito do indivíduo à dignidade no trabalho.

È importante lembrar que a prática do bullying é diferente da agressão. Enquanto a agressão pode significar um ato isolado, a prática do bullying requer ataques repetitivos contra o alvo, criando um padrão de comportamento que nunca se acaba.

Outro ponto importante a ser levado em consideração é que chefes “durões” ou “exigentes” não são necessariamente bullies/agressores, uma vez que suas motivações principais são conseguir o melhor desempenho de seus funcionários.

Além disso, muitas situações de bullying envolvem funcionários agredindo seus próprios colegas, ao invés de um supervisor ou chefe intimidando um funcionário.

É muito interessante notar que a prática do bullying no local de trabalho é frequentemente dirigida a alguém de quem o agressor tem medo. O alvo muitas vezes nem percebe que está sendo agredido porque o comportamento pode ser camuflado através de críticas triviais e ações isoladas que ocorrem atrás de portas fechadas.

Alguns exemplos de comportamentos de bullying no local de trabalho:

• Críticas não cabíveis

• Culpar o funcionário sem uma justificativa real

• Ser tratado de forma diferente da sua equipe de trabalho

• Ser alvo de xingamentos

• Ser excluído ou isolado socialmente

• Ser alvo de gritos ou ser humilhado

• Ser alvo de piadas

• Ser constantemente e excessivamente vigiado

Como a prática do Bullying no local de trabalho afeta as pessoas




Alvos da prática do bullying vivenciam sérios problemas físicos e mentais:

• Alto stress; desordem de stress pós-traumático

• Problemas financeiros causados por faltas

• Baixa autoestima

• Problemas musculares

• Fobias

• Dificuldades para dormir

• Alto índice de depressão/auto-acusação

• Problemas de ordem digestiva/alimentar

Como a prática do Bullying afeta as empresas:

Cada uma das consequências citadas acima pode ter um custo muito alto para uma empresa. Os custos da prática do bullying geralmente se encaixam em três categorias:

1. Recontratação de funcionários que saem por serem alvos de bullying.

2. Tempo gasto na resolução de conflitos causados pela prática do bullying: energia é dirigida a assuntos que não dizem respeito à produtividade no trabalho.

3. Gastos relacionados à investigação da prática do bullying e potenciais processos trabalhistas.

A quebra da confiança em um ambiente aonde existe a prática do bullying pode significar que os funcionários não serão capazes de contribuir com o seu melhor desempenho ou dar ideias novas de melhorias ou opiniões sobre fracassos que poderiam ser revertidos de maneira aberta e honesta.

O que pode ser feito? Aqui vão algumas dicas do que fazer:

Funcionários:

Retome o controle da situação!

• Reconheça que você está sendo alvo de bullying

• Reconheça que você NÂO é o causador do problema.

• Reconheça que a prática do bullying tem a ver com controle e portanto, não tem nada a ver com o seu desempenho no trabalho.

Tome uma atitude!

• Faça anotações em um diário detalhando a natureza da prática do bullying: datas, horários, locais, o que foi dito ou feito e quem estava presente.

• Guarde cópias de qualquer prova da prática do bullying contra você, documentos que mostrem a contradição das acusações do agressor contra você: relatórios, cartão ponto, etc.

Outras ações:

• Tenha em mente que o agressor irá negar e talvez reverter suas alegações; tenha sempre uma testemunha com você quando estiver na presença de um agressor; denuncie o comportamento à pessoa apropriada.

Empresários:

Crie uma política de tolerância zero à prática do bullying dentro da sua empresa. A política deve fazer parte de um comprometimento amplo para um local de trabalho seguro e sadio e deve envolver representantes do departamento de recursos humanos.

Quando a prática do bullying for testemunhada ou denunciada por alguém, o problema deve ser resolvido imediatamente.

• Se a prática do bullying já faz parte da cultura da sua empresa, queixas devem ser levadas a sério e investigadas prontamente. A re-alocação das pessoas envolvidas pode ser necessária sob a alegação: “inocente até que se prove o contrário”.

• Organize sua empresa para que seus funcionários possam participar da tomada das decisões em algumas situações. Isto ajuda muito a criar um ambiente aonde as pessoas se sentem importantes e valorizadas.

• Realize treinamentos que esclareçam o que é a prática do bullying.

• Encoraje políticas de portas abertas no local de trabalho.

• Investigue o tamanho e a natureza dos conflitos.

• Capacite gerencias e chefias para terem habilidades e sensibilidade ao lidar e resolver conflitos.

• Demonstre um comprometimento “de cima para baixo” sobre o que é e o que não é um comportamento aceitável no local de trabalho.

Se você sabe que a prática do bullying acontece no seu local de trabalho e não faz nada, você está aceitando compartilhar da responsabilidade por abusos futuros. Isto significa que testemunhas da prática do bullying devem ser encorajadas a denunciar tais incidentes. Indivíduos sentem-se muito menos motivados a terem comportamentos anti-sociais no trabalho quando fica claro que a empresa não tolera tais comportamentos e que os agressores serão punidos.

Na verdade, o ideal seria que empresas e organizações tivessem a possibilidade de ofertar aos seus trabalhadores momentos de aproximação e diálogos que permitissem a estas pessoas se conhecerem melhor e se conectarem através de suas histórias de vida, sonhos e desafios. O entendimento só é possível quando eu realmente conheço o outro, o que ele pensa e sente sobre as mesmas coisas que eu.

Grupos de trabalho são fontes riquíssimas de crescimento e percepções que podem ocasionar mudanças importantes na nossa sociedade como um todo.

E você? Já foi alvo de bullying no seu local de trabalho?


28 de novembro de 2015

Psicologia Organizacional e Seu Papel na Motivação do Trabalhador

Psicologia Organizacional e Seu Papel na Motivação do Trabalhador

A motivação é um dos principais princípios da vida, é ela quem determina o comportamento para realizar qualquer tipo de atividade. A motivação pode ser extrínseca, quando são de fatores externos, como prêmio e dinheiro, por exemplo, e pode ser intrínseca, quando vem de dentro, temos prazer na atividade. O ser humano possui três motivações básicas: fome, sede e sexo, as quais visam satisfazer necessidades relacionadas à sobrevivência.
No âmbito empresarial a motivação é trabalhada em cima da seguinte questão: o que realmente motiva o trabalhador, prazer na atividade ou a remuneração? Objetivando levantar as questões relacionadas à motivação no trabalho no contexto da psicologia organizacional estuda-se a real motivação do trabalhador. Este estudo também é necessário para a realização de novas pesquisas a fim de propor às organizações a forma mais adequada de motivar seus funcionários e melhor investimento nas relações humanas. Atualmente, as pesquisas relacionadas à organização com foco nas relações humanas e sua motivação estão crescendo, no entanto, ainda é necessário desenvolver estudos mais elaborados.
No decorrer do trabalho ver-se um pouco sobre a história da psicologia organizacional e seu desenvolvimento, aborda-se, ainda, sobre o comportamento e a motivação em si. Por fim, é considerada a motivação no âmbito organizacional.
2. História Da Psicologia Organizacional
Os fatos históricos contribuíram para o surgimento e reconhecimento da psicologia organizacional. A primeira e segunda guerra mundial foram fatos significativos para a história da psicologia do trabalho, pois foram nesses momentos em que iniciaram com o processo de seleção ao escolher os melhores recrutas para irem para as guerras. A partir daí começaram a valorizar a psicologia do trabalho e a se pensar nas condições de trabalho e em uma nova forma de trabalhar.
A psicologia organizacional propriamente dita surgiu no final do séc. XIX e início do XX com a revolução francesa e industrial, onde a população migrou do campo para a cidade o que fez com que aumentasse a demanda de recrutamento seleção para trabalhadores das indústrias.
Hoje a psicologia organizacional é legalmente reconhecida como uma área de atuação da psicologia voltada para o trabalho e trabalhador. Segundo Toledo (1986, p. 64) “...a Psicologia Organizacional é o estudo do fator humano na organização, este estudo abrange a atração, retenção, treinamento e motivação dos recursos humanos da empresa”.
Diferente do século passado, no século XXI as políticas de Rh, técnicas voltadas para o colaborador, estão com enfoque maior nos funcionários, conforme aponta Tonelli (2003, p.105):
Houve redução de trabalhos sobre funções de Rh (avaliação de desempenho, recrutamento e seleção, cargos e salários) e crescimento de estudos que analisam políticas de Rh (qualidade de vida no trabalho, qualificação, gestão de competências, programas de qualidade, gestão participativa dentre outros). Aumentaram estudos sobre comportamento organizacional (comprometimento, estresse, aprendizagem, gênero, saúde).
A psicologia organizacional estuda a dinâmica organizacional: organização, grupo e indivíduo. Como diz Chiavenato (2007, p. 211) “A psicologia organizacional, consiste no planejamento, organização, desenvolvimento, coordenação e controle de técnicas capazes de promover o desempenho eficiente do pessoal”, dito de uma forma específica, trabalham com assuntos referentes a saúde mental, assédio moral, qualidade de vida, responsabilidade social, estresse entre outros.
3. Comportamento
O comportamento é um ato movido por estímulos externos e internos. O comportamento organizacional é trabalhado na empresa, por psicólogos, através de dinâmica da organização, análise das relações interpessoais e atitudes no trabalho, desenvolvimento de habilidades e competências entre outros métodos. Todavia, para despertar tais comportamentos, para que sejam trabalhados na empresa, antes é preciso desenvolver o comportamento motivacional.
O comportamento motivacional é explicado pelas necessidades humanas. Para que haja ação ou reação é preciso que um estímulo seja implementado, seja decorrente do externo ou proveniente do organismo. Quando este comportamento não é estimulado e não se realiza o indivíduo frustra-se assumindo várias atitudes, dentre elas de agressividade, assertividade ou passividade/agressividade.
É importante frisar que estas atitudes são situacionais e individuais, ou seja, podem modificar de acordo com as situações que o ambiente apresenta e de pessoa para pessoa. No entanto, são atitudes padronizadas, que tentem a acontecer influenciadas por aspectos da personalidade e do controle sobre as emoções.
4. Motivação
Os motivos são instintos compulsórios, herdados ou forças irracionais que explica tudo o que as pessoas fazem, sentem, percebem e pensam. Tais motivos são estudados pelas seguintes categorias: impulsos básicos (sobrevivência), motivos sociais (contato com pessoas), de estimulação sensorial, de crescimento (autorealização) e de ideias como motivos (valores, crenças, metas e planos).
Para conhecer a motivação humana, antes deve-se conhecer o comportamento humano, como coloca Chiavenato (1999, p. 89) “O primeiro passo para se conhecer a motivação humana é o conhecimento do que ocorre no comportamento das pessoas”. Isto significa que é necessário identificar os processos impulsionadores (impulsos) e orientadores (reforços de comportamento) antes de estabelecer os motivos.
Os impulsos e orientadores que se aplicam ao comportamento são semelhantes para todas as pessoas e se destacam em três propriedades motivacionais: comportamento causado (pela hereditariedade e meio ambiente), comportamento motivado (finalidade do comportamento) e comportamento orientado a objetos (designa motivos do comportamento).
O ser humano está sempre em busca de melhorias para a sua vida, ele vive numa busca contínua de suprir as suas necessidades. Nesse sentido, quando uma necessidade é suprida, logo aparece outro em seu lugar. Quando as necessidades não são cumpridas gera-se sentimento de frustração, agressividade, desinteresse, baixo autoestima, nervosismo e outros.
As necessidades humanas podem ser representadas na pirâmide hierárquica de Maslow, na qual as necessidades estão estabelecidas em níveis de importância, da mais primitiva a mais refinada, como se pode ver abaixo na ordem:
1. Necessidades fisiológicas: são relacionadas à sobrevivência do indivíduo, necessidades instintivas, biológicas (fome, sede e sono). Estas dominam fortemente o comportamento:
Se todas as necessidades estão insatisfeitas e o organismo é dominado pelas necessidades fisiológicas, quaisquer outras poderão torna-se inexistentes ou latentes. Podemos então caracterizar o organismo como simplesmente faminto, pois a consciência fica quase inteiramente dominada pela fome. Todas as capacidades do organismo servirão para satisfazer a fome (MASLOW, 1975, p.342).
2. Necessidades de segurança: são referentes à segurança (busca de proteção) ou estabilidade (no trabalho, vida pessoal). Surgem no comportamento quando as necessidades fisiológicas estão satisfeitas;
3. Necessidades sociais: são de pertencimento, amor, psicológicas, afiliação, aceitação e pertencer a grupos. Surgem no comportamento quando as necessidades inferiores (fisiológicas e segurança) estão satisfeitas. A frustração dessas necessidades leva à falta de adaptação e a psicopatologias graves;
4. Necessidades de autoestima: voltada para a visão do indivíduo para si próprio, como se vê se avalia, envolvendo autoapreciação, autoconfiança, aprovação social, de respeito, de status, consideração, confiança diante do mundo, independência e autonomia. Sua satisfação origina sentimentos de autoconfiança, força, poder, capacidade e utilidade. A sua frustração pode produzir sentimentos de inferioridade, dependência, desamparo, desânimo;
5. Necessidades de autorealização: são de realização do próprio potencial e de auto-desenvolvimento contínuo. São as necessidades mais elevadas, que se encontram no topo da hierarquia.
Segundo a hierarquia apresentada por Maslow, pressupõe-se que somente quando um nível inferior for atendido é que o nível mais elevado começa a dominar o comportamento. Outros autores também apresentaram outras teorias de motivação, como por exemplo, Freederick Herzberg (1959), que desenvolveu a teoria de dois fatores da motivação: de higiene (aspectos do trabalho relevantes às necessidades de natureza animal) e de motivação (aspectos do trabalho importantes para as necessidades de crescimento).
Uma outra teoria da motivação é de Victor H. Vroom (1964), que diferente de Maslow e Herzberg, desenvolveu uma teoria que rejeita noções preconcebidas e que reconhece as diferenças individuais. Sua teoria, denominada Modelo Contingencial de Motivação, trabalha com o motivar para produzir diferenciando pessoas e cargos. O Modelo Contingencial de Motivação é uma teoria de motivação e não de comportamento.
4.1 Motivação na Organização
Para motivar as pessoas a realizar tarefas deve-se apresentar a importância da tarefa para o sujeito/empresa, acompanhar, incentivar, reforçar o comportamento, estabelecer etapas, elogiar. Para motivar o colaborador da empresa, além das motivações citadas, o trabalho deve ser analisado para melhoria contínua, os funcionários devem ser contratados de acordo com as características específicas do cargo e treinados para a sua tarefa, descobrir as características pessoais importantes, recompensar os funcionários por sua produtividade.
O fator higiênico de Herzberg, que já foi conceituado acima como aspectos do trabalho relevantes às necessidades de natureza animal, são fatores que devem ser considerados pelas empresas a fim de incentivar o colaborador no trabalho. Esses fatores que devem ser oferecidos pelas empresas, incluem: boas condições de trabalho, conforto, políticas da organização e administração, benefícios, salários justos, segurança no cargo, relações com o superior e com os colegas. As pessoas que não estiverem satisfeitas com esses fatores não vão se esforçar na realização de suas tarefas.
A teoria, também já vista, do Modelo Contingencial de Motivação de Vroom enfatiza que a motivação para produzir em uma organização deve considerar três fatores determinantes: expectativas (objetivos individuais e a força de alcançá-lo), recompensas (relação da sua produtividade e o alcance dos objetivos individuais) e a relação entre expectativas e recompensas (capacidade de influenciar sua produtividade pra satisfazer suas expectativas com as recompensas).
A organização deve motivar o colaborador proporcionando-o desenvolvimento de suas habilidades e competências para que este possa ter oportunidade alcançar o sucesso na área profissional e pessoal. Cabem aos gestores, psicólogos da empresa intermediar entre desejos dos funcionários e as exigências da empresa. Ele deve determinar o comportamento motivacional de seus subordinados e a partir daí buscar mantê-los motivados dentro das regras da empresa, amenizando o conflito entre os dois. O fato de estar ou não motivado também depende da maneira como o colaborador é visto por seu superior.
Para que o colaborador se sinta bem na organização é importante que goste dela, do ambiente de trabalho, da atividade que realizam e que tenham uma boa relação com seu gestor. A empresa deve investir no trabalhador como fator humano, na sua qualidade de vida no trabalho a fim de obter bons resultados.
Vale ressaltar que o estímulo que é motivador para um, pode não ser para o outro indivíduo, portanto, ao elaborar técnicas de motivação deve-se considerar a individualidade. Saber lidar com as diferenças é um requisito necessário nas organizações.
As organizações precisam aceitar o caráter individual da motivação e terem consciência que dificilmente os colaboradores estarão completamente satisfeitos. Diante do fato, cabe a elas fazer com que o trabalhador entenda a sua missão e onde ela se encaixa na empresa, se sentido respeitado e percebido, fazendo parte do projeto da organização.
Nesse contexto a empresa deve ter cuidado para que a motivação intrínseca não se perca, e para isso a empresa deve perceber a característica de personalidade de casa sujeito, pois à personalidade está ligada a busca de satisfação do indivíduo. Outra condição necessária para que a motivação intrínseca permaneça, está associada aos dois fatores da teoria de Herzberg, onde o reconhecimento e a perspectiva de progresso, formará pessoas, equipes mais produtivas.
5. Conclusão
Considerando que a motivação explica a causalidade do comportamento, as organizações devem realizar fortes investimentos nessa técnica. Devemos identificar o que realmente motiva o colaborador. A motivação na organização é um fator de suma importância para uma boa parceria entre colaborador-empresa, pois um funcionário motivado é funcionário produtivo.
Com a teoria de fator higiênico de Herzberg pode-se constatar que as recompensas monetárias não têm efeito desejado, ou seja, não é um fator de motivação, mas higiênico. O salário não é o melhor fator motivacional para o funcionário pelo fato de ser eficaz apenas para assegurar a submissão temporária às regras e aos regulamentos da organização.
Não funciona dar uma promoção para um funcionário desmotivado com a política de Rh, pois mesmo com o salário alto ele não vai produzir, ou seja, não havendo oportunidade de valorização profissional, plano de carreira, reconhecimento, os colaboradores se mostrarão desmotivados, ainda que recebam uma boa remuneração, o que faz com que as empresas, com a ajuda do psicólogo, deem ênfase na motivação intrínseca, ou seja, no que realmente motiva o trabalhador, o prazer na atividade.
A área da motivação e seu papel na psicologia organizacional é uma questão que precisa ser mais discutida para que se construa a melhor estratégia de bem-estar da empresa e do trabalhador, propondo menor custo, maior produtividade mantendo a qualidade, tanto de funcionários, quanto de produtos.